<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-34304786</id><updated>2012-02-16T21:55:16.868-02:00</updated><category term='Música'/><category term='Cinema'/><category term='Série'/><category term='Literatura'/><title type='text'>Let There be More Light</title><subtitle type='html'>Cinema, Musica, Literatura e Vice-Versa</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://lettherebemorelight.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34304786/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lettherebemorelight.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Armando Teixeira Junior</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SeZbPNUuv2I/AAAAAAAAAAg/ZH4nluxUvbo/S220/Orkut.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>70</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34304786.post-4847776655944847419</id><published>2011-04-10T10:44:00.000-03:00</published><updated>2011-04-10T10:44:31.594-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Série'/><title type='text'>The Walking Dead</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:WordDocument&gt;   &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:Compatibility&gt;    &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;    &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;    &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;    &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:BrowserLevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt; /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable {mso-style-name:"Tabela normal"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-parent:""; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin:0cm; mso-para-margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:10.0pt; font-family:"Times New Roman";}&lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-8mn-UgM7Upk/TaGzFMcwF8I/AAAAAAAAAqg/K6KYPpFWMVE/s1600/TheWalkingDead_Wallpaper_02.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="250" src="http://1.bp.blogspot.com/-8mn-UgM7Upk/TaGzFMcwF8I/AAAAAAAAAqg/K6KYPpFWMVE/s400/TheWalkingDead_Wallpaper_02.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Zumbis? Há muito tempo os mortos-vivos não metem medo e citar hoje a palavra pouco significa para o agonizante cenário dos filmes de horror.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Isso até a feliz chegada de “The Walking Dead” a série produzida pela AMC que colecionou sucessivos recordes de audiência na televisão à cabo nos Estados Unidos. O último episódio teve nada menos do que 6 milhões de telespectadores, um número absurdo para os padrões de produções normais.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Lutando contra o improvável abismo que existe entre o cinema e a televisão a série surpreendeu ao mostrar que a aposta no seguimento, que se mostrava agonizante de cérebro e idéias no cinema(“Resident Evil e “Quase Todo mundo Morto” não dá né?), era válida em outro formato.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-SVRINMNlb2E/TaGzD8Itz2I/AAAAAAAAAqY/RDVXACWK_Ms/s1600/darabonttheo2.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-SVRINMNlb2E/TaGzD8Itz2I/AAAAAAAAAqY/RDVXACWK_Ms/s1600/darabonttheo2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Com a mão certeira de &lt;span style="color: #38761d;"&gt;Frank Darabont&lt;/span&gt;(“Um Sonho de Liberdade”, “Á Espera de um Milagre”) por trás do projeto, a primeira temporada agradou aos telespectadores e a crítica, e apesar de ter apenas seis episódios, já mobilizou fãs suficientes para garantir sua sobrevivência por mais um ano.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Baseada nas &lt;span style="color: #38761d;"&gt;hq´s de Robert Kirkman&lt;/span&gt;, a série tem uma produção cheia de estilo, uma fotografia competente e uma equipe de maquiagem capaz de &lt;span style="color: #38761d;"&gt;“zumbificar” seu elenco&lt;/span&gt; de forma bastante convincente - o que é essencial em uma era aonde nada mais surpreende quando o assunto são efeitos especiais/visuais.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-JcCdn5hE3DI/TaGzDZFU1AI/AAAAAAAAAqU/4XAWHxgxdZo/s1600/Walking-Dead-bastidores-21102010_08.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://2.bp.blogspot.com/-JcCdn5hE3DI/TaGzDZFU1AI/AAAAAAAAAqU/4XAWHxgxdZo/s320/Walking-Dead-bastidores-21102010_08.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Os clichês estão presentes, mas sempre com algo a mais e isso fica claro desde o primeiro episódio. Se existem balas e sanguinolência, existe também um teor emocional embutido nas cenas. Os zumbis não são exatamente “mortais”, “famintos” e “perigosos”; na realidade um ser humano normal com um taco de beisebol consegue derrubar sem dificuldade um morto vivo. O medo está baseado na falta de esperança e no desespero da perda de pessoas queridas para o estado de pós-morte.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-62zduHxZyC4/TaGzC1Lz00I/AAAAAAAAAqQ/bt7XHNZNs8A/s1600/Walking_dead_page_18_by_Kitsune_2077.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-62zduHxZyC4/TaGzC1Lz00I/AAAAAAAAAqQ/bt7XHNZNs8A/s320/Walking_dead_page_18_by_Kitsune_2077.jpg" width="211" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Uma contaminação global fez com que o número de zumbis superasse em muito o número de seres humanos. As cidades estão desertas, não existem governos e quase nenhum grupo organizado de sobreviventes. Arrumar água, alimentos e abrigo é um problema sério. Quase todas as personagens presenciaram a morte de alguém de suas famílias e isso inclui velhinhos e crianças. Não existe pista sobre a cura da “doença” que transforma seres humanos em zumbis, só se sabe que ela age no cérebro e que qualquer um mordido, arranhado ou exposto ao sangue dos mortos-vivos está condenado.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Nesse cenário ressurge com maestria a boa e velha temática que sinceramente pensei estar obsoleta para o telespectador moderno.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A indústria do medo fantástico está em declínio já há algum tempo. Nossas crianças já crescem informatizadas e com menos de dez anos já trucidam monstros (e humanos!) em vídeo games de alta geração. Não existe mais o fascínio pelo sobrenatural e sim uma racionalidade excessiva. Não tememos vampiros, lobisomens e monstros, mas o stress, o infarto e a síndrome do pânico.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Para uma geração significativa, que responde por grande parte das receitas dos cinemas, após “Harry Potter” e mais recentemente “Crepúsculo”, vampiros, bruxos e outros seres sobrenaturais se tornaram “bacanas”, despertam admiração e curiosidade – e não medo. Pode?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Dito isto, acredito que “The Walkng Dead” aposta justamente aonde outros falharam. No medo do desconhecido. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Sem essa de temer o camarada maquiado que se arrasta em sua direção. Não existe o medo do óbvio ou da escatologia presente em cenas de violência explícita.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-IbRb_cD4fng/TaGzEFt1L2I/AAAAAAAAAqc/DGxIIn7FNzM/s1600/images.jpeg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-IbRb_cD4fng/TaGzEFt1L2I/AAAAAAAAAqc/DGxIIn7FNzM/s1600/images.jpeg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A morte é sempre a razão final de todos os temores e a série usa e abusa disso. Poderiam ser zumbis, ou apenas um vírus mortal, mas o que desmorona a racionalidade do ser humano e apela para seus mais primitivos instintos de medo é a sensação perene de perigo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Tanques de guerra, arsenais nucleares, laboratórios de última geração, nada foi capaz de impedir a morte de avançar sobre milhões, talvez bilhões, de pessoas que agora caminham sem nenhuma lembrança do que um dia foram.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Falhar e falhar consecutivamente na simples tarefa de sobreviver é esse o fardo carregado pelos &lt;span style="color: #38761d;"&gt;sobreviventes de “The Walking Dead”&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-q8Cac9LS25U/TaGzHxCImbI/AAAAAAAAAqk/G6xZmSASJg4/s1600/TheWalkingDead_Wallpaper_11.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-q8Cac9LS25U/TaGzHxCImbI/AAAAAAAAAqk/G6xZmSASJg4/s400/TheWalkingDead_Wallpaper_11.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Confesso que não senti medo em nenhum episódio, mas um desconforto, uma impaciência e uma série de frustrações contínuas que não sei o que são. As cidades desabitadas são no mínimo perturbadoras.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Se o sonho dos adolescentes hoje é entrar no mundo de “Crepúsculo”, nosso “terror” moderno, de uma coisa eu tenho certeza: não trocaria minha poltrona pela vida pós-apocalíptica de “The Walking Dead” nem que a Krirsten Stewart me chamasse usando só um baby doll.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;E isso é mais do que suficiente para temer.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34304786-4847776655944847419?l=lettherebemorelight.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lettherebemorelight.blogspot.com/feeds/4847776655944847419/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34304786&amp;postID=4847776655944847419&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34304786/posts/default/4847776655944847419'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34304786/posts/default/4847776655944847419'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lettherebemorelight.blogspot.com/2011/04/walking-dead.html' title='The Walking Dead'/><author><name>Armando Teixeira Junior</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SeZbPNUuv2I/AAAAAAAAAAg/ZH4nluxUvbo/S220/Orkut.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-8mn-UgM7Upk/TaGzFMcwF8I/AAAAAAAAAqg/K6KYPpFWMVE/s72-c/TheWalkingDead_Wallpaper_02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34304786.post-6843625356600898134</id><published>2011-04-09T21:53:00.000-03:00</published><updated>2011-04-09T21:53:04.822-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>A Rede Social - Social Network</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:WordDocument&gt;   &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:Compatibility&gt;    &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;    &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;    &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;    &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:BrowserLevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt; /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable {mso-style-name:"Tabela normal"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-parent:""; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin:0cm; mso-para-margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:10.0pt; font-family:"Times New Roman";}&lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-nWvLIJy90zk/TaD9xd5gkUI/AAAAAAAAAp8/vAJ5ip73JLw/s1600/the_social_network_movie_poster.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://4.bp.blogspot.com/-nWvLIJy90zk/TaD9xd5gkUI/AAAAAAAAAp8/vAJ5ip73JLw/s400/the_social_network_movie_poster.jpg" width="270" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O assunto é propício, a realização coerente e suas personagens são reais, mas, muito além disso, “A Rede Social” tem algo em seu DNA que o torna mais que um grande filme: um retrato fiel sobre a modernidade e as relações sociais. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-yCm__dnPmfg/TaD9xxCMbGI/AAAAAAAAAqA/HKr-yPYgRis/s1600/The-Social-Network-Movie.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="164" src="http://4.bp.blogspot.com/-yCm__dnPmfg/TaD9xxCMbGI/AAAAAAAAAqA/HKr-yPYgRis/s320/The-Social-Network-Movie.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A história aparentemente não tem começo nem fim, não tem clímax, poucas cenas de romance, nenhuma de ação ou suspense...As personagens transitam sobre o imã central da trama o &lt;span style="color: #38761d;"&gt;criador(ou um dos criadores) do “Facebook”, Mark Zuckerberg &lt;/span&gt;e sua forma pouco convencional de lidar com pessoas, relacionamentos e situações. Como explicar então o sucesso formidável da obra como um todo?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Não se engane. Do início ao fim, o filme é bem construído, ao começar pelo roteiro que amarra cada personagem e prende tudo ao redor da história e do conflito que acabou nos tribunais na disputa pela autoria da “idéia de ouro” que deu origem a rede social mais popular do mundo. A narrativa transcorre fluída e em nenhum momento existe o protagonismo desse ou daquele elemento individual. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-5dWlknJ61ck/TaD90fOePMI/AAAAAAAAAqI/heizUpLNBLM/s1600/David-Fincher.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="219" src="http://1.bp.blogspot.com/-5dWlknJ61ck/TaD90fOePMI/AAAAAAAAAqI/heizUpLNBLM/s320/David-Fincher.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;David Fincher&lt;/span&gt; encontrou um equilíbrio perfeito para sua câmera, que antes adaptada ao ritmo frenético dos vídeo clips, agora se encontra quase documental. Um elemento régio, parte do cenário sob este ou aquele ângulo, que registra de forma imparcial e silenciosa a ação das personagens. Se fosse necessária uma palavra para descrever a direção do filme seria: imparcial. Duas? Imparcial e discreta.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Bem diferente de outros filmes que cheios de rebusques e ângulos rocambolescos chamam a atenção para a figura do diretor, podemos dizer que no caso de “A Rede Social” menos é mais. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O elenco é um dos principais, se não o principal, trunfos do filme que necessitava de uma atuação impecável para dar cor e brilho a história de personagens que além de reais ainda estão vivas e jovens. Imagine o fiasco de uma atuação medíocre?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-_ufX8E_ZeFo/TaD9wtC726I/AAAAAAAAAp4/Sds1hDLDwcE/s1600/the_social_network_justin_timberlake_image.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="215" src="http://2.bp.blogspot.com/-_ufX8E_ZeFo/TaD9wtC726I/AAAAAAAAAp4/Sds1hDLDwcE/s320/the_social_network_justin_timberlake_image.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Jesse Aisenberg, como Zuckerberg, Andrew Garfield como o brasileiro Eduardo Saverin e Armie Hammer como os gêmeos Cameron Winklevoss/Tyler Winklevoss conseguem sem preciosismo ressaltar cada elemento da personalidade de seus alteregos. Ponto para quem selecionou o elenco. Surpreendente inclusive a participação do ex-Spears e boy singer &lt;span style="color: #38761d;"&gt;Justin Timberlake&lt;/span&gt; que não compromete ao interpretar &lt;span style="color: #38761d;"&gt;Sean Parker, o criador do Napster.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Difícil definir aqui e ainda mais explicar para quem lê sem ter assistido a relevância da produção como obra cinematográfica. O filme não é necessariamente entretenimento e também não é um tratado sociológico ou antropológico apesar de transitar por vários desses caminhos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O que vemos apesar da frieza dos fatos e da luta judicial que rondou os criadores do “Facebook” são ações e reações exclusivamente humanas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-4Ex0ngPLoic/TaD9yggnMYI/AAAAAAAAAqE/4lJKuLui22E/s1600/The-Social-Network-movie-still-the-social-network-movie-20534658-1239-801.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="206" src="http://1.bp.blogspot.com/-4Ex0ngPLoic/TaD9yggnMYI/AAAAAAAAAqE/4lJKuLui22E/s320/The-Social-Network-movie-still-the-social-network-movie-20534658-1239-801.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A esperteza de um escroque intelectual mulherengo como Sean Parker mostra que nem sempre intelecto significa sucesso. &lt;span style="color: #38761d;"&gt;A amizade de Zuckerberg e Saverin &lt;/span&gt;mostra como as vezes é complicado o relacionamento entre pessoas que por sua genialidade acabam criando formas próprias de auto-defesa. O protagonista inclusive se mostra arrogante, inescrupuloso, invejoso e em muitos momentos quase psicótico, parece impossível convencê-lo da necessidade de outros seres humanos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Os gêmeos Winkelevoss também oferecem um contraponto interessante a história. São ricos, populares e pertencem a nata intelectual e esportiva de Harvard. São “enganados” por Zuckerberg que acaba “adaptando” uma idéia original e criando nas suas costas o “Facebook”.Sem mocinhos ou bandidos esse episódio é retratado como é. O facebook não existiria sem um ou sem outro.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Deixo aqui para encerrar a cereja do bolo. A cena que me causou um grande encantamento e ganhou minha torcida pelo sucesso do filme.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;A última cena mostra Zuckerberg solicitando via “facebook” a permissão de amizade de sua ex-namorada. Ele atualiza a cada segundo repetitivamente a tela de seu monitor.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Com isso lembramos que o filme tem inicio com o &lt;span style="color: #38761d;"&gt;término da relação dos dois, &lt;/span&gt;com a vendeta de Zuckerberg que insultou em seu blog a ex-namorada e decidiu criar um aplicativo para irritar as mulheres do campus comparando seus atributos. Dessa experiência surge tudo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-82NNYLortx8/TaD_SmlgoFI/AAAAAAAAAqM/XvBJU_9QZ60/s1600/rooney-mara-the-social-network.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="268" src="http://4.bp.blogspot.com/-82NNYLortx8/TaD_SmlgoFI/AAAAAAAAAqM/XvBJU_9QZ60/s400/rooney-mara-the-social-network.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;Refaço aqui um comentário escrito no começo deste texto. Depois da cena final conseguimos visualizar o inicio o meio e o fim(que sempre estiveram lá) e percebemos que as grandes histórias, reais ou não, famosas ou não, envolvem inevitavelmente homens e mulheres, relacionamentos e suas conseqüências. Alguém que aperta repetitivamente uma tecla em busca de um amor, uma amizade...etc.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Difícil imaginar que o “Facebook” surgiu porque alguém brigou com a namorada, ou porque era um nerd excluído em busca de aceitação, mas nem tudo precisa ser complicado como a gente imagina. Afinal uma rede social de duas ou de duas mil pessoas fala sobre a mesma coisa: comunicação.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34304786-6843625356600898134?l=lettherebemorelight.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lettherebemorelight.blogspot.com/feeds/6843625356600898134/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34304786&amp;postID=6843625356600898134&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34304786/posts/default/6843625356600898134'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34304786/posts/default/6843625356600898134'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lettherebemorelight.blogspot.com/2011/04/rede-social-social-network.html' title='A Rede Social - Social Network'/><author><name>Armando Teixeira Junior</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SeZbPNUuv2I/AAAAAAAAAAg/ZH4nluxUvbo/S220/Orkut.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-nWvLIJy90zk/TaD9xd5gkUI/AAAAAAAAAp8/vAJ5ip73JLw/s72-c/the_social_network_movie_poster.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34304786.post-8626033679863662697</id><published>2011-04-09T21:32:00.000-03:00</published><updated>2011-04-09T21:32:40.594-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Cisne Negro - Black Swan</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:WordDocument&gt;   &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:Compatibility&gt;    &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;    &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;    &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;    &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:BrowserLevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt; /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable {mso-style-name:"Tabela normal"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-parent:""; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin:0cm; mso-para-margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:10.0pt; font-family:"Times New Roman";}&lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-oRijGdCCu2k/TaD5GtvlTqI/AAAAAAAAApg/z8CPw0U7o4A/s1600/black-swan.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://1.bp.blogspot.com/-oRijGdCCu2k/TaD5GtvlTqI/AAAAAAAAApg/z8CPw0U7o4A/s400/black-swan.jpg" width="270" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;&lt;i&gt;"Ela dança as fases da lua tece vento e o ar rodopia..." (A Fada Azul - Oswaldo Montenegro)&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Exuberante.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Como analisar Cisne Negro? Um filme tão complexo quanto exuberante, capaz de atrair e afastar a platéia ao propor um thriller psicológico que têm como plano de fundo um espetáculo erudito.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A história gira em torno de uma montagem da peça de balé “O Lago dos Cisnes” de Tchaikovsky, aonde um grupo dirigido por Thomas Leroy(Vincent Cassel) vive a expectativa da escolha de uma nova protagonista que substituirá Beth Macintyre(Winona Rider) descartada pela idade e por não atrair mais o grande público para as exibições. Buscando a conquista do maior papel de sua vida Nina Sayers(Natalie Portman), uma bailarina talentosa e tecnicista ao extremo, começa a sofrer as pressões da luta pelo seu lugar ao sol, e quando o conquista, da pressão por mantê-lo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-2tBgJ9WxcSo/TaD5Ef6__GI/AAAAAAAAApU/tg7Cemczc3s/s1600/Black+Swan+star+Mila+Kunis+splits+from+Macaulay+Culkin+after+eight+years+++3.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-2tBgJ9WxcSo/TaD5Ef6__GI/AAAAAAAAApU/tg7Cemczc3s/s320/Black+Swan+star+Mila+Kunis+splits+from+Macaulay+Culkin+after+eight+years+++3.jpg" width="243" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Em paralelo presenciamos a chegada de&lt;span style="color: #38761d;"&gt; Lily(Mila Kunis) &lt;/span&gt;uma nova bailarina que entra no grupo esbanjando carisma, sensualidade e espontaneidade, características que faltam na personalidade infantilizada de Nina.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Adicione a esse ambiente já tumultuado a onipresença de Erica, mãe da protagonista, que persegue a própria filha e projeta nesta a infelicidade e paranóia pelo sucesso que não obteve em seu passado.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Junte todo esse conteúdo e entregue ao diretor certo que a receita de um thriller psicológico azedo e fabuloso será infalível. E este é o caso.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;Aranofsky&lt;/span&gt; não é um diretor fácil. Genioso não oferece atalhos para seu público e exige mais que atenção,exige dedicação. Da mesma forma aqueles que se entregam aos detalhes de seus filmes não se arrependem e saem com uma experiência cinematográfica no mínimo surpreendente.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-VpnjzOVAfyI/TaD5FncX7EI/AAAAAAAAApc/aaBX9-Wfu-I/s1600/blackswan5.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-VpnjzOVAfyI/TaD5FncX7EI/AAAAAAAAApc/aaBX9-Wfu-I/s320/blackswan5.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Assistir Cisne Negro é exaustivo, como a rotina das bailarinas, que se entregam de forma paranóica &lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;a dança. No raspar das sapatilhas, no estalar dos dedos, no alongar de cada fibra, no vomito e na bulimia, do corpo medido com fita métrica e nos ensaios repetidos a exaustão inclusive no filme; Aranofsky nos entrega um ambiente psicologicamente perturbado, repleto de pressões e escravo do rigor técnico - e estar nesse ambiente é uma experiência compartilhada também com o público. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/--BLIdV4p5Sk/TaD5Jjhz7II/AAAAAAAAAps/fD7qRSOpWss/s1600/black-swan-photos.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="198" src="http://2.bp.blogspot.com/--BLIdV4p5Sk/TaD5Jjhz7II/AAAAAAAAAps/fD7qRSOpWss/s320/black-swan-photos.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;Portman &lt;/span&gt;está fantástica. Sua performance é a chave para todo o arco dramático da narrativa. Sua mudez ou sua fala vacilante, a dificuldade acentuada na articulação de frases entre outros detalhes mostram a sua maneira de encarar o mundo, na verdade de ser oprimida por ele. Sexualmente retraída, infantilizada, morando com a mãe sem direito a privacidade em um quarto rosa que bem poderia pertencer a uma menina de 14 anos, Nina é o cisne branco perfeito para a peça em construção. Seu rigor técnico e seu semblante angelical e casto fazem com que sua performance seja irretocável, mesmo que desprendida de certa emoção. O problema aparece na entrada do &lt;span style="color: #38761d;"&gt;Cisne Negro&lt;/span&gt; que dá nome ao filme. O papel exige sensualidade, interpretação, arrogância, confiança e muitas outras características que incomodam a personalidade de Nina causando um bloqueio enfrentado a base de paranóia.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-PSgqnrcqJ_Y/TaD5FXPYwLI/AAAAAAAAApY/rmV5MMuF5lA/s1600/black_swan_photo_06.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="255" src="http://4.bp.blogspot.com/-PSgqnrcqJ_Y/TaD5FXPYwLI/AAAAAAAAApY/rmV5MMuF5lA/s320/black_swan_photo_06.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;E essa pressão incentivada por um obstinado &lt;span style="color: #38761d;"&gt;Cassel&lt;/span&gt; acaba desmoronando sobre a personagem interpretada por Kunis. Ora vista como amiga, ora como algoz é difícil saber exatamente quando entra em cena a Lily real ou aquela que só existe nos olhos de Nina.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Percebemos que sexualmente, seja retirando uma calcinha sob o vestido ou indo as vias de fato, Lily é tudo o que Nina não se permitiu ser. Essa contradição passa a ser projetada no sentido inverso, de dentro para fora de Nina que em certo momento não diferencia mais realidade e ilusão, não se sabe se Lily está em sua mente ou no mundo real.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/--hR4gYtwlwo/TaD5Ds3XpfI/AAAAAAAAApQ/gm1iFfrxLeE/s1600/600_black_swan2.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="179" src="http://3.bp.blogspot.com/--hR4gYtwlwo/TaD5Ds3XpfI/AAAAAAAAApQ/gm1iFfrxLeE/s320/600_black_swan2.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Cassel e &lt;span style="color: #38761d;"&gt;Rider&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;colaboram como as duas principais artérias emocionais que sobrecarregam a protagonista. Leroy nunca está satisfeito e não desiste de tentar despertar o cisne negro presente em Nina. Ele sintetiza as pressões do grupo de balé e a extrema concorrência pelo papel principal enquanto Macntyre simboliza a decadência do belo e o peso inevitável da idade que uma hora ou outra encerra a carreira de uma bailarina independente de sua excelência técnica.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O filme têm ainda muitos aspectos semióticos interessantíssimos. O constante uso do branco e do negro que muitas vezes delimita a realidade “clara” dos momentos felizes de Nina, com as sombras de seus temores e pesadelos evidenciados inclusive na maquiagem que acompanha a imersão dos delírios da protagonista no “escuro”. Perceba que até a escolha de Kunis não foi ao acaso, sua tez morena é também o oposto da palidez de Portman.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-upRD-b5Gieo/TaD5IZBY94I/AAAAAAAAApo/qm3ZPAnV-n4/s1600/black-swan-420x0.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="263" src="http://4.bp.blogspot.com/-upRD-b5Gieo/TaD5IZBY94I/AAAAAAAAApo/qm3ZPAnV-n4/s320/black-swan-420x0.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Para encerra deixo aqui o que foi para mim a sutil presença da genialidade da câmera de Aranofsky. &lt;b&gt;&lt;i style="color: #38761d;"&gt;&lt;u&gt;O espelho&lt;/u&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; é o elemento unificador da história. Sempre presente, revela o olhar perturbado de Portman, mas não consegue revelar seu interior, acompanha as bailarinas, os ensaios, está no camarim, no banheiro, em qualquer lugar como um expectador onisciente. Em muitos momentos cabe a ele o papel de trazer à trama o suspense quando a &lt;span style="color: #38761d;"&gt;imagem que reflete contradiz o real.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Em seu momento de maior brilhantismo participa do clímax da produção e encerra seu papel como arma do crime, faca de vidro que reflete.&lt;span style="color: #38761d;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-508QZz6-nbU/TaD5HgOfUTI/AAAAAAAAApk/UW8UlGWVO7M/s1600/black-swan1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="171" src="http://4.bp.blogspot.com/-508QZz6-nbU/TaD5HgOfUTI/AAAAAAAAApk/UW8UlGWVO7M/s320/black-swan1.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-6KMhHzVgcGg/TaD5Ccv9c1I/AAAAAAAAApM/GnL6nWHZW4s/s1600/tumblr_lemahgEyZG1qz6t0vo1_400.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://2.bp.blogspot.com/-6KMhHzVgcGg/TaD5Ccv9c1I/AAAAAAAAApM/GnL6nWHZW4s/s320/tumblr_lemahgEyZG1qz6t0vo1_400.png" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Ep7sBI0vIes/TaD5K0TgUiI/AAAAAAAAAp0/b-pKfqcoF8I/s1600/imagese.jpeg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-Ep7sBI0vIes/TaD5K0TgUiI/AAAAAAAAAp0/b-pKfqcoF8I/s1600/imagese.jpeg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A dança final é fantástica e mostra de forma assombrosa a transformação de Portman na bailarina perfeita, cisne negro e branco em sintonia. O único momento de real felicidade de sua protagonista fica para os passos finais quando ela se sente enfim aceita diante de todos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Para quem assistiu o filme me permitam concordar: sobe a trilha, sons de aplausos em crescente. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Um murmúrio: Perfect.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34304786-8626033679863662697?l=lettherebemorelight.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lettherebemorelight.blogspot.com/feeds/8626033679863662697/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34304786&amp;postID=8626033679863662697&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34304786/posts/default/8626033679863662697'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34304786/posts/default/8626033679863662697'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lettherebemorelight.blogspot.com/2011/04/cisne-negro-black-swan.html' title='Cisne Negro - Black Swan'/><author><name>Armando Teixeira Junior</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SeZbPNUuv2I/AAAAAAAAAAg/ZH4nluxUvbo/S220/Orkut.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-oRijGdCCu2k/TaD5GtvlTqI/AAAAAAAAApg/z8CPw0U7o4A/s72-c/black-swan.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34304786.post-4587905728300469682</id><published>2011-04-09T20:46:00.000-03:00</published><updated>2011-04-09T20:46:38.350-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>O Vencedor - The Fighter</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:WordDocument&gt;   &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:Compatibility&gt;    &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;    &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;    &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;    &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:BrowserLevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt; /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable {mso-style-name:"Tabela normal"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-parent:""; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin:0cm; mso-para-margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:10.0pt; font-family:"Times New Roman";}&lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;br /&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:WordDocument&gt;   &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:Compatibility&gt;    &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;    &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;    &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;    &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:BrowserLevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt; /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable {mso-style-name:"Tabela normal"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-parent:""; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin:0cm; mso-para-margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:10.0pt; font-family:"Times New Roman";}&lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-rX6sHQo4TW4/TaDu1QrjVdI/AAAAAAAAApI/4lpwIbLIoW8/s1600/o-vencedor-poster.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-rX6sHQo4TW4/TaDu1QrjVdI/AAAAAAAAApI/4lpwIbLIoW8/s320/o-vencedor-poster.jpg" width="212" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #38761d;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #38761d;"&gt;&lt;i&gt;"... In the clearing stands a boxer&lt;br /&gt;And a fighter by his trade&lt;br /&gt;And he carries the reminders&lt;br /&gt;Of ev'ry glove that layed him down&lt;br /&gt;Or cut him till he cried out&lt;br /&gt;In his anger and his shame&lt;br /&gt;"I am leaving, I am leaving"&lt;br /&gt;But the fighter still remains&lt;br /&gt;Lie la lie..."&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #38761d;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;(Simon and Garfunkel - The Boxer) &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O lutador de boxe é uma figura icônica. Quase todos campeões que triunfaram sobre os ringues e levantaram um cinturão mundial possuem uma história de superação marcante na trajetória que tornaram seus punhos os mais temidos de uma época.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Mick Ward não foi diferente. Campeão dos pesos médios em 2000 teve sua história narrada no filme “O Vencedor”(The Fighter) que concorreu ao Oscar de Melhor Filme.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A “profissão” de lutador é bem diferente da luta praticada como esporte e isso influencia muito a história de seus protagonistas. A grande maioria dos homens e mulheres que aceitavam entrar em um ringue para trocar socos com um adversário arriscando com isso sua integridade física não o fazia pela simples arte de competir, mas por algo mais, geralmente por sobrevivência ou por uma vida melhor longe da miséria dos subúrbios.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Trabalhadores braçais, jovens pobres, imigrantes longe de casa, marginalizados e excluídos por preconceitos raciais de cor ou credo, era essa a matéria prima que gerou grandes campeões de boxe, que lutavam contra os próprios destinos antes de nocautear o lutador do outro corner.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-ysFMPyBTrsk/TaDuzxTTNuI/AAAAAAAAApA/v-1pWVVbyr4/s1600/MWmailer.gif" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-ysFMPyBTrsk/TaDuzxTTNuI/AAAAAAAAApA/v-1pWVVbyr4/s320/MWmailer.gif" width="259" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;Ward&lt;/span&gt; lutava contra inimigos invisíveis que quase destruíram sua carreira. Filho de uma conturbada família de imigrantes irlandeses, viveu sob a sombra de seu irmão mais velho, o também ex-boxeador Dick Ecklund, adorado no microuniverso familiar e bairrista por tudo o que quase foi ao protagonizar um embate histórico contra a lenda Sugar Ray Leonard.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Esse embate serve como assunto recorrente nas linhas do roteiro que mostram toda a frustração de Ward que não consegue ser protagonista de sua própria carreira ofuscado pelo irmão - que é na realidade a ovelha negra da família.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Ecklund jogou pelo ralo uma carreira promissora e se entregou ao vício do crack. Passou a viver como junkie que dividia seu tempo treinando Ward e gravando um documentário sobre a decadência dos viciados para um canal de TV que alimentava seu estilo de vida com uns trocados em troca de sua imagem. Nessa rotina é visível a diferença de personalidades dos irmãos que parecem uma parábola do filho pródigo atualizada.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O mais velho nesse caso é aquele que gastou todos seus bens(nesse caso seus dons) e partiu para uma jornada de satisfações pessoais retornando para a família quando percebeu estar no fundo do poço.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-vcsXPVvHPrs/TaDuzHNqpYI/AAAAAAAAAo8/5N4EDHOwKXA/s1600/lens14588651_1287865042Micky-Ward.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-vcsXPVvHPrs/TaDuzHNqpYI/AAAAAAAAAo8/5N4EDHOwKXA/s1600/lens14588651_1287865042Micky-Ward.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Ward&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;é o bom irmão, ajuizado, obstinado em seus treinos, trabalhador, e dedicado não somente aos planos que traçou para ele, mas para todos aos quais ama. Seu sonho não é pessoal, mas coletivo, a luta pelo cinturão é uma causa de família derivada da trajetória frustrante de Ecklund. Até sua postura no ringue reflete isso, &lt;span style="color: #38761d;"&gt;Ward&lt;/span&gt; resistia a mais pancadas que um lutador comum, batia igual, mas agüentava mais - lembrando um pouco inclusive Jake La Motta.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Nessa relação é clara a predileção da mãe pelo filho mais velho, que é de certa forma “mimado” com uma proteção e veneração que ignora suas idas e vindas recorrentes à cadeia.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Assim como os grandes acontecimentos que marcam a história mundial, e em um recorte particular, a história de qualquer esporte, conhecemos apenas a visão dos vencedores, aquele que por um motivo ou outro se destacaram dos ordinários e medíocres delegados ao esquecimento. E Ward sabia disso. Compreendia que para ser mais que um herói de bairro, como seu irmão teria, que travar lutas pessoais dificílimas antes de subir no ringue e destroçar as costelas de seus adversários. E isso significaria ser duro e até renegar a mãe e o irmão pelos quais possuía legítima adoração.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-kPDe0hSGqu4/TaDuyjfDXMI/AAAAAAAAAo4/kteORnytMEI/s1600/fighter-mark-wahlberg_320.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-kPDe0hSGqu4/TaDuyjfDXMI/AAAAAAAAAo4/kteORnytMEI/s1600/fighter-mark-wahlberg_320.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A história só foi para as telas pela dedicação do ator &lt;span style="color: #38761d;"&gt;Mark Walbergh,&lt;/span&gt; que além de produzir o longa ficou com o papel principal. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O resultado? Um filme sensato, sem muitos floreios, mas com escolhas certas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;As câmeras são antigas, no sentido literal da palavra. Opção do diretor David O´Russel que imaginou que somente dessa forma conseguiria o efeito planejado que funciona de forma magnífica. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Apoiado por uma fotografia com luzes frias e um movimento constante de câmera sem apoio(a famosa “mãos a obra”) o filme muitas vezes adquire uma cara de documentário.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-yNiDQsn83XQ/TaDu0hcTAZI/AAAAAAAAApE/xaci1riKiJU/s1600/O-Vencedor-Christian-Bale1.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="212" src="http://1.bp.blogspot.com/-yNiDQsn83XQ/TaDu0hcTAZI/AAAAAAAAApE/xaci1riKiJU/s320/O-Vencedor-Christian-Bale1.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;As excelentes atuações de &lt;span style="color: #38761d;"&gt;Melissa Leo &lt;/span&gt;como Alice, a mãe do lutador, e de &lt;span style="color: #38761d;"&gt;Christian Bale&lt;/span&gt; como Ecklund, sustentam a ausência de brilho pessoal de Ward/Walbergh, repetindo no casting as linhas do roteiro. Tanto que ambos receberam com justiça os Oscars de ator/atriz coadjuvante pelo filme.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Acertadamente, “O Vencedor” retrata mais do que apenas a carreira de Ward, mas todo o drama ao redor dela. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Na construção e eficácia não chega aos pés de “Touro Indomável”, e essa comparação, apesar de injusta é necessária, porque sempre é a primeira que surge quando um filme sobre boxe é lançado. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A história é previsível por natureza: começo difícil, ápice redentor. Com um número necessário de clichês e uma quantidade reduzida de cenas de luta de qualidade, o filme vence, como diz o título, não por falar de boxe ou de um ex-campeão, mas por falar de alguém que lutou contra um destino medíocre para se tornar algo mais e cravar seu nome na história.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Vencer não é um resultado, mas um processo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34304786-4587905728300469682?l=lettherebemorelight.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lettherebemorelight.blogspot.com/feeds/4587905728300469682/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34304786&amp;postID=4587905728300469682&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34304786/posts/default/4587905728300469682'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34304786/posts/default/4587905728300469682'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lettherebemorelight.blogspot.com/2011/04/o-vencedor-fighter.html' title='O Vencedor - The Fighter'/><author><name>Armando Teixeira Junior</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SeZbPNUuv2I/AAAAAAAAAAg/ZH4nluxUvbo/S220/Orkut.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-rX6sHQo4TW4/TaDu1QrjVdI/AAAAAAAAApI/4lpwIbLIoW8/s72-c/o-vencedor-poster.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34304786.post-329136567079784644</id><published>2011-04-09T19:58:00.001-03:00</published><updated>2011-04-09T20:08:58.047-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Bravura Indômita - True Grit (2010)</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="color: #38761d;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-TBABsaBdAfY/TaDimc8hhHI/AAAAAAAAAoM/qH7Hzzoxa20/s1600/True-grit-Film.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="376" src="http://4.bp.blogspot.com/-TBABsaBdAfY/TaDimc8hhHI/AAAAAAAAAoM/qH7Hzzoxa20/s400/True-grit-Film.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;pre&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;"- Who's the best marshal they have?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;- Bill Waters is the best tracker.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;                   &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;The meanest one is Rooster Cogburn,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;double-tough, knows no fear.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;                    &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;L T Quinn is the straightest.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;He brings them in alive.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;                  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;- Where would I find this Rooster?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;- At the Federal Court this afternoon."&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre style="color: #38761d;"&gt;"- Mr Rooster Cogburn?&lt;br /&gt;- What is it?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;                   &lt;br /&gt;I'd like to talk with you a minute.&lt;br /&gt;They say you're a man with &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;u&gt;true grit.&lt;/u&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;"&lt;/pre&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #38761d;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Faroeste ou Road Movie?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Parece bobagem discutir esse ponto de vista diante da realização tão bem executada do remake da década de 60, “Bravura Indômita”, que nas mãos hábeis dos irmãos Cohen transformou-se de forma prodigiosa em um amálgama de humor negro, western e atuações harmoniosamente convincentes.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-PbYarSNXcqc/TaDjC-1wE5I/AAAAAAAAAoU/KFXQ_vSRAoM/s1600/2010_true_grit_001%255B1%255D.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://2.bp.blogspot.com/-PbYarSNXcqc/TaDjC-1wE5I/AAAAAAAAAoU/KFXQ_vSRAoM/s320/2010_true_grit_001%255B1%255D.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A primeira vista, parece que tudo caminha para uma tradicional(e deliciosa) história de faroeste americano. &lt;span style="color: #38761d;"&gt;A jovem Mattie Ross(Hailen Steinfeld) obcecada por vingar a morte de seu pai, contrata o oficial beberrão em decadência Rooster Cogburn(Jeff Bridges)&lt;/span&gt; para perseguir o pilantra Tom Chaney(Josh Bronlin). No rastro do bandido, correndo por fora o “Texas Ranger” La Boeuf(Matt Dammon), tropeça na dupla e tenta tirar vantagem dos talentos de “rastreador” de Cogburn.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O problema é que Chaney se misturou ao bando do escroque Ned Pepper e ruma de forma desconhecida pelas terras ermas do oeste americano.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Pois bem cara-pálida com o cenário armado para as balas começarem a rolar, a impressão que tive é que de forma assertiva e decidida o roteiro, &lt;span style="color: #38761d;"&gt;dos também diretores Ethan e Joel,&lt;/span&gt; economiza tiros e despeja verborragia e sentimento, sarcasmo e lirismo, tudo planejado e bem esquadrinhado.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-QIXBBuCTTb0/TaDjErVNa8I/AAAAAAAAAog/FGxTyvApwbw/s1600/true-grit-2010.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://3.bp.blogspot.com/-QIXBBuCTTb0/TaDjErVNa8I/AAAAAAAAAog/FGxTyvApwbw/s320/true-grit-2010.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Nesse momento que senti o espírito dissonante de um road movie de cavalos começar a surgir. Primeiro que todas as personagens principais não pertencem ao lugar onde estão. Mattie, está longe de casa atrás do assassino de seu pai, Cogburn, como um U.S. Marshall, não tem moradia fixa, mas trabalhos a serem executados e LaBoeuf vêm desde o Texas perseguindo Chaney e colecionando fracassos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Seus caminhos se cruzam e a amizade e os sentimentos desenvolvidos por eles acontecem em momentos de teste de caráter e perseverança “à caminho” de um objetivo - na estrada por assim dizer. É assim quando Mattie cruza o rio a cavalo, quando LaBoeuf demonstra bravura em uma tocaia, ou ainda quando Cogburn tenta provar seu valor atirando em broas de milho...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-hx9TvFnjIlw/TaDjqghMqRI/AAAAAAAAAoo/-MRGcuy_89A/s1600/2010_true_grit_027.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://3.bp.blogspot.com/-hx9TvFnjIlw/TaDjqghMqRI/AAAAAAAAAoo/-MRGcuy_89A/s320/2010_true_grit_027.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Ao dividirem uma fogueira, falarem sobre direito ou histórias de vida fica evidente as diferenças de caráter e personalidade do trio de protagonistas que não se encaixam em perfis de bondade/maldade convencionais e como a situação de &lt;span style="color: #38761d;"&gt;“viajantes com um objetivo em comum” evidencia a união do grupo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Mattie é sistemática, perspicaz e surpreendentemente madura para seus 14 anos, ao mesmo tempo seu caráter não é lá uma singeleza. Desde o início do filme ela exige vingança, o que significa a morte de Chaney. Perceba que ela faz questão que a morte seja fruto do crime cometido contra seu pai, para ela uma forca no Texas não torna sua vendeta válida.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Cj9hBLXBVi8/TaDjZYYGyiI/AAAAAAAAAok/HaDd6bbDX94/s1600/truegrit491_1224_t300.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-Cj9hBLXBVi8/TaDjZYYGyiI/AAAAAAAAAok/HaDd6bbDX94/s1600/truegrit491_1224_t300.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;Cogburn&lt;/span&gt; é um beberrão escolhido por Mattie pela sua falta de escrúpulos na hora de perseguir um foragido. Quase sempre bêbado ele parece mais um escroque falido que um pistoleiro experiente, apesar de ser ambos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-5woL9eZtz40/TaDjBrKs1DI/AAAAAAAAAoQ/9NEbCVqLSkE/s1600/true-grit-matt-damon.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://1.bp.blogspot.com/-5woL9eZtz40/TaDjBrKs1DI/AAAAAAAAAoQ/9NEbCVqLSkE/s320/true-grit-matt-damon.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;LaBoeuf&lt;/span&gt; é quase caricato, com suas esporas, alto grau de instrução e precisão cirúrgica com as armas, cabe a ele mostrar que no western de Bravura Indômita o “melhor” homem, não será necessariamente o mais eficiente. Apesar de ser mais jovem que Cogburn e claramente mais instruído que Mattie, LaBoeuf fica constantemente encurralado por ambos, perde as discussões para a garota e vê a bravura e experiência de Cogburn triunfarem aos poucos, enquanto a trilha que leva a Chaney é revelada.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Com tudo isso o filme encontra ainda espaço para tiradas sarcásticas sensacionais como as últimas palavras de um índio negadas na forca ou as crianças, também indígenas, sendo chutadas sem mais nem porquê.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O elenco está absurdo. Jeff Bridges entrega uma fala arrastada e quase ininteligível, pesadelo para os tradutores, que cumpre seu papel de parecer o tempo todo bêbado ou entorpecido. Steinfeld convence no papel de garota prodígio e é dela a força da narrativa que permite que as outras personagens flutuem ao redor de seu magnetismo. Dammon e Brolin são verossímeis na medida e cheios de detalhes mínimos que reforçam a credibilidade de seus papéis. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Talvez o destaque técnico mais assombrosamente visível seja a fotografia de Roger Deakins que dá ao filme momentos de um lirismo quase desconexo. &lt;span style="color: #38761d;"&gt;A cena final&lt;/span&gt; merece um prêmio à parte pela emoção entregue ao público de forma catártica, com verdadeiro heroísmo como há muito não se via em um faroeste.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-cq7zmeSt0Zw/TaDjD2V21zI/AAAAAAAAAoc/KZHJizLgtOU/s1600/images.jpeg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="266" src="http://1.bp.blogspot.com/-cq7zmeSt0Zw/TaDjD2V21zI/AAAAAAAAAoc/KZHJizLgtOU/s400/images.jpeg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Junte a isso os rompantes de violência(subliminar ou direta) característicos da filmografia dos Cohen e terá um espécime diferente do original e de quase qualquer outra obra do gênero.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Sem descambar para o sentimentalismo barato, Cogburn encontra sim sua redenção em Mattie, assumindo um papel paternal no qual revela ter fracassado anteriormente. De volta recebe dela um tratamento filial, em uma das últimas cenas do filme, uma “viagem” de trem que espero que todos compreendam. Falar mais poderia estragar a diversão de quem ainda não assistiu.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;E por falar em viagem, reforço aqui os argumentos iniciais. Nesse road movie adaptado, as seqüências que dão cor e textura ao filme acontecem entre uma parada e outra. Nos encontros pelo caminho com cadáveres presos em árvores, em cabanas isoladas, em desfiladeiros ou minas abandonadas. Não existe um ponto fixo, uma referência, só o caminho a ser seguido e a aventura que se desenvolve por ele. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;“Telma e Louise” ou “Paris Texas”, “Easy Rider” ou “Rain Man”, nada pode ser feito quando o destino vivido na estrada exige seu espaço entre os atores e o roteiro. De carro ou à cavalo, em rodovias, no deserto ou no oeste selvagem o espírito é o mesmo. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;As personagens caminham para o imprevisível à sua frente, se a morte ou a redenção as espera na próxima curva isso é uma resposta que só o público pode descobrir sem arcar com as conseqüências. Sabemos que se trata de um road movie quando nos perguntamos: E se as personagens parassem aqui, se sentassem, e interrompessem sua jornada e resolvessem seus problemas por aqui mesmo? E temos como resposta: Impossível, o filme terminaria sem final.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Para nossa sorte existem ainda seres de “Bravura Indômita” para seguirem seus caminhos enquanto assistimos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Um triunfo cinematográfico cheio de estilo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34304786-329136567079784644?l=lettherebemorelight.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lettherebemorelight.blogspot.com/feeds/329136567079784644/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34304786&amp;postID=329136567079784644&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34304786/posts/default/329136567079784644'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34304786/posts/default/329136567079784644'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lettherebemorelight.blogspot.com/2011/04/bravura-indomita-true-grit-2010.html' title='Bravura Indômita - True Grit (2010)'/><author><name>Armando Teixeira Junior</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SeZbPNUuv2I/AAAAAAAAAAg/ZH4nluxUvbo/S220/Orkut.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-TBABsaBdAfY/TaDimc8hhHI/AAAAAAAAAoM/qH7Hzzoxa20/s72-c/True-grit-Film.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34304786.post-2887445610324512097</id><published>2011-04-05T20:07:00.000-03:00</published><updated>2011-04-05T20:07:49.471-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Cinema Catástrofe</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:WordDocument&gt;   &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:Compatibility&gt;    &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;    &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;    &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;    &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:BrowserLevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt; /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable {mso-style-name:"Tabela normal"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-parent:""; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin:0cm; mso-para-margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:10.0pt; font-family:"Times New Roman";}&lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-15X0WpBgHTw/TZufkbBBhoI/AAAAAAAAAoI/c_2t2D4pUdA/s1600/the_day_after_tommorow_wallpaper.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://1.bp.blogspot.com/-15X0WpBgHTw/TZufkbBBhoI/AAAAAAAAAoI/c_2t2D4pUdA/s400/the_day_after_tommorow_wallpaper.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #38761d;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;h2 id="primeiro" style="color: #38761d;"&gt;&lt;i&gt;Significado de Catástrofe&lt;/i&gt;&lt;/h2&gt;&lt;div id="significado" style="color: #38761d;"&gt;&lt;i&gt;s.f. Grande desgraça, acontecimento funesto, calamidade.&lt;br /&gt;Fim lastimoso.&lt;br /&gt;Literatura  Acontecimento decisivo que leva ao final de uma tragédia.&lt;br /&gt;(Do Gr. katastrophe)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Ligo a televisão após o jantar, dou boa noite religiosamente ao apresentador do telejornal e quando percebo parece que estou dentro de um filme. E daqueles bem ruins para suas personagens. Nos últimos meses de alguns anos para cá, terremotos na China, no Chile, Haiti, e em mais meia dúzia de cidades, chuvas e inundações matando milhares e atingindo milhões no meu país tropical, São Paulo até vá lá estamos acostumados, mas Salvador? “O sertão vai virar mar” diria Antônio Conselheiro.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Ninguém se quer conhecia a palavra "Tsunami"... eu mesmo achava que era apenas algum fáctóide de mitologia nórdica, até acontecer no Japão. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Vulcão sem atividade a milhares de anos desperta, avião com presidente cai, morro desmorona, faltaram só naves alienígenas invadirem a Bulgária... &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Espero a qualquer minuto minha solene apoplexia no sofá ser interrompida pelos créditos do filme com o nome do estúdio.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Quando o tema é catástrofe ninguém mais percebe a diferença entre ir ao cinema e abrir o jornal do dia. Saudade da época(recente) aonde os filmes desse gênero estavam mais para ficção do que para documentário. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-MZyGLQIqHik/TZue8TzJOqI/AAAAAAAAAoE/eHoOVFg6F0g/s1600/A70-3597.jpeg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-MZyGLQIqHik/TZue8TzJOqI/AAAAAAAAAoE/eHoOVFg6F0g/s320/A70-3597.jpeg" width="220" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Quem tem um pouco mais de 20 anos e sempre gostou da sétima arte, deve se lembrar que a semana de 4 de Julho de 1996 foi marcada por expectativa e filas nos cinemas pelo mundo. O dia da independência dos Estados Unidos marcou a história do cinema, e não adianta torcer o nariz para as bandeiras tremulando e a papagaiada ideológica(até no título !) que às vezes embrulha o estômago, porque &lt;span style="color: #38761d;"&gt;“Independence Day”, de Rolland Emerich,&lt;/span&gt; foi o marco mais significativo da nova leva de filmes catástrofe que perduram até hoje.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O cinema sempre teve uma queda declarada pela tragédia, e quando digo isso não estou falando do significado grego antigo, ou os famosos dramalhões, mas da definição que hoje se emparelha ao de&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;hecatombe: Corpos se empilhando pela fragilidade humana de resistir a um poder superior e agressivo, geralmente uma força natural ou desconhecida.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-4Ra7gw4efHQ/TZue4ZPViUI/AAAAAAAAAn0/DNyN_EVwmEQ/s1600/inferno-na-torre01.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-4Ra7gw4efHQ/TZue4ZPViUI/AAAAAAAAAn0/DNyN_EVwmEQ/s1600/inferno-na-torre01.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Não é de agora que as produções de Hollywood flertam com terremotos, maremotos, vulcões, aviões em pane, transatlânticos afundando e praticamente qualquer coisa que ofereça muito, muito apelo melodramático. “Aeroporto” de George Seaton é considerado o primeiro exemplar genuíno do gênero que inaugurou uma longa lista, que só na década de 70, conta com: &lt;span style="color: #38761d;"&gt;“Inferno na Torre” de John Gullemin &lt;/span&gt;e Irwin Allen, “O Destino de Poseidon” de Ronald Neame, “Terremoto” de Mark Robson, entre outros.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Os filmes catástrofe estouraram; literalmente... mas como um balão colorido e pomposo tiveram uma breve vida. Devido a inúmeras limitações técnicas que tornavam quase impossível a reprodução fidedigna da maior parte das desgraças que despontavam logo no título das produções o público perdeu o interesse, afinal não tinha graça ver um terremoto ruindo maquetes claramente de isopor...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Em 1996, algo novo estava preste a acontecer. Os efeitos especiais foram aperfeiçoados nas décadas de 70 e 80, sobretudo explorando os ambientes e mundos fantásticos da ficção científica e estavam à caminho de avançar sobre um novo desafio: tornar crível as maiores tragédias naturais e desconhecidas - de um cataclismo à uma invasão alienígena, chegando sorrateiramente pela porta da cozinha do cotidiano da dona de casa.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Méritos para os desbravadores. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-5RjbzhDrwSQ/TZue74ZAeHI/AAAAAAAAAoA/0QR2o3ONGqU/s1600/121461463648GTshk.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="174" src="http://4.bp.blogspot.com/-5RjbzhDrwSQ/TZue74ZAeHI/AAAAAAAAAoA/0QR2o3ONGqU/s320/121461463648GTshk.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Me lembro de como fiquei boquiaberto da primeira vez que assisti “Independence Day” &lt;span style="color: #38761d;"&gt;e “Twister”(com a vaca voando)&lt;/span&gt;. Não era nenhum tapado em cinema e mesmo assim tive a sensação de que não tinha visto nada parecido e que talvez nunca veria novamente...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Hoje com a monotonia da repetição a primeira leva de filmes catástrofe pós anos 90 que trouxe ainda “O Inferno de Dante”, “Armagedon”, “Godzilla” e “Impacto Profundo”, parece esquálida e sem graça, mas na época me lembro bem da sensação que era ver “aquele filme do vulcão”, “aquele outro do asteróide”, “aquele do lagarto do tamanho de prédios”...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Grosso modo, podemos dizer que tínhamos visto coisas muito mais fantásticas antes com “Guerra nas Estrelas” ou “2001 – uma Odisséia no Espaço” mas dessa vez o apelo ao público era diferente.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Os efeitos especiais tinham um propósito mais obscuro, o de trazer para a realidade o apocalipse, o fim da humanidade, a revolta da natureza... Quase nenhuma profecia do livro bíblico de São João foi esquecida para gerar mais e mais roteiros que de falas mesmo, eram ralos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-xWaps8YJZtc/TZue7MEUzQI/AAAAAAAAAn8/lxzycmwyVAc/s1600/2012_wp2_1024.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/-xWaps8YJZtc/TZue7MEUzQI/AAAAAAAAAn8/lxzycmwyVAc/s320/2012_wp2_1024.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Pelo que observo atualmente, e fazendo uma auto-análise, os estúdios em breve estarão em maus lençóis. Há pelo menos 5 anos ignoro qualquer filme &lt;span style="color: #38761d;"&gt;que destrua Nova York com profecias maias, &lt;/span&gt;pragas bíblicas, desequilíbrios solares, alienígenas, monstros e coisas do gênero. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Tomo conhecimento parcial e desinteressado por barcos à deriva, aviões em pane, vírus mortais e dramas em geral que incluem prédios e construções desabando, bombas explodindo, caos e terrorismo de milhares.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A cada ano a arrecadação dos “blockbusters catástrofe” despenca pelo mundo e nenhum produtor parece entender. O povão tá querendo ver super-heróis salvando o dia no final de semana(não sei até quando...).&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A população está ficando cansada de tragédia de segunda à sexta-feira no noticiário, esta percebendo que aquele “papo” de que a natureza reage ao mau uso que fazemos do planeta é verdadeiro e que em breve teremos sim mais e mais problemas com fogo, ar, terra e água; seja em excesso ou escassez. Aviões caem, prédios desmoronam, navios afundam e ultimamente parecem mais propícios a obedecerem estas diretrizes. Faltam somente asteróides, monstros japoneses e extraterrestres.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Respondo boa noite ao fim do telejornal, mas dormir tranqüilo mesmo... Foi-se o tempo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34304786-2887445610324512097?l=lettherebemorelight.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lettherebemorelight.blogspot.com/feeds/2887445610324512097/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34304786&amp;postID=2887445610324512097&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34304786/posts/default/2887445610324512097'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34304786/posts/default/2887445610324512097'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lettherebemorelight.blogspot.com/2011/04/cinema-catastrofe.html' title='Cinema Catástrofe'/><author><name>Armando Teixeira Junior</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SeZbPNUuv2I/AAAAAAAAAAg/ZH4nluxUvbo/S220/Orkut.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-15X0WpBgHTw/TZufkbBBhoI/AAAAAAAAAoI/c_2t2D4pUdA/s72-c/the_day_after_tommorow_wallpaper.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34304786.post-1926986652453827779</id><published>2011-04-05T19:38:00.000-03:00</published><updated>2011-04-05T19:38:16.638-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><title type='text'>Argumentos Para Não Ler “O Monge e o Executivo”</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:WordDocument&gt;   &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:Compatibility&gt;    &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;    &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;    &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;    &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:BrowserLevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt; /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable {mso-style-name:"Tabela normal"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-parent:""; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin:0cm; mso-para-margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:10.0pt; font-family:"Times New Roman";}&lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-MNyFdHimBUU/TZuZb5xtIWI/AAAAAAAAAno/oZhJP5s3y6k/s1600/monge+e+executivo.gif" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-MNyFdHimBUU/TZuZb5xtIWI/AAAAAAAAAno/oZhJP5s3y6k/s320/monge+e+executivo.gif" width="212" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #38761d;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #38761d;"&gt;&lt;i&gt;"A constância de ânimo, com paz e tranqüilidade, não só enriquece a  pessoa, como a ajuda muito a julgar melhor as adversidades, dando-lhes a  solução conveniente."&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #38761d;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="color: #38761d;"&gt;(São João da Cruz) &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;“O Monge e o Executivo” surgiu em meu caminho de maneira diferente, não foi uma escolha, fui de certa forma forçado a ler a obra de &lt;span style="color: #38761d;"&gt;James C. Hunter &lt;/span&gt;para auxiliar um amigo em uma pesquisa de faculdade.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-F3_8g5XurF0/TZuZceNC0RI/AAAAAAAAAns/vx4Dn172Ag0/s1600/Jim_Hunter_Picture_1.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-F3_8g5XurF0/TZuZceNC0RI/AAAAAAAAAns/vx4Dn172Ag0/s320/Jim_Hunter_Picture_1.jpg" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Antes de ler o best-seller procurei algumas informações em críticas e resenhas espalhadas em publicações impressas e na Internet e a grande maioria apontava o livro como um achado. O preferido de milhares de anônimos no orkut , de algumas centenas de executivos de sucesso e de pelo menos meia dúzia de bilionários que dirigem grandes conglomerados financeiros. O mais lido em x países, líder de vendas no Brasil por y semanas, traduzido até para o malaio. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Parti para a leitura e dois dias foram suficientes para terminá-la - mas confesso que levei um tempo bem maior até conseguir digerir o conteúdo e formatar minha opinião a respeito.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Em um primeiro momento o livro parece ter uma clara definição de seu público alvo: Gerentes e administradores em posições de liderança que precisam diariamente se relacionar com um grande número de funcionários. Na prática a obra mostrou possuir um público mais abrangente e acabou fazendo um grande sucesso entre a massa de leitores convencionais que buscavam extrair das páginas do livro lições para o dia-a-dia ou ainda “receitas” de como se tornar um líder. Observe o disfarce.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A narrativa gira em torno das experiências do gerente-geral John Daily e de um grupo de pessoas de diferentes classes e personalidades em um retiro de uma semana no mosteiro São João da Cruz. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Durante a estada o monge Simeão, um ex-executivo de sucesso, tentará oferecer à todos lições sobre liderança e convivência. A partir desse momento tudo são atalhos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A figura de um monge e de um mosteiro são os superlativos implícitos para um professor e uma sala de aula, trazem noções de valores e sabedoria que seriam difíceis de traduzir ou levariam páginas demais para serem expostos. A sala é um conjunto limitado de personagens quase caricatas e sem profundidade que realizam de forma mecânica seus objetivos na narrativa. Alguns contrariam, alguns concordam e outros completam as lições que se estendem por aulas em seu formato clássico, descritas através de capítulos didáticos e diretos. O “antagonista” representado pela figura do Sargento Greg possui um comportamento “militar” estereotipado que beira o risível, cabe a ele discordar sempre para que a “aula” tenha seu andamento e que conceitos de liderança sejam apresentados sob a forma de palavras como: amor, autoridade, servidão, ambiente, paciência entre outras&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Perceba que o argumento de crescimento pessoal e profissional expressado no livro dá uma ênfase às questões emocionais das personagens. O conflito vivido pelo protagonista é de ordem familiar e não profissional e as “lições” do Monge para o Executivo giram em torno de adequar emoções, controlar sentimentos e corrigir falhas de relacionamento. Problemas que todos temos com soluções que podemos ao menos tentar. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;De alguma forma fica implícito que seremos pessoas mais bem sucedidas financeiramente e atingiremos um patamar de liderança em nossa vida profissional se resolvermos primeiro nossos problemas pessoais e, sobretudo, de comportamento. Não que isso seja uma falácia, mas cai como uma meia verdade pouco sincera.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;È óbvio que a sociedade não permite que todos sejam líderes, e sugerir que todos se comportem como tal é uma forma de oportunismo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O resultado é o livro ideal para o patrão - que percebeu que é ótimo indicá-lo para seus subordinados. O funcionário se empenhará cada dia mais em seu emprego e mostrará iniciativa de um líder com um salário de plebeu, não reclamará, será dócil gentil e dedicado, buscará sua promoção através do merecimento de seu suor e de sua competência, gerando assim uma fábrica inteira de postulantes à um cargo que não está a disposição. Todos se imaginam o grande líder de amanhã.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Sou a favor do esclarecimento geral, apóio (quase) todo tipo de leitura, mas faço questão de desaprovar aquelas que causam retrocesso ou algum tipo de desilusão e desapontamento. Não custava esclarecer um pouco mais as coisas, delimitar melhor o público alvo, e ser sincero que a obra não resolverá nada sozinha na vida de ninguém. Não estou dizendo que o livro foi um caça-níqueis planejado, nem duvido aqui da idoneidade do autor, mas de boas intenções o inferno está cheio...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Em um país desigual como o Brasil, as mais de 700 mil cópias vendidas de “O Monge e o Executivo” podem gerar do dia para a noite meio milhão de cidadãos frustrados por não serem líderes seguindo sua receita, e tudo somente porque não compreenderam exatamente as mensagens do livro. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Portanto posso enumerar aqui argumentos diversos para não recomendar o livro, de sua construção ao seu conteúdo, mas na realidade o verdadeiro motivo é apenas um: é errado criar falsas esperanças.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34304786-1926986652453827779?l=lettherebemorelight.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lettherebemorelight.blogspot.com/feeds/1926986652453827779/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34304786&amp;postID=1926986652453827779&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34304786/posts/default/1926986652453827779'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34304786/posts/default/1926986652453827779'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lettherebemorelight.blogspot.com/2011/04/argumentos-para-nao-ler-o-monge-e-o.html' title='Argumentos Para Não Ler “O Monge e o Executivo”'/><author><name>Armando Teixeira Junior</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SeZbPNUuv2I/AAAAAAAAAAg/ZH4nluxUvbo/S220/Orkut.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-MNyFdHimBUU/TZuZb5xtIWI/AAAAAAAAAno/oZhJP5s3y6k/s72-c/monge+e+executivo.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34304786.post-9160356627157482243</id><published>2011-04-03T10:48:00.002-03:00</published><updated>2011-04-03T12:15:35.601-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Bad Lands - Terra de Ninguém</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-g9RlJnNybmM/TZh3hE9IRRI/AAAAAAAAAnQ/zMEs7Ii9xdU/s1600/badlands11.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://4.bp.blogspot.com/-g9RlJnNybmM/TZh3hE9IRRI/AAAAAAAAAnQ/zMEs7Ii9xdU/s400/badlands11.jpg" width="270" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Ser parecido com James Dean.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Este é o tema de Terra de Ninguém(Bad Lands), filme de 1973 do diretor Terrence Malick, - não confundir com o ótimo “No Man´s Land”, de 2001, que aqui no Brasil recebeu o mesmo nome.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Assombroso e distante, o filme nos apresenta o jovem casal de deliquentes juvenis Kit e Holly, vividos de forma fugaz por Martin Sheen e Sissy Spacek. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-WKe0KLWTfl8/TZh3hy54IzI/AAAAAAAAAnU/LAH4mHL3s-o/s1600/Badlands-Holly_und_Kit.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="194" src="http://1.bp.blogspot.com/-WKe0KLWTfl8/TZh3hy54IzI/AAAAAAAAAnU/LAH4mHL3s-o/s320/Badlands-Holly_und_Kit.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #38761d;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #38761d;"&gt;Sheen aos 30 e Spacek aos 24, estão críveis nos papéis de jovens de 25 e 15 anos, respectivamente encarnando o bad boy inconseqüente e a ninfeta fútil clássicos atraídos pelo destino.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A desilusão de uma geração toda transborda no niilismo furioso e adolescente que permeia a não razão dos atos extremos de um casal tão infantil quanto vazio.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Kit é o lixo da cidade. É dispensado do trabalho como lixeiro e representa uma geração desmotivada e sem perspectiva, sem ilusões de grandeza ou mesmo uma grande ideologia para seguir como norte. Não é o contraventor decidido é como uma criança que pisa em uma formiga por maldade pura e ingenuidade ao mesmo tempo. Conhecendo o ato, mas não a razão e o significado que contém Kit está armado e perigoso. Armado não de idéias, mas com pólvora e balas que são atiradas como se não fossem realmente capazes de matar.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Derrs1WM6BI/TZh3jORh0mI/AAAAAAAAAnc/xIMxC5fLaA4/s1600/images.jpeg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-Derrs1WM6BI/TZh3jORh0mI/AAAAAAAAAnc/xIMxC5fLaA4/s1600/images.jpeg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;Holly é uma bonequinha suburbana.&lt;/span&gt; Nos shortinhos brancos apertadinhos recém preenchidos com alguma carne, uma menina que se preocupa com os estudos, lê as revistas para adolescentes e espera uma paixão arrebatadora. Ao mesmo tempo é tão vazia que é capaz de fugir de casa só por não ter nada melhor para fazer e “inventar” uma paixão só para escrever a palavra amor em seu diário.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Eis uma sina e tanto para uma geração inteira de jovens que assombrou os Estados Unidos criando um colapso moral e de comportamento que minou a sociedade conservadora e quase ruiu seus alicerces familiares.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A vida vivida a beira do nonsense é retratada por Mallick através de cenas poderosas e da recorrência da morte. Um cachorro e um peixe moribundos dando seus últimos suspiros em imagens ou a citação do verbo “morrer” e “matar” até quando o assunto são galinhas e bois utilizados como alimento.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O “spring of kill” do casal em fuga é memorável - por vezes Kit afirma não sabe dizer por que deixou esse viver ou atirou naquele outro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem a personagem que agoniza pergunta o que fez de errado. Apenas se conforma. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A casa construída na árvore, totalmente irreal e infantil, as cenas em um casarão e o roubo de um cadilac e um chapéu mostram as aspirações do subúrbio que vive o sonho americano. Crianças sonham com casas na árvore e adultos com cadilacs e mansões.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A relação entre Kit e Holly é tão fria quanto possível em um pacto selado a sangue. Apesar da adolescente se declarar apaixonada em seu diário lido em off o que vemos é uma relação sem arroubos de sentimento, algo ocasional e raso. Até o sexo se revela uma descoberta insossa...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Preocupantemente real.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-yJNPU9YxYzo/TZh3id-S6DI/AAAAAAAAAnY/07zgCV3mQCA/s1600/badlands-sheen_l.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/-yJNPU9YxYzo/TZh3id-S6DI/AAAAAAAAAnY/07zgCV3mQCA/s320/badlands-sheen_l.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O pesadelo de psicólogos, papais brutos e mamães amáveis, &lt;span style="color: #38761d;"&gt;vestia jeans colado ao corpo, jaqueta e um inconfundível topete. &lt;/span&gt;Vestia saia rodada, fita no cabelo e lia fotnovelas. O absurdo da existência humana e do conviver em sociedade alça vôo para além de Sartre ou Camus e atinge a adolescência, uma fase raivosa cheia de energia para gastar. &lt;span style="color: #274e13;"&gt;James Dean.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;Para encerrar o quadro magnífico do cenário norte americano de toda uma época&amp;nbsp; Mallick mostra a prisão de Kit como algo glorioso e redentor. &lt;/span&gt;Os policiais, que representam a lei e teoricamente a sociedade americana, não condenam Kit, mas mostram certa idolatria orgulhosa em meios sorrisos e atos de admiração. “Um pente pra você colega!”&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-8T4WX1RosGI/TZh3gXivAvI/AAAAAAAAAnM/9Vs3Y0YAnJo/s1600/badlands.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="212" src="http://4.bp.blogspot.com/-8T4WX1RosGI/TZh3gXivAvI/AAAAAAAAAnM/9Vs3Y0YAnJo/s320/badlands.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O estereótipo da felicidade do “American Way of Life” começou a ser destruído muito antes de Lester Burhan abrir a porta de sua “vida às vésperas da morte” em “Beleza Americana”. A família bem sucedida e realizada por fora e embolorada por dentro em suas relações dava as caras em muitas versões e gerações, dentre elas nos pais que não conseguiam segurar em seus lares os casais jovens que poderiam surtar e cruzar o estado atirando e cometendo crimes que beiram a imbecilidade.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Laq85OPJ2zE/TZh3ftqkW3I/AAAAAAAAAnI/whJdLSk9ZRI/s1600/tumblr_l23slaIr251qz762fo1_400.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-Laq85OPJ2zE/TZh3ftqkW3I/AAAAAAAAAnI/whJdLSk9ZRI/s320/tumblr_l23slaIr251qz762fo1_400.jpg" width="258" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;"Terra de Ninguém" é assim, como um retrato, com um toque onírico e fantástico majestosamente orquestrado por &lt;span style="color: #38761d;"&gt;Mallick. &lt;/span&gt;Parecem fotos em slide e não necessariamente cenas em movimento. As terras ermas de "Bad Lands"&amp;nbsp; são jovens sem futuro. Um filme sobre um tempo e sobre um ícone.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Hipocrisia: Todos amam James Dean, mas sua morte é necessária.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34304786-9160356627157482243?l=lettherebemorelight.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lettherebemorelight.blogspot.com/feeds/9160356627157482243/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34304786&amp;postID=9160356627157482243&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34304786/posts/default/9160356627157482243'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34304786/posts/default/9160356627157482243'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lettherebemorelight.blogspot.com/2011/04/bad-lands-terra-de-ninguem.html' title='Bad Lands - Terra de Ninguém'/><author><name>Armando Teixeira Junior</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SeZbPNUuv2I/AAAAAAAAAAg/ZH4nluxUvbo/S220/Orkut.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-g9RlJnNybmM/TZh3hE9IRRI/AAAAAAAAAnQ/zMEs7Ii9xdU/s72-c/badlands11.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34304786.post-8658949789739543258</id><published>2011-03-27T21:23:00.003-03:00</published><updated>2011-03-27T22:42:22.061-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>Julieta Venegas</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-c3JqeDXoktQ/TY_UQUPZDnI/AAAAAAAAAm4/3NIkoLvD4Uo/s1600/julieta-venegas1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="color: #38761d;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-hlm_LZHjJH8/TY_UTFmGVnI/AAAAAAAAAnA/E18Mv9NF6Bw/s1600/julieta-venegas-fansclubs.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-hlm_LZHjJH8/TY_UTFmGVnI/AAAAAAAAAnA/E18Mv9NF6Bw/s320/julieta-venegas-fansclubs.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;i&gt;Porque no supiste entender a mi corazón?&lt;br /&gt;Lo que había en él, porque no?&lt;br /&gt;Tuviste el valor de ver quien soy&lt;br /&gt;Porque no escuchas lo que está tan cerca de ti?&lt;br /&gt;Sólo el ruido de afuera y yo&lt;br /&gt;Que estoy a un lado desaparezco para ti&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #38761d;"&gt;&lt;i&gt;No voy a llorar y decir que no merezco esto&lt;br /&gt;Porque es probable que lo merezco&lt;br /&gt;Pero no lo quiero&lt;br /&gt;Por eso Me voy&lt;br /&gt;Que lástima pero adiós&lt;br /&gt;Me despido de ti y me voy&lt;br /&gt;Que lástima pero adiós&lt;br /&gt;Me despido de ti&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;(Me Voy - Julieta Venegas) &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #38761d;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #38761d;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Julieta é um nome que carrega consigo um apelo mundial. Nenhuma Julieta nasce anônima ou desconhecida. Nenhuma tem o direito de apartar de sua vida o amor, a tragédia e o lirismo. Se o mundo não fosse tão grande e tão cheio de pessoas esquisitas diria que todas Julietas sem nenhuma exceção já deveriam nascer destinadas a viver um grande amor. Não existiriam Julietas solteironas, celibatárias, feministas ou adeptas de qualquer ideologia anti-amor; essas morreriam no parto antes de exercer seu direito de escolha que as privassem de executar seu destino de protagonistas na tragédia maior do teatro do mundo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Julieta Venegas surgiu assim para mim. Protegida pelo desconhecimento, mas não pelo anonimato. Como uma personagem de Shakespeare que cantasse de forma adocicada palavras de amor em espanhol, caiu em meu player um álbum seu.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-c3JqeDXoktQ/TY_UQUPZDnI/AAAAAAAAAm4/3NIkoLvD4Uo/s1600/julieta-venegas1.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://4.bp.blogspot.com/-c3JqeDXoktQ/TY_UQUPZDnI/AAAAAAAAAm4/3NIkoLvD4Uo/s200/julieta-venegas1.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;Não conhecia. Não sabia que era Californiana criada no México. Que tinha uma irmã gêmea. Que era filha de fotógrafos. Que gravou com Marisa Monte e Lenine. &amp;nbsp;Que cursou teatro. Que às vezes envereda para o pop rock. Que já venceu o Grammy latino. &lt;span style="color: #38761d;"&gt;Que já tinha um álbum MTV Unplugged.&lt;/span&gt; Que já vendeu mais de 5 milhões de discos pelo mundo.&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;E na verdade nada disso importava. De sua música e voz surgiram impressões próprias de Julietas. Extremadas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;Às vezes acho que fugiria com ela para Tihuana em um lampejo de loucura.&lt;/span&gt; Isso se uma mulher linda de 40 anos como ela me aceitasse é claro.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-CgGd-t1KrPg/TY_UT4xrs4I/AAAAAAAAAnE/TRpcMbGve3U/s1600/imgjulieta+venegas3.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="232" src="http://2.bp.blogspot.com/-CgGd-t1KrPg/TY_UT4xrs4I/AAAAAAAAAnE/TRpcMbGve3U/s320/imgjulieta+venegas3.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Outras vezes acho que ela nada mais é do que uma artista medíocre, com um repertório meloso e uma voz afinada. Nem tão bonita assim e mais de dez anos mais velha que eu...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Às vezes acho que quando sua boca se abre jorra lirismo, poesia e amor. Outras vezes acho que saem músicas bregas e datadas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Não sei, mas fiquei cismado com esta Julieta. Mais do que com muitas outras.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Faz parte. Todos temos um lado que se impressiona fácil quando uma mulher canta palavras de amor. Mulheres se emocionam com as palavras, homens não resistem a situação...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Algo tão antigo quanto a lenda das sereias que arrastavam para o fundo do mar(e para a morte) marinheiros encantados com suas vozes e beleza.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Dias sim, dias nem tanto escuto Julieta Venegas. Hoje decidi escrever sobre ela e postar aqui. Amanhã posso estar arrependido de dar a ela este espaço e querer deletar o post.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Relações passionais como uma dose de cicuta e um punhal de amor no peito. Coisas de Julietas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://2.gvt0.com/vi/QgxbpSMmbRY/0.jpg" height="266" width="320"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/QgxbpSMmbRY&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266" src="http://www.youtube.com/v/QgxbpSMmbRY&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #38761d;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34304786-8658949789739543258?l=lettherebemorelight.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lettherebemorelight.blogspot.com/feeds/8658949789739543258/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34304786&amp;postID=8658949789739543258&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34304786/posts/default/8658949789739543258'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34304786/posts/default/8658949789739543258'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lettherebemorelight.blogspot.com/2011/03/julieta-venegas.html' title='Julieta Venegas'/><author><name>Armando Teixeira Junior</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SeZbPNUuv2I/AAAAAAAAAAg/ZH4nluxUvbo/S220/Orkut.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-hlm_LZHjJH8/TY_UTFmGVnI/AAAAAAAAAnA/E18Mv9NF6Bw/s72-c/julieta-venegas-fansclubs.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34304786.post-4244662883723248182</id><published>2011-03-27T11:03:00.001-03:00</published><updated>2011-03-27T21:37:31.803-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><title type='text'>Na Natureza Selvagem</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Fa-AzBtOO2I/TY9CFnhkPLI/AAAAAAAAAmg/3XJhlJKNnmw/s1600/na+natureza+selvagem.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://3.bp.blogspot.com/-Fa-AzBtOO2I/TY9CFnhkPLI/AAAAAAAAAmg/3XJhlJKNnmw/s400/na+natureza+selvagem.jpg" width="278" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #38761d; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #38761d; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;i&gt;“Morrendo longe da civilização, Um Andarilho Registrou o Terror&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #38761d; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #38761d; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;i&gt;Anchorage, 12 de setembro(AP) – No domingo passado, um jovem andarilho, detido por um ferimento, foi encontrado morto num acampamento remoto no interior do Alasca. Ninguém sabe ao certo quem era ele. Mas seu diário e dois bilhetes encontrados no acampamento contam uma história angustiante de seus esforços desesperados e progressivamente inúteis para sobreviver...” &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #38761d; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #38761d; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;( The New York Times, 13 de Setembro de 1992)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #38761d; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #38761d; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;i&gt;“S.O.S. Preciso de sua ajuda. Estou ferido, quase morto e fraco demais para sair daqui. Estou sozinho, isto não é piada. Em nome de Deus, por favor fique para me salvar. Estou catando frutas por perto e devo voltar esta tarde obrigado.” (Bilhete encontrado com o corpo de McCandless)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #38761d; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #38761d; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;i&gt;“Tive uma vida feliz e agradeço a Deus. Adeus e que Deus abençoe a todos” (Nota de despedida escrita por McCandless no verso do poema “Homens Sábios em Suas Horas Ruins” de Robinson Jeffers)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #38761d; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #38761d; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Poucas notícias chamaram mais a atenção, em 1992, do que a história do jovem Christopher MacCandless. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Encontrado no meio do Alaska por caçadores de alce, morto provavelmente de inanição, seu corpo pesava pouco mais de 30 quilos e chocou a opinião pública nos Estados Unidos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Proveniente de uma família rica, MacCandles terminou a faculdade como um aluno distinto, com altas notas em disciplinas humanas e sociais, e desapareceu. Doou sua poupança para entidades beneficentes, abandonou seu automóvel, queimou o dinheiro que tinha na carteira, adotou o nome de Alex e passou a vagar às margens da sociedade.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Leitor de Tolstói e Jack London, de personalidade amigável e equilibrada, os dois anos vividos na “estrada” revelam um jovem em uma busca perturbadora por uma forma verídica de autoconhecimento, através da negação completa dos bens materiais e de tudo que é desnecessário para a vida, estabelece para si uma luta constante contra os próprios medos e contra o improvável.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A vida resumida à viagens de carona, a uma mochila, e ao mínimo de conforto possível. No caminho o trabalho temporário fornece o dinheiro apenas para seguir em frente, sem nenhum apego ou acúmulo desnecessário. O convívio com marginalizados, excluídos, hippies, vagabundos e trabalhadores braçais substitui a vida universitária promissora.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Como objetivo maior: viver da terra. Enfrentar a natureza selvagem.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-XpvOTFtSxbE/TY9CKnl1-EI/AAAAAAAAAmk/2KRLF7Z_G9w/s1600/krakauer.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-XpvOTFtSxbE/TY9CKnl1-EI/AAAAAAAAAmk/2KRLF7Z_G9w/s1600/krakauer.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;MacCandless não foi capaz de sobreviver à própria história, e seus dois últimos anos de vida foram reconstruídos pelo &lt;span style="color: #38761d;"&gt;repórter Jon Krakauer &lt;/span&gt;que ficou fascinado com o idealismo puro e inconseqüente do jovem. &lt;span style="color: #38761d;"&gt;Em 2007, Sean Penn dirigiu com brilhantismo um filme fiel aos relatos poderosos,&lt;/span&gt; com uma narrativa ágil e bem construída, a produção tem o mérito de ser em sua essência tão perturbadora quanto o livro.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Alex ou Chris se tornou assim um mito entre os viajantes, entre os aventureiros, entre todos que aprovam ou desaprovam as atitudes da juventude levadas às últimas conseqüências.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Herói ou vilão a discussão sobre a curta trajetória de aventura de MacCandless serviu como um alerta à muitas coisas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-XfYQBTeZUj4/TY9CMiDVpSI/AAAAAAAAAms/oooxl6cI-os/s1600/foto-na-natureza-selvagem.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="204" src="http://3.bp.blogspot.com/-XfYQBTeZUj4/TY9CMiDVpSI/AAAAAAAAAms/oooxl6cI-os/s320/foto-na-natureza-selvagem.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Deixou para a sociedade um debate cáustico sobre nosso modo de vida, mostrou para todos os aventureiros que a natureza pode ser impiedosa quando quer e que qualquer atitude, por mais heróica que seja, pode ser apenas um suicídio estúpido se não for planejada com o devido cuidado.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Idolatrado por alguns pela sua coragem e condenado por outros pelo idealismo inconseqüente, acredito que Chris atingiu seu maior propósito: fazer a diferença, deixar o seu recado.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Chegam a ser comoventes as anotações que restaram junto ao corpo encontrado na carcaça de ônibus no meio do Alaska. Imaginar suas privações e talvez a mais dolorosa das mortes, definhando de fome e sede, causam um desconforto quase indecifrável.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A realidade, porém, é dura. Chris era um jovem brilhante, mas assim como todos tinha suas diferenças e conflitos com seus pais; corajoso e determinado, parece ter planejado mais sua ideologia irredutível contra os argumentos de todos que o desencorajaram a prosseguir, do que sua viajem épica.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A última pessoa a ver o jovem com vida, o eletricista Jim Gallien, afirmou à Krakauer que o equipamento de Chris não passava de 12 quilos, sua espingarda era pequena e nada poderia fazer contra um urso, suas botas não eram impermeáveis e que ele não possuía &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;sequer um mapa detalhado da região.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Apesar das inúmeras provas de que a incursão ao Alaska foi um fracasso pelas inúmeras falhas de planejamento de seu protagonista a revolta surgida contra a morte prematura de MacCandless é na verdade frustrante. Após conhecermos sua trajetória todos gostaríamos de vê-lo retornando triunfante para contar a própria saga.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Estúpido ou genial, idealista ou inconseqüente, a história de “Na Natureza Selvagem” é uma aula sobre a vida, sobre momentos e pensamentos que todos nós tivemos um dia.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-vgh99qVSK3k/TY9CNZKS4bI/AAAAAAAAAmw/NAnQgwSuL64/s1600/imagem-de-na-natureza-selvagem.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://2.bp.blogspot.com/-vgh99qVSK3k/TY9CNZKS4bI/AAAAAAAAAmw/NAnQgwSuL64/s400/imagem-de-na-natureza-selvagem.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;O auto-retrato encontrado com MacCandless, que encerra o filme de Sean Penn, &lt;/span&gt;mostra um aventureiro sorridente apesar da fome, apesar das privações e das dificuldades, mostrando estar ciente de suas escolhas e conseqüências. Seu olhar não tem um pingo de remorso ou arrependimento.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;“Eu queria movimento e não um curso calmo de existência. Queria excitação e perigo e a oportunidade de sacrificar-me por meu amor.”Sentia em mim uma superabundância de energia que não encontrava escoadouro na vida tranqüila”.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-8ghWdzuis7o/TY9DP13unUI/AAAAAAAAAm0/qty84sACHu0/s1600/2100030238_94fbd43b8b.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="241" src="http://3.bp.blogspot.com/-8ghWdzuis7o/TY9DP13unUI/AAAAAAAAAm0/qty84sACHu0/s320/2100030238_94fbd43b8b.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Como na citação sublinhada no livro de Tolstói, “Felicidade Familiar”, encontrado no local da morte de Chris, percebemos que nada poderíamos fazer para impedir um jovem determinado a encontrar sua forma de felicidade mesmo que isso lhe custasse a vida. A força natural mais exuberante da história é a determinação.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #38761d; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #38761d; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #38761d; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;i&gt;(Na foto, Chris durante a infância com seus pais e sua irmã) &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34304786-4244662883723248182?l=lettherebemorelight.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lettherebemorelight.blogspot.com/feeds/4244662883723248182/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34304786&amp;postID=4244662883723248182&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34304786/posts/default/4244662883723248182'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34304786/posts/default/4244662883723248182'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lettherebemorelight.blogspot.com/2011/03/na-natureza-selvagem.html' title='Na Natureza Selvagem'/><author><name>Armando Teixeira Junior</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SeZbPNUuv2I/AAAAAAAAAAg/ZH4nluxUvbo/S220/Orkut.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-Fa-AzBtOO2I/TY9CFnhkPLI/AAAAAAAAAmg/3XJhlJKNnmw/s72-c/na+natureza+selvagem.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34304786.post-8162238223282586138</id><published>2011-03-27T10:29:00.004-03:00</published><updated>2011-04-03T12:45:56.061-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>Cartola</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-B0f8nrbGwAU/TY86FJ500XI/AAAAAAAAAmc/Wbstv1M6A20/s1600/cartolaok.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://3.bp.blogspot.com/-B0f8nrbGwAU/TY86FJ500XI/AAAAAAAAAmc/Wbstv1M6A20/s400/cartolaok.jpg" width="265" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #38761d;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #38761d;"&gt;&lt;i&gt;“Alguns, como Cartola, são trigo de qualidade especial. Servem de alimento constante. A gente fica sentindo e pensamenteando sempre o gosto dessa comida. O nobre, o simples, não direi o divino, mas humano Cartola, que se apaixonou pelo samba e fez do samba o mensageiro de sua alma delicada. O som calou-se, e "fui à vida", como ele gosta de dizer, isto é, à obrigação daquele dia. Mas levava uma companhia, uma amizade de espírito, o jeito de Cartola botar lirismo a sua vida, os seus amores, o seu sentimento do mundo, esse moinho, e da poesia, essa iluminação.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #38761d;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #38761d;"&gt;&lt;i&gt;(Carlos Drummond de Andrade) &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Não imagino como falar sobre Cartola sem recorrer à fluidez de um dos seus; gênios das artes, párias, convivas, mestres cada qual em sua universidade. Peço a licença poética ao poeta e utilizo sua veia de cronista para abrir este texto.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Carlos Drummond de Andrade escreveu uma bela crônica sobre Cartola para o Jornal do Brasil, texto publicado em 27 de novembro de 1980, três dias antes da morte do sambista que não resistindo a um câncer no estômago nos deixava aos 72 anos de idade.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-NSzo-OXQNAk/TZiWIAmjc8I/AAAAAAAAAnk/BZLkXG7R2GU/s1600/CarlosDrummond.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-NSzo-OXQNAk/TZiWIAmjc8I/AAAAAAAAAnk/BZLkXG7R2GU/s1600/CarlosDrummond.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Ler Cartola nas palavras de &lt;span style="color: #38761d;"&gt;Drummond&lt;/span&gt; é para mim um deleite. Fã do escritor e do músico é impossível refrear a sensação de que a autoridade de Drummond é necessária para falar da grandeza de Cartola.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Angenor de Oliveira viveu uma vida errática e apesar de iniciar suas composições na década de 30, somente nos anos 70 conseguiu atingir sua fase áurea trazendo à luz “O Mundo é um Moinho”&lt;span style="color: #38761d;"&gt;(no fim deste texto)&lt;/span&gt;, “As Rosas Não falam”, “Acontece”, “Cordas de Aço” entre outras pérolas da música popular brasileira.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Em sua simplicidade, a música era para ele fluída, natural, sangue nas veias e ar nos pulmões, quase abdicou do sucesso(não da genialidade) ao desaparecer, literalmente, do cenário musical. Certamente entre um cafezinho e outro, entre uma cachaça e um cigarro continuava a criar sambas no seu pinho enquanto tirava o sustento de trabalhos braçais mal remunerados. Uma coisa é certa, existe um buraco negro na década de 50, aonde Cartola havia sido tragado, e como a Mangueira deve ter sido mais triste!&lt;span id="goog_785266797"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="goog_785266798"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-ybjySKpfzD0/TZiVZogy7GI/AAAAAAAAAng/fe48RMtOgL0/s1600/sp.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-ybjySKpfzD0/TZiVZogy7GI/AAAAAAAAAng/fe48RMtOgL0/s1600/sp.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Em alguns momentos me sinto orgulhoso de minha profissão. Sempre tem um jornalista curioso em algum lugar e dizem que &lt;span style="color: #38761d;"&gt;foi Sérgio Porto, conhecido como Stanislaw Ponte Preta&lt;/span&gt;, o sujeito feliz que pode se orgulhar de ter feito um bem imenso à música nacional ao encontrar e convencer Cartola, então lavador de carros, a voltar a compor e gravar.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-hsXVEAqlQ6c/TY86D3P3FqI/AAAAAAAAAmU/wqIm5TycN5Y/s1600/cartolazica.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://2.bp.blogspot.com/-hsXVEAqlQ6c/TY86D3P3FqI/AAAAAAAAAmU/wqIm5TycN5Y/s320/cartolazica.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Não sei da instrução de Cartola, se teve ensino médio ou fundamental correspondente a sua época, só sei que ler suas letras é como ler Drummond, um exercício de deleite e regozijo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Todos que escrevem por hobby ou por paixão, por necessidade ou carreira sabem como é complexo o uso das palavras, como às vezes nos foge vernáculo e vocábulo e nada parece encaixar para tornar um bom texto em um texto especial. Imagine ter esse dom de forma espontânea como Garrincha driblar, Elis cantar ou Muhamed Ali lutar...Super-heróis com super poderes.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Segui palavras vivas que buscam meticulosamente seus lugares para despertarem emoções, assim é para mim, ler Cartola e ler Drummond. Pessoas capazes de imaginarem o mundo como moinhos, abismos cavados com os pés, rosas que roubam o perfume da mulher amada(no caso sua musa &lt;span style="color: #38761d;"&gt;Dona Zica&lt;/span&gt;), de olhar o sentimento e pensar: “Acontece!”. Marcar um dia no futuro para abandonar a mulher impossível de rejeitar no dia de hoje.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Minha sincera homenagem aos 30 anos sem Cartola celebrados em novembro de 2010 e assim como abri este texto recorrendo ao brilhantismo de uma crônica de Drummond encerro com um pequeno trecho de uma de suas poesias mais famosas e que imediatamente me recordo sempre que imagino como se sentia Cartola com seu violão no colo:&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #38761d;"&gt;&lt;i&gt;“Tenho apenas duas mãos e o sentimento do mundo...”&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #38761d;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #38761d;"&gt;&lt;i&gt;Não Canso de ouvir...&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #38761d;"&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #38761d;"&gt;&lt;i&gt;O Mundo é um Moinho&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #38761d;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-BTeSZSLZjJA/TY86EuiHKII/AAAAAAAAAmY/cI2W6EvuduQ/s1600/cartola_ele.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="239" src="http://1.bp.blogspot.com/-BTeSZSLZjJA/TY86EuiHKII/AAAAAAAAAmY/cI2W6EvuduQ/s320/cartola_ele.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Ainda é cedo, amor&lt;br /&gt;Mal começaste a conhecer a vida&lt;br /&gt;Já anuncias a hora de partida&lt;br /&gt;Sem saber mesmo o rumo que irás tomar&lt;br /&gt;Preste atenção, querida&lt;br /&gt;Embora eu saiba que estás resolvida&lt;br /&gt;Em cada esquina cai um pouco a tua vida&lt;br /&gt;Em pouco tempo não serás mais o que és&lt;br /&gt;Ouça-me bem, amor&lt;br /&gt;Preste atenção, o mundo é um moinho&lt;br /&gt;Vai triturar teus sonhos, tão mesquinho.&lt;br /&gt;Vai reduzir as ilusões a pó&lt;br /&gt;Preste atenção, querida&lt;br /&gt;De cada amor tu herdarás só o cinismo&lt;br /&gt;Quando notares estás à beira do abismo&lt;br /&gt;Abismo que cavaste com os teus pés&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #38761d;"&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #38761d;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #38761d;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #38761d;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #38761d;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34304786-8162238223282586138?l=lettherebemorelight.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lettherebemorelight.blogspot.com/feeds/8162238223282586138/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34304786&amp;postID=8162238223282586138&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34304786/posts/default/8162238223282586138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34304786/posts/default/8162238223282586138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lettherebemorelight.blogspot.com/2011/03/cartola.html' title='Cartola'/><author><name>Armando Teixeira Junior</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SeZbPNUuv2I/AAAAAAAAAAg/ZH4nluxUvbo/S220/Orkut.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-B0f8nrbGwAU/TY86FJ500XI/AAAAAAAAAmc/Wbstv1M6A20/s72-c/cartolaok.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34304786.post-5408569463932959159</id><published>2011-03-23T21:34:00.000-03:00</published><updated>2011-03-23T21:34:02.330-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>O Sonho de A Origem e a Realidade de Matrix.</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:WordDocument&gt;   &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:Compatibility&gt;    &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;    &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;    &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;    &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:BrowserLevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt; /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable {mso-style-name:"Tabela normal"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-parent:""; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin:0cm; mso-para-margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:10.0pt; font-family:"Times New Roman";}&lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh5.googleusercontent.com/-cZRAEMl97xE/TYqOrmZwCmI/AAAAAAAAAmE/aUS5emj4TEk/s1600/a-origem.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="https://lh5.googleusercontent.com/-cZRAEMl97xE/TYqOrmZwCmI/AAAAAAAAAmE/aUS5emj4TEk/s400/a-origem.jpg" width="268" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;E se o que estivéssemos vivendo não fosse real?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Um sonho difícil de acordar onde as leis da física são manipuláveis e o conceito de tempo e espaço se confunde com o que somos e para onde vamos. Dúvidas filosóficas, metafísicas, espirituais e um flerte com a morte real ou imaginária, a vida física palpável com nervos e fibras se esvaindo em sangue ou a morte potencial da alma, do cérebro, da sanidade...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A dor apenas um impulso elétrico independe do dano real causado em nossa estrutura, uma falha de software e não(necessariamente) de hardware , diria o aficionado em computadores.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Gostaria de estar falando de “A Origem” novo filme do genial e competente diretor Christopher Nolan, mas sinto estar falando de Matrix. Infelizmente estou falando de ambos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh6.googleusercontent.com/-DdLQeeMP0A0/TYqOqgndffI/AAAAAAAAAmA/ZMWoTxyVXsU/s1600/20100922103715_20368_large_leonardo-dicaprio-a-origem.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="https://lh6.googleusercontent.com/-DdLQeeMP0A0/TYqOqgndffI/AAAAAAAAAmA/ZMWoTxyVXsU/s320/20100922103715_20368_large_leonardo-dicaprio-a-origem.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Um elenco afinado, incluindo um &lt;span style="color: #38761d;"&gt;Leonardo Di Caprio &lt;/span&gt;que segura a onda como protagonista, após se graduar na "escola Scorcese de artes dramáticas", consegue direcionar o público sem rodeios para o que interessa, a história. Contando ainda com uma câmera impecável, edição de som e imagem soberbas, fotografia inspirada e um final tão previsível quanto desnorteador... Sem dúvida não estamos falando aqui de qualquer coisa, de mero entretenimento, mas de 140 minutos que valem cada décimo de segundo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Filme para raros paladares, sendo que muitos não conseguirão entender quase nada do roteiro construído em minúcias sem a preocupação de voltar atrás para explicar o que aconteceu. Fique atento porque cada detalhe é necessário para não perder a fina linha de raciocínio que liga o início ao fim do filme de uma forma soberba, quase imperceptível.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O que falta então para “A Origem”? Com o perdão do trocadilho: originalidade.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A densidade da história não faz com que ela seja inédita. Que pena.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh5.googleusercontent.com/-5T1trEgTsMc/TYqOp9ijZPI/AAAAAAAAAl8/zHQQB_Rn6s8/s1600/totem_picnik.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="https://lh5.googleusercontent.com/-5T1trEgTsMc/TYqOp9ijZPI/AAAAAAAAAl8/zHQQB_Rn6s8/s320/totem_picnik.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;E estamos falando de um ótimo roteiro. Imagine uma realidade aonde dormir pode ser perigoso. “Ladrões” de sonhos que invadem o seu sono podem roubar informações valiosas enquanto seu subconsciente luta para defender informações que você considera confidencial. Existem “arquitetos” que criam as projeções, as cidades em forma de labirinto que serão “povoadas” pelos sonhadores. &lt;span style="color: #38761d;"&gt;Existem totens, objetos individuais que são a garantia de cada um para distinguir a realidade do sonho;&lt;/span&gt; e claro o desafio que dá nome ao filme. “Inception”, porcamente traduzido como “A Origem”, seria na realidade o ato de “plantar” uma idéia em uma mente para que ela se desenvolva e de origem(agora sim) a um pensamento. Roubar uma idéia é simples, criar uma não. Imagine tudo isso dividido em camadas, sonhos dentro de sonhos, em uma grande confusão sobre o que é real e o que não é.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Por mais que tudo isso pareça grego, quando assistimos vêm, quase que automaticamente, uma sensação de familiaridade... Lembrei de “Cidade das Sombras”, Brilho Eterno de Uma Mente sem Lembranças” mas é inegável que estamos falando novamente de “Matrix”, talvez o maior expoente moderno de cinema e pesadelo para qualquer roteirista que tenta escrever algo original sobre ficção científica.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh6.googleusercontent.com/-4gEI8Wz1Rmw/TYqPhWJ2SDI/AAAAAAAAAmM/HkSn_AgNg-o/s1600/origem02-552x367.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="212" src="https://lh6.googleusercontent.com/-4gEI8Wz1Rmw/TYqPhWJ2SDI/AAAAAAAAAmM/HkSn_AgNg-o/s320/origem02-552x367.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Não tem como evitar comparações. Podem tentar numerar diferenças de um a mil, mas o que salta aos olhos são as semelhanças de um dez que sejam.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O Sonho de A Origem não é diferente o suficiente da realidade projetada na Matrix.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Do movimento de câmera ao roteiro. Por um motivo ou outro existem sonhos, &lt;span style="color: #38761d;"&gt;nos sonhos pessoas que “escalam” paredes&lt;/span&gt; e trocam mais balas que em uma realidade normal, existe ação, mas ela é apenas a cereja do bolo, existe suspense, reviravoltas, e o questionamento recorrente se a transição entre real e imaginário já aconteceu ou está por vir. Mais do mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh6.googleusercontent.com/-NgXla5XGsAM/TYqPhpVRT_I/AAAAAAAAAmQ/n4WSQpi4eUw/s1600/A-Origem-Inception-Leonardo-DiCaprio-Chritopher-Nolan-290x193.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="https://lh6.googleusercontent.com/-NgXla5XGsAM/TYqPhpVRT_I/AAAAAAAAAmQ/n4WSQpi4eUw/s1600/A-Origem-Inception-Leonardo-DiCaprio-Chritopher-Nolan-290x193.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Não quero que entendam mal. Existe muita originalidade no longa de &lt;span style="color: #38761d;"&gt;Nolan e também competência na sua direção de cena e sobretudo de atores.&lt;/span&gt; Para citar apenas um dos pontos fortes, perceba o amadurecimento característico de sua câmera capaz de transformar fantasia em cinema adulto, como fez antes com “Batman Begins”, “Cavaleiro das Trevas”e “O Grande Truque”. Em “A Origem” não existe bem e mal, nem certo ou errado. Por mais que as situações sejam absurdas as personagens são absolutamente críveis, com desvios de caráter, egoísmo e reações que combinam mais com vilões que com mocinhos. Não existem exageros estéticos, nem malabarismos desnecessários.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Sem apontar este ou aquele como superior fica aqui a certeza de estarmos falando sobre dois filmes extraordinários.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;É claro que a idéia original sempre vai levar o crédito e talvez seja isso que impeça “A Origem” de atingir todo seu potencial como a obra cinematográfica que é, mas não representa.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Não adianta voarmos hoje em aviões supersônicos, o primeiro foi o 14 Bis e seu inventor foi Santos Dumont. A história não perdoa, ela registra.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Confesso que torço para que novos filmes apareçam trazendo propostas e roteiros acachapantes, com cheirinho de carro novo, mas aprendi que não é todo dia. Vi surgir “Matrix” e de lá para cá já são 12 anos de citações e comparações quando o assunto é ficção científica.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Quem conseguiu entender “A Origem” com certeza fará parte de uma pequena minoria que, assim como eu, sofre por dentro imaginando como seria lendário se sua estréia fosse em 1998 e não em 2010.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34304786-5408569463932959159?l=lettherebemorelight.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lettherebemorelight.blogspot.com/feeds/5408569463932959159/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34304786&amp;postID=5408569463932959159&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34304786/posts/default/5408569463932959159'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34304786/posts/default/5408569463932959159'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lettherebemorelight.blogspot.com/2011/03/o-sonho-de-origem-e-realidade-de-matrix.html' title='O Sonho de A Origem e a Realidade de Matrix.'/><author><name>Armando Teixeira Junior</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SeZbPNUuv2I/AAAAAAAAAAg/ZH4nluxUvbo/S220/Orkut.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh5.googleusercontent.com/-cZRAEMl97xE/TYqOrmZwCmI/AAAAAAAAAmE/aUS5emj4TEk/s72-c/a-origem.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34304786.post-3452783319171635977</id><published>2011-03-23T21:18:00.001-03:00</published><updated>2011-03-23T21:19:03.374-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Matrix</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh6.googleusercontent.com/-v6x96inE9lw/TYqLlNIXtLI/AAAAAAAAAl4/S1qAv2rsfJc/s1600/Matrix-Encoding.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="https://lh6.googleusercontent.com/-v6x96inE9lw/TYqLlNIXtLI/AAAAAAAAAl4/S1qAv2rsfJc/s400/Matrix-Encoding.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i style="color: #38761d;"&gt;Um breve devaneio sobre &lt;span class="tituloVerNot"&gt; Filosofia e a Virtualidade Real&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh3.googleusercontent.com/-BGgzH4_w3BU/TYqLZAyg5SI/AAAAAAAAAlo/NLMf9GDN6JE/s1600/the-matrix-neo.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="titulonoticia"&gt;Há mais de dez anos atrás o cinema receberia em suas telas um filme que revolucionaria a história da ficção científica de uma forma toda particular. Diferente das bigas de Ben-Hur e das lágrimas naufragantes de Titanic, Matrix chegou de forma anônima as telonas com a proposta de retratar de forma grandiosa, não o passado, mas o futuro. Sucesso instantâneo de público e crítica, o longa dos irmãos Wachowsky, garantiu à dupla de nome quase impronunciável, o sinal verde no orçamento para duas seqüências. Abusando dos efeitos especiais e da ação, as seqüências Reloaded e Revolutions, não chegam aos pés da obra original e acabaram enterrando a franquia em uma aura de “tudo aquilo que poderia ter sido e não foi”. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh4.googleusercontent.com/-ChBDCUbAMpU/TYqLaPeJbRI/AAAAAAAAAlw/fL2JUBWUP0w/s1600/177423-matrix_l_large.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="https://lh4.googleusercontent.com/-ChBDCUbAMpU/TYqLaPeJbRI/AAAAAAAAAlw/fL2JUBWUP0w/s1600/177423-matrix_l_large.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="titulonoticia"&gt;O filme original tem diversos pontos inovadores. A estética toda estilizada e os consagrados &lt;span style="color: #38761d;"&gt;movimentos de câmera em slow-motion se tornaram marcas registradas e ícones referenciais no cinema&lt;/span&gt;. O grande trunfo que garantiu ao filme um caráter mítico está por trás do figurino, da fotografia e dos efeitos especiais que ambientam muito bem o público à proposta do longa. Matrix é antes de tudo um filme cerebral, o alicerce que justifica seus malabarismos técnicos é seu roteiro. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh4.googleusercontent.com/-FBkwBEMfCHg/TYqLa_TysiI/AAAAAAAAAl0/itQioDhjoqY/s1600/matrix-pod.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh4.googleusercontent.com/-FBkwBEMfCHg/TYqLa_TysiI/AAAAAAAAAl0/itQioDhjoqY/s1600/matrix-pod.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="https://lh4.googleusercontent.com/-FBkwBEMfCHg/TYqLa_TysiI/AAAAAAAAAl0/itQioDhjoqY/s320/matrix-pod.jpg" width="247" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="titulonoticia"&gt;Urgente, preocupante e imediato; o fio condutor que guia a história tinha uma pergunta instigante e ameaçadora em suas entrelinhas. Poderia um dia o homem ser escravizado pela tecnologia que criou? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="titulonoticia"&gt;As máquinas de Matrix evoluíram ao ponto &lt;span style="color: #38761d;"&gt;de dominar os seres humanos e aprisioná-los em casulos&lt;/span&gt;. No filme vivemos em uma realidade virtual, e através de impulsos eletrônicos em nossos cérebros, podemos sentir emoções e tristezas, tudo para que nossos corpos gerem calor para alimentar as máquinas. Como grandes usinas, apenas “funcionamos” e a vida que vivemos não existe realmente. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="titulonoticia"&gt;A profundidade da história fez com que o filme se tornasse uma aula de filosofia completa utilizada inclusive em sala de aula das grandes universidades do Brasil e do mundo. Eu mesmo durante a faculdade estudei um texto da autora Maria Helena Chauí, falando sobre o filme, em uma de minhas infindáveis aulas de filosofia. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="titulonoticia"&gt;Matrix atualizou depois de 31 anos a mesma temática de “2001 uma Odisséia no Espaço”, realizado em 1968. O clássico dirigido pela lenda do cinema Stanley Kubrick, se tornou a base estética para toda ficção científica que seria produzida desde então. Sua história de mistério girava em torno de um monólito negro e da evolução humana, em uma busca pelo desconhecido. Além do alto conteúdo filosófico presente nas entrelinhas, a narrativa principal também trazia a “revolta da tecnologia contra seu criador”, personificada no computador de bordo &lt;span style="color: #38761d;"&gt;HAL 2000&lt;/span&gt; da nave Discovery, que após uma pane assume o controle e começa a eliminar seus tripulantes. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh5.googleusercontent.com/-Ug93gzHz2Ds/TYqLZyXDcQI/AAAAAAAAAls/TXk6qp3ho1Q/s1600/2001-a-space-odyssey-hal_9000.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="https://lh5.googleusercontent.com/-Ug93gzHz2Ds/TYqLZyXDcQI/AAAAAAAAAls/TXk6qp3ho1Q/s320/2001-a-space-odyssey-hal_9000.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="titulonoticia"&gt;O impacto de Matrix, portanto, não vem necessariamente de sua originalidade, mas de seu tempo. 2001 Uma .... era claramente uma ficção, em uma época onde computadores tinham o tamanho de imensas salas e serviam ainda apenas para resolver cálculos básicos - sua temática não era ameaçadora.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh3.googleusercontent.com/-BGgzH4_w3BU/TYqLZAyg5SI/AAAAAAAAAlo/NLMf9GDN6JE/s1600/the-matrix-neo.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="https://lh3.googleusercontent.com/-BGgzH4_w3BU/TYqLZAyg5SI/AAAAAAAAAlo/NLMf9GDN6JE/s320/the-matrix-neo.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="titulonoticia"&gt;Quando a história do hacker &lt;span style="color: #38761d;"&gt;Neo&lt;/span&gt;, uma espécie de messias virtual, chega até nós em 1999, estamos diante da revolução tecnológica proporcionada pelos computadores que se tornavam menores e mais eficientes a cada ano, encurtavam distâncias, armazenavam e distribuíam informações em disquetes, cds e discos rígidos, jogavam xadrez e superavam a mente humana. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="titulonoticia"&gt;Hoje, mais de dez anos depois, somos ainda mais dependentes das tecnologias que criamos. O computador aos poucos assume o centro das casas, ficando responsável pelo entretenimento, pela informação e pelo lazer de seus habitantes. A cultura que foi revolucionada com o papiro, hoje vê o fim de sua existência real e palpável. Grandes jornais e revistas estão migrando para o meio virtual e deixando de existir no mundo real assim como muitas coisas comuns de nosso dia-a-dia. Estamos diante de uma tendência preocupante: músicas, filmes, livros estão perdendo sua existência concreta e “virando” bytes armazenados em um disco. Você mesmo que lê agora este artigo optou pela Internet neste instante como fonte de notícias e conhecimento. Será que paramos para pensar que talvez estejamos caminhando para uma virtualização da realidade ? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="titulonoticia"&gt;Amigos virtuais, conversas virtuais, jogos virtuais, e até vidas virtuais( anunciadas inclusive com o nome bastante coerente de “Second Life”) estão “roubando” nosso tempo que antes era gasto com interações reais. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="titulonoticia"&gt;Estamos diante talvez de um salto evolutivo da espécie, estamos migrando para outro ambiente. Semelhanças com a história de Matrix ? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="titulonoticia"&gt;Em pesquisa realizada na época de lançamento do filme, 15% dos entrevistados disseram acreditar que existe a possibilidade, de nesse momento, estarmos vivendo a realidade proposta pelo filme. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="titulonoticia"&gt;Sem a pretensão de ser a trombeta digital do anjo do apocalipse moderno não vejo com bons olhos nosso fascínio pelo mundo virtual que criamos, pela tecnologia sem limites que encurta distâncias e resolve nossos problemas por nós. E se alguém um dia puxar o plugue da tomada? Estaremos de volta a era do fogo com paus e pedras? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O grande triunfo de “Matrix” é ser mais que um filme. É gerar uma inumerável gama de assuntos urgentes para reflexão e oferecer ao espectador atento um bom motivo para questionar as diferenças entre a vida real e a vida virtual que se vive atualmente.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="titulonoticia"&gt;O próximo passo que já está sendo dado em direção ao novo advento da tecnologia são as pesquisas relacionadas a inteligência artificial. Não sei se daqui a dez anos estarei escrevendo sobre ciborgues, andróides e híbridos, ou se confortavelmente eles estarão escrevendo por mim, se como em Matrix receberemos diretamente através de agulhas pontiagudas espetadas em nosso cérebro as informações diárias que precisamos, mas ainda sinto uma reconfortante sensação de poder ao puxar o plugue do computador e em uma atitude de rebeldia contemporânea abrir um bom e velho livro de papel. Ainda estamos no comando, pelo menos por enquanto....&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34304786-3452783319171635977?l=lettherebemorelight.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lettherebemorelight.blogspot.com/feeds/3452783319171635977/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34304786&amp;postID=3452783319171635977&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34304786/posts/default/3452783319171635977'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34304786/posts/default/3452783319171635977'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lettherebemorelight.blogspot.com/2011/03/matrix.html' title='Matrix'/><author><name>Armando Teixeira Junior</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SeZbPNUuv2I/AAAAAAAAAAg/ZH4nluxUvbo/S220/Orkut.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh6.googleusercontent.com/-v6x96inE9lw/TYqLlNIXtLI/AAAAAAAAAl4/S1qAv2rsfJc/s72-c/Matrix-Encoding.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34304786.post-6576919662243975381</id><published>2011-03-16T19:37:00.005-03:00</published><updated>2011-03-16T20:44:03.812-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>A Estranha Mania de Ler Roteiros</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh3.googleusercontent.com/-pgMLhUNK_bY/TYE619g-s3I/AAAAAAAAAlc/kCxW9oetqGU/s1600/Croupier.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="https://lh3.googleusercontent.com/-pgMLhUNK_bY/TYE619g-s3I/AAAAAAAAAlc/kCxW9oetqGU/s400/Croupier.jpg" width="284" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;pre&gt;&lt;/pre&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #38761d; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Chapter Thirteen...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;i&gt;"He types... On the SOUNDTRACK we hear the CASINO noise.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; JACK'S VOICE&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; It's all numbers, the croupier &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; thought. A spin of the wheel. A &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; turn of a card. The time of your &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; life. The date of your birth. The &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; year of your death. In the Book of &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Numbers the Lord said: 'thou shalt &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;count thy steps" (Croupier - by Paul Mayersberg)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #6aa84f; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace; text-align: left;"&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Parte da atração em ser um apreciador de cinema é colecionar hábitos inconvencionais em relação à grande maioria de espectadores casuais.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Estudar formatos, tendências, reconhecer o estilo de cada diretor, a filmografia de atores prediletos, colecionar trilhas sonoras, ser fã número 1 do editor de som fulano, saber de trás para frente os filmes lançados na Eslovênia na década de 70; os fetiches cinematográficos se manifestam em pequenos graus de curiosidade até um estado de obsessão bem próximo da paranóia.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Uma vez conheci um cara que tinha transtorno obsessivo compulsivo e piscava desesperadamente a cada cinco segundos. Menos quando assistia à um clássico do cinema italiano - Rosselini, Pasolini, Antonioni e principalmente Fellini, tinham um poder curativo quase shamanístico sobre ele.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Com tantas manias na prateleira para escolher, confesso que no início de minha vida de cinéfilo foi inevitável não ceder a tentação de ler roteiros.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Começou lá pelos meus dezesseis anos, quando já lia alguma coisa em inglês sem maiores dificuldades, e despertei minha audição para a genialidade de alguns diálogos que adorava guardar e repetir.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O acesso aos roteiros não era uma das coisas mais fáceis de se ter em mãos naquela época, me lembro que a Internet discada era uma porcaria, o número de sites sobre cinema era bastante reduzido e achar roteiros na web era procurar agulhas em um palheiro.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Nos primeiros anos, me deliciava em repetir exaustivamente no vídeo cassete minhas cenas prediletas, enquanto anotava em um bloquinho os diálogos em inglês.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Foi assim com &lt;span style="color: #38761d;"&gt;“Táxi Driver”&lt;/span&gt;, “Blade Runner”, “Cães de Aluguel”, “Duro de Matar” “Máquina Mortífera”, e tantos outros nomes que eram selecionados somente pelo critério de número de frases bacanas de serem lembradas, sem preconceito com qualquer filme, adorava alguns diálogos de “Viagem Insólita”,&amp;nbsp; “Os Goonies” e “Exterminador do Futuro 2”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh4.googleusercontent.com/-Jv8ljdJ8pHA/TYFB-MoCgDI/AAAAAAAAAlg/qgI8b0PS8JU/s1600/Taxi+Driver.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="256" src="https://lh4.googleusercontent.com/-Jv8ljdJ8pHA/TYFB-MoCgDI/AAAAAAAAAlg/qgI8b0PS8JU/s320/Taxi+Driver.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13;"&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;  Travis:&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #38761d;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;Loneliness has followed me all my life.&amp;nbsp; The life of loneliness pursues me wherever I go: in bars, cars, coffee shops, theaters,&amp;nbsp; stores, sidewalks.&amp;nbsp; &lt;/span&gt;There is no escape.&amp;nbsp; I am God's lonely man.&lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #38761d;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;I am not a fool.&amp;nbsp; I will no longer fool myself.&amp;nbsp; I will no longer let myself fall apart, become a joke and object of ridicule.&amp;nbsp; I know &amp;nbsp;there is no longer any hope.&amp;nbsp; I cannot continue this hollow, empty fight.&amp;nbsp; I must sleep.&amp;nbsp; What hope is there for me?(Taxi Driver - by Paul Schrader)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após um tempo esse hábito virou um hobby bastante prazeroso, com a melhora da Internet e do ambiente de rede já era possível encontrar um ou outro roteiro para ler.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Achei no sebo uma vez uma tradução do roteiro de “Laranja Mecânica” e até hoje dou risada quando lembro minha satisfação.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Organizei em meu computador pessoal mais de cinqüenta frases selecionadas -que dariam um bom livro cheguei a pensar.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Aí passei na faculdade de jornalismo. O tempo ficou escasso e um belo dia meu computador queimou colocando fim de forma irremediável ao meu arquivo pessoal.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Como um vício é recorrente, uma hora ou outra sempre acabo por ler um roteiro ao invés de ler um livro. Sugiro a experiência, é um pouco estranho no começo, mas depois se torna tão agradável quanto ler um bom romance.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Por isso deixo aqui dicas de roteiros infalíveis para a leitura de um iniciante. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Qualquer um dos roteiros de longas assinados por Quentin Tarantino são um deleite; as linhas narrativas e diálogos cheios de sacadas e humor negro são realmente demais.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A maioria dos filmes de David Mammet também oferecem roteiros muito interessantes, que nem sempre atingem na execução o potencial das linhas, as tramas apresentam bons momentos de suspense e reviravoltas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Aconselho a maioria dos suspenses policiais e desaconselho comédias e filmes de terror, que perdem muito sem o poder das imagens.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Para encerrar, existem ainda roteiros irresistíveis pela sua construção, pela narração em off das personagens. Alguns de meus prediletos estão entre eles: &lt;span style="color: #38761d;"&gt;“Clube da Luta”&lt;/span&gt;, “Táxi Driver” e “Croupier”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh5.googleusercontent.com/-Hv7h5AmUhMY/TYFKhTBiB0I/AAAAAAAAAlk/ondQg5UOyvU/s1600/FightClub001.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="https://lh5.googleusercontent.com/-Hv7h5AmUhMY/TYFKhTBiB0I/AAAAAAAAAlk/ondQg5UOyvU/s320/FightClub001.jpg" width="287" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #6aa84f; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;Tyler tugs at Jack's arm.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #6aa84f; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #6aa84f; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;TYLER&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #6aa84f; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;We are God's middle children, with no special place in history and no special attention. Unless we get God's attention, we have no hope of damnation or redemption.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #6aa84f; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #6aa84f; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;Jack looks at Tyler and they lock eyes in a stare.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #6aa84f; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #6aa84f; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;TYLER&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #6aa84f; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;The lower you fall, the higher you fly.&amp;nbsp; &lt;span lang="EN-US"&gt;The farther you run, the more God wants you back.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #6aa84f; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #6aa84f; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;Jack does his best to stifle his spasms and quivers of pain.&amp;nbsp; Tears drip from his eyes.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #6aa84f; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #6aa84f; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;TYLER&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #6aa84f; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;Someday, you will die.&amp;nbsp; And until you know that, you're useless to me.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #6aa84f; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #6aa84f; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;Tyler's eyes fill with tears and he smiles.&amp;nbsp; &lt;span lang="EN-US"&gt;Suddenly, Jack starts breathing heavily and he shakes his hand....( Fight Club - Jim Uhls)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&amp;nbsp;O que motivou este artigo foi um pequeno trecho do roteiro do filme “Croupier”, talvez a mais desconhecida das indicações citadas. Surgiu como uma recaída nessa semana aonde os números me perseguiram em datas, códigos, senhas, horas, limites, me peguei repetindo de cor um trecho que não lia há anos:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;“ É tudo números pensou o croupier. O girar da roleta. A virada de uma carta. O tempo da sua vida. A data do seu nascimento. O ano de sua morte. No Livro dos Números, o Senhor disse – Contarei vossos passos”&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Quem estava perto pensou que eu era louco. Com um pequeno sorriso voltei para a casa e reli o roteiro completo. Louco não, só mais um cinéfilo cheio de manias.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;pre&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34304786-6576919662243975381?l=lettherebemorelight.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lettherebemorelight.blogspot.com/feeds/6576919662243975381/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34304786&amp;postID=6576919662243975381&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34304786/posts/default/6576919662243975381'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34304786/posts/default/6576919662243975381'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lettherebemorelight.blogspot.com/2011/03/estranha-mania-de-ler-roteiros.html' title='A Estranha Mania de Ler Roteiros'/><author><name>Armando Teixeira Junior</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SeZbPNUuv2I/AAAAAAAAAAg/ZH4nluxUvbo/S220/Orkut.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh3.googleusercontent.com/-pgMLhUNK_bY/TYE619g-s3I/AAAAAAAAAlc/kCxW9oetqGU/s72-c/Croupier.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34304786.post-8220196774077651235</id><published>2011-03-15T07:41:00.001-03:00</published><updated>2011-03-15T19:51:35.010-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Série'/><title type='text'>O Machismo Encantador de Mad Men</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh5.googleusercontent.com/-683OaGAXd6o/TX9B3KjxX5I/AAAAAAAAAlY/Y5USrA7HwRA/s1600/mad-ment.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="325" src="https://lh5.googleusercontent.com/-683OaGAXd6o/TX9B3KjxX5I/AAAAAAAAAlY/Y5USrA7HwRA/s400/mad-ment.jpg" width="400" /&gt;&amp;nbsp;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #38761d; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #38761d; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;"Nostalgia - it's delicate, but potent. Teddy told me that in Greek, "nostalgia" literally means "the pain from an old wound." It's a twinge in your heart far more powerful than memory alone. This device isn't a spaceship, it's a time machine. It goes backwards, and forwards... it takes us to a place where we ache to go again. It's not called the wheel, it's called the carousel. It let's us travel the way a child travels - around and around, and back home again, to a place where we know are loved."&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #38761d; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #38761d; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;span style="color: #6aa84f;"&gt;"Nostalgia - é delicada, mas potente. Teddy me disse que na Grécia, "nostalgia" literalmente quer dizer, "a dor de uma velha ferida". É uma agulhada em seu coração, de longe mais poderosa que a memória. Este dispositivo não é uma espaçonave, é uma máquina do tempo.. Ela vai para trás e para frente... nos leva para um lugar aonde gostaríamos de estar de novo. Não é chamado de "A Roda", é chamado de "O Carrossel". Ele nos permite viajar do jeito que as crianças viajam, girando e girando e voltando para a casa novamente, para o lugar onde nós sabemosq ue somos amados."&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #38761d; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #38761d; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;(Don Drapper, apresentando The Carrossel of Kodak, in the 1° Season Finale - episódio: The Wheel)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #38761d; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #38761d; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Aproveitando o resto que sobrava de minhas férias fui tomado por uma grande curiosidade quando vi a cerimônia do Globo de Ouro 2010 premiar pela terceira vez consecutiva “Mad Men” com o prêmio de melhor série dramática.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Em minha poltrona apostava as fichas para um triunfo triplo da quarta temporada de “Dexter”, que segundo meus palpites, levaria os prêmios de “Melhor Ator”, “Melhor Ator Coadjuvante” e “Melhor Série” na categoria Drama. Fiquei surpreso ao perceber que Michael C. Hall e John Lithgow confirmaram minhas expectativas, mas que a série produzida pelo canal HBO quebrou todos os prognósticos que havia lido e faturou seu terceiro prêmio consecutivo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Sei que Nelson Rodrigues alertava com sua famosa frase sobre os consensos: “Toda unanimidade é burra”, mas decidi checar por conta própria se “Mad Men” merecia seus prêmios ou se era tudo um grande golpe publicitário.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Era tudo realmente um grande golpe publicitário. Literalmente, mas sem nenhum demérito. A série vale cada minuto, ao mostrar de forma charmosa e encantadora o dia-a-dia da agência de publicidades fictícia “Sterling Cooper” em um esfumaçado Estados Unidos da década de 60.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Com o nome retirado do apelido dado aos publicitários da Madison Avenue, Mad Men, traz para a televisão um requinte de produção soberbo cheio de minúcias e traços fiéis a uma época peculiar e nostálgica.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh6.googleusercontent.com/-Yj5nKqucqPY/TX9B3I0KgpI/AAAAAAAAAlU/PvKBjKJFBqM/s1600/mad-men_l.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="https://lh6.googleusercontent.com/-Yj5nKqucqPY/TX9B3I0KgpI/AAAAAAAAAlU/PvKBjKJFBqM/s320/mad-men_l.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Impossível resistir aos charmosos ambientes decorados em tons pastéis e ao desfile de itens históricos que passam diante de nossos olhos com naturalidade - as máquinas de escrever, os primeiros logos de marcas mundialmente famosas, os ternos impecáveis de corte reto, os vestidos acinturados, os automóveis robustos e agigantados...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Ao mesmo tempo a cada episódio as “novidades” do mercado mundial aterrissam em tela&amp;nbsp; trazendo ainda mais nostalgia; o desodorante em spray , o carrossel Kodak de slides e o pequeno fusca alemão.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Sem perceber o espectador mergulha em uma aula de história que ressuscita não somente a estética de uma época, mas todo seus costumes. A antropologia vestida com glamour para um encontro à dois aonde sem dúvida, o homem dita as regras.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Fica nítido em cada um dos episódios o “machismo” de uma época aonde o feminismo não havia destruído a feminilidade.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A mulher recupera em “Mad Men” um status diferenciado sendo tratada sob um rígido protocolo que vai além de apenas retirar o chapéu na presença de uma dama. Esse esmero de cuidados, muitas vezes confundido com um cerceamento da liberdade individual, demonstra que a mulher na realidade ocupa um papel central na trama.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Enquanto certamente algumas feministas radicais irão demonizar a série, a maioria dos homens e mulheres sentirão uma ponta de curiosidade sobre como seria viver em um momento histórico tão peculiar.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Regendo a orquestra afinada de “Mad Men” está Don Draper, o chefe de criação da Sterling-Cooper em uma interpretação impecável do ator John Hamm. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Draper é a caracterização perfeita dos maiores protagonistas dos romances americanos do início do século passado. Com seu rosto quadrado quase sem ângulos, de características marcantes, lembra tanto os detetives de romances noir quanto os canalhas espreitando nas mesas de bar.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Sua história de passado obscuro sob seu momento brilhante de gênio criativo em ascensão é o que dá fôlego à série e permite que sua personalidade roube a cena.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh3.googleusercontent.com/-Br1jnLOsqcw/TX9B2mPFpEI/AAAAAAAAAlQ/P2gEZEqGMRA/s1600/Mad-Men.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="225" src="https://lh3.googleusercontent.com/-Br1jnLOsqcw/TX9B2mPFpEI/AAAAAAAAAlQ/P2gEZEqGMRA/s320/Mad-Men.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Como pano de fundo a sociedade norte americana da década de 60 é mostrada por um jogo de contrastes interessante. Peggy Olsen, a mocinha ingênua que tenta a sorte na cidade grande, é o contrário de Joan Hollooway, a secretária sexy, inteligente e decidida. O arrogante e ambicioso executivo junior Peter Campbel é o contrário do comedido e experiente Bertran Cooper, sócio majoritário da Sterling Cooper. A esposa devotada de Draper, interpretada pela bela January Jones é a rainha do lar, tratada com esmeros e regalos, aonde até o amor só é feito com luzes apagadas; o contrário da ilustradora vivida por Rosemarie DeWitti, amante, representante de diversas vertentes marginalizadas da época, ela simboliza as gerações hippie e beat e traz às telas o consumo de drogas “recreativas” que cresciam naquele instante.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O homossexualismo também é retratado de forma sutil através da personagem Salvatore Romano, um desenhista de origem ítalo-americana que faz parte da equipe de criação de Draper. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O anti-semitismo, a crise do tabaco, as eleições de Kenedy vs. Nixon, o fundo histórico parece trazer temas interessantes inesgotáveis para os episódios.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Completa e inteligente, “Mad Men” confirmou todas minhas expectativas positivas. Sem a necessidade de grandes arroubos emocionais de aviões caindo em ilhas fantasmagóricas ou super-agentes desvendando crimes capazes de comprometer a segurança nacional a série parece ter atingido outro patamar. Um patamar de elegância, estilo e sofisticação que só existia na década de 60.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Azar de quem achar machista, eu achei fantástico.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #38761d; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34304786-8220196774077651235?l=lettherebemorelight.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lettherebemorelight.blogspot.com/feeds/8220196774077651235/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34304786&amp;postID=8220196774077651235&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34304786/posts/default/8220196774077651235'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34304786/posts/default/8220196774077651235'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lettherebemorelight.blogspot.com/2011/03/normal-0-21-microsoftinternetexplorer4.html' title='O Machismo Encantador de Mad Men'/><author><name>Armando Teixeira Junior</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SeZbPNUuv2I/AAAAAAAAAAg/ZH4nluxUvbo/S220/Orkut.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh5.googleusercontent.com/-683OaGAXd6o/TX9B3KjxX5I/AAAAAAAAAlY/Y5USrA7HwRA/s72-c/mad-ment.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34304786.post-6389709873313444366</id><published>2011-03-14T19:19:00.001-03:00</published><updated>2011-03-14T19:20:20.170-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Série'/><title type='text'>Dexter e o Homem de Kipling</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh5.googleusercontent.com/-mqpzjpleMZo/TX6TaSWR2LI/AAAAAAAAAk0/NhXIfRvxTLc/s1600/dexter24.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="https://lh5.googleusercontent.com/-mqpzjpleMZo/TX6TaSWR2LI/AAAAAAAAAk0/NhXIfRvxTLc/s400/dexter24.jpg" width="346" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;table border="1" cellpadding="0" cellspacing="0" class="MsoTableGrid" style="border-collapse: collapse; border: medium none;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;   &lt;td style="border: 1pt solid windowtext; color: #38761d; padding: 0cm 5.4pt; width: 224.45pt;" valign="top" width="299"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size: 11pt;"&gt;If&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;If you can keep your head when all about you&lt;br /&gt;Are losing theirs and blaming it on you,&lt;br /&gt;If you can trust yourself when all men doubt you&lt;br /&gt;But make allowance for their doubting too,&lt;br /&gt;If you can wait and not be tired by waiting,&lt;br /&gt;Or being lied about, don't deal in lies,&lt;br /&gt;Or being hated, don't give way to hating,&lt;br /&gt;And yet don't look too good, nor talk too wise;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;If you can dream--and not make dreams your master,&lt;br /&gt;If you can think--and not make thoughts your aim;&lt;br /&gt;If you can meet with Triumph and Disaster&lt;br /&gt;And treat those two impostors just the same;&lt;br /&gt;If you can bear to hear the truth you've spoken&lt;br /&gt;Twisted by knaves to make a trap for fools,&lt;br /&gt;Or watch the things you gave your life to, broken,&lt;br /&gt;And stoop and build 'em up with worn-out tools; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;If you can make one heap of all your winnings&lt;br /&gt;And risk it all on one turn of pitch-and-toss,&lt;br /&gt;And lose, and start again at your beginnings&lt;br /&gt;And never breath a word about your loss;&lt;br /&gt;If you can force your heart and nerve and sinew&lt;br /&gt;To serve your turn long after they are gone,&lt;br /&gt;And so hold on when there is nothing in you&lt;br /&gt;Except the Will which says to them: "Hold on!" &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;If you can talk with crowds and keep your virtue,&lt;br /&gt;Or walk with kings --nor lose the common touch,&lt;br /&gt;If neither foes nor loving friends can hurt you;&lt;br /&gt;If all men count with you, but none too much,&lt;br /&gt;If you can fill the unforgiving minute&lt;br /&gt;With sixty seconds' worth of distance run,&lt;br /&gt;Yours is the Earth and everything that's in it,&lt;br /&gt;And --which is more-- you'll be a Man, my son!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td style="border-color: windowtext windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-style: solid solid solid none; border-width: 1pt 1pt 1pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 224.45pt;" valign="top" width="299"&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;b style="color: lime;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;Se&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: lime;"&gt;Se és capaz de manter a tua calma quando&lt;/span&gt;&lt;br style="color: lime;" /&gt;&lt;span style="color: lime;"&gt;   Todo o mundo ao teu redor já a perdeu e te culpa;&lt;/span&gt;&lt;br style="color: lime;" /&gt;&lt;span style="color: lime;"&gt;   De crer em ti quando estão todos duvidando,&lt;/span&gt;&lt;br style="color: lime;" /&gt;&lt;span style="color: lime;"&gt;   E para esses no entanto achar uma desculpa;&lt;/span&gt;&lt;br style="color: lime;" /&gt;&lt;span style="color: lime;"&gt;   Se és capaz de esperar sem te desesperares,&lt;/span&gt;&lt;br style="color: lime;" /&gt;&lt;span style="color: lime;"&gt;   Ou, enganado, não mentir ao mentiroso,&lt;/span&gt;&lt;br style="color: lime;" /&gt;&lt;span style="color: lime;"&gt;   Ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares,&lt;/span&gt;&lt;br style="color: lime;" /&gt;&lt;span style="color: lime;"&gt;   E não parecer bom demais, nem pretensioso;&lt;/span&gt;&lt;br style="color: lime;" /&gt;   &lt;br style="color: lime;" /&gt;&lt;span style="color: lime;"&gt;   Se és capaz de pensar --sem que a isso só te atires,&lt;/span&gt;&lt;br style="color: lime;" /&gt;&lt;span style="color: lime;"&gt;   De sonhar --sem fazer dos sonhos teus senhores.&lt;/span&gt;&lt;br style="color: lime;" /&gt;&lt;span style="color: lime;"&gt;   Se encontrando a desgraça e o triunfo conseguires&lt;/span&gt;&lt;br style="color: lime;" /&gt;&lt;span style="color: lime;"&gt;   Tratar da mesma forma a esses dois impostores;&lt;/span&gt;&lt;br style="color: lime;" /&gt;&lt;span style="color: lime;"&gt;   Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas&lt;/span&gt;&lt;br style="color: lime;" /&gt;&lt;span style="color: lime;"&gt;   Em armadilhas as verdades que disseste,&lt;/span&gt;&lt;br style="color: lime;" /&gt;&lt;span style="color: lime;"&gt;   E as coisas, por que deste a vida, estraçalhadas,&lt;/span&gt;&lt;br style="color: lime;" /&gt;&lt;span style="color: lime;"&gt;   E refazê-las com o bem pouco que te reste;&lt;/span&gt;&lt;br style="color: lime;" /&gt;   &lt;br style="color: lime;" /&gt;&lt;span style="color: lime;"&gt;   Se és capaz de arriscar numa única parada&lt;/span&gt;&lt;br style="color: lime;" /&gt;&lt;span style="color: lime;"&gt;   Tudo quanto ganhaste em toda a tua vida,&lt;/span&gt;&lt;br style="color: lime;" /&gt;&lt;span style="color: lime;"&gt;   E perder e, ao perder, sem nunca dizer nada,&lt;/span&gt;&lt;br style="color: lime;" /&gt;&lt;span style="color: lime;"&gt;   Resignado, tornar ao ponto de partida;&lt;/span&gt;&lt;br style="color: lime;" /&gt;&lt;span style="color: lime;"&gt;   De forçar coração, nervos, músculos, tudo&lt;/span&gt;&lt;br style="color: lime;" /&gt;&lt;span style="color: lime;"&gt;   A dar seja o que for que neles ainda existe,&lt;/span&gt;&lt;br style="color: lime;" /&gt;&lt;span style="color: lime;"&gt;   E a persistir assim quando, exaustos, contudo&lt;/span&gt;&lt;br style="color: lime;" /&gt;&lt;span style="color: lime;"&gt;   Resta a vontade em ti que ainda ordena: "Persiste!";&lt;/span&gt;&lt;br style="color: lime;" /&gt;   &lt;br style="color: lime;" /&gt;&lt;span style="color: lime;"&gt;   Se és capaz de, entre a plebe, não te corromperes&lt;/span&gt;&lt;br style="color: lime;" /&gt;&lt;span style="color: lime;"&gt;   E, entre reis, não perder a naturalidade,&lt;/span&gt;&lt;br style="color: lime;" /&gt;&lt;span style="color: lime;"&gt;   E de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes,&lt;/span&gt;&lt;br style="color: lime;" /&gt;&lt;span style="color: lime;"&gt;   Se a todos podes ser de alguma utilidade,&lt;/span&gt;&lt;br style="color: lime;" /&gt;&lt;span style="color: lime;"&gt;   E se és capaz de dar, segundo por segundo,&lt;/span&gt;&lt;br style="color: lime;" /&gt;&lt;span style="color: lime;"&gt;   Ao minuto fatal todo o valor e brilho,&lt;/span&gt;&lt;br style="color: lime;" /&gt;&lt;span style="color: lime;"&gt;   Tua é a terra com tudo o que existe no mundo&lt;/span&gt;&lt;br style="color: lime;" /&gt;&lt;span style="color: lime;"&gt;   E o que mais --tu serás um homem, ó meu filho!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Quando o escritor britânico &lt;span style="color: #38761d;"&gt;Rudyard Kipling&lt;/span&gt; encerrou seu mais conhecido poema utilizando a palavra “Man”, grafada com a letra maiúscula, ele criava um conceito de homem ideal muito distante da realidade.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Nas breves linhas de “If” (Se) o que vemos é a construção de um autômato social perfeito - adequado e de arestas aparadas para o convívio pacífico em qualquer ambiente. O poema adotado por muitos como mote pela sua exuberância técnica e conteúdo utópico sem dúvida fica muito bonito em molduras douradas nas paredes de grandes conglomerados executivos. Médicos, administradores, publicitários, empresários, artistas e qualquer homem considerado “de sucesso” adora o regalo de poder citar um ou dois versos de Kipling para se sentir mais humano e bondoso, mais cordial e menos torpe.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;a href="https://lh4.googleusercontent.com/-mTN0T6rcfJY/TX6TY7IqFkI/AAAAAAAAAks/-rl1ZCRVwc4/s1600/Rudyard_Kipling.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="https://lh4.googleusercontent.com/-mTN0T6rcfJY/TX6TY7IqFkI/AAAAAAAAAks/-rl1ZCRVwc4/s320/Rudyard_Kipling.jpg" width="206" /&gt;&lt;/a&gt;O sucesso da série de televisão Dexter, exibida pelo canal Showtime desde 2006, segue por definição o caminho inverso do proposto pelo homem de &lt;span style="color: #38761d;"&gt;Kipling&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Baseada no livro “Dark Dreaming Dexter”, de Jeff Lindsay, a série escolhe como protagonista um pouco ortodoxo serial killer.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Depois da cortina de fumaça e do alarde social criado pelo argumento ousado, o que restou após o fim da “choradeira” ética e moral, que condenava a humanização de um assassino, foi uma aprovação pública inesperada que aumenta o índice de audiência a cada nova temporada da série.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Dexter Morgan tem o formato perfeito do “Homem de Kipling”. Tem um bom emprego, uma vida social aparentemente estável e feliz, um comportamento amigável, gentil e generoso. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;No entanto, a máscara de Dexter cai logo nos primeiros minutos de seu episódio piloto. O expectador é convidado a conhecer os pensamentos que permeiam a mente do personagem, enquanto este finge emoções e controla cada reação para esconder da sociedade a realidade sobre seu hobby predileto: matar pessoas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Em nenhum momento o argumento da série faz concessões a crueza da situação proposta. O interlocutor é convidado a conhecer à fundo as motivações e os pensamentos de um assassino em série, por isso não espere sutilezas. Dexter é cruel, sádico e sanguinário.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Inteligente, se beneficia de seu status privilegiado dentro da polícia, aonde tem livre acesso por ser um perito forense especializado em sangue, levando vantagem na hora de selecionar suas vitimas e esconder seus crimes.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh4.googleusercontent.com/-js20fLc3fBI/TX6TbxSqY4I/AAAAAAAAAk4/i_han_09XEw/s1600/Dexter-Season-4.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="https://lh4.googleusercontent.com/-js20fLc3fBI/TX6TbxSqY4I/AAAAAAAAAk4/i_han_09XEw/s320/Dexter-Season-4.jpg" width="248" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;Por ser extremamente humano&lt;/span&gt; e possivelmente mais crível que a maioria das personagens criadas para o entretenimento Dexter assassinou o “homem de kipling” e mais do que isso, foi inocentado pelo júri popular.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Todos nós possuímos defeitos, falhas e atitudes condenáveis socialmente que escondemos do mais intimo de nossos amigos. Ficamos felizes com o fracasso alheio, odiamos mais do que amamos, adoramos criar intrigas, separar pessoas, incentivar tumultos, vaiar. Provavelmente sentimos mais prazer em quebrar os dez mandamentos e sucumbir aos sete pecados capitais do que fazer uma boa ação.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Por isso nos sentimos confortados em perceber que apesar de possuirmos comportamentos tão cruéis e torpes ainda não assassinamos ninguém.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O deleite instigado pela série é justamente o oposto daquele causado pelo poema de Kipling.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Se podes perder a cabeça enquanto todos fingem que estão bem, se podes tripudiar na derrota alheia, lesar e causar dano a quem te calunia e ainda assim sentirdes humano.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Se aceitas com naturalidade ser intolerante, incompreensivo e orgulhoso, superior aos menores que tu na hierarquia social e não sentes remorso com esta situação.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh4.googleusercontent.com/--Yi6ahbifPY/TX6UP7sadfI/AAAAAAAAAk8/znBuErRoZEI/s1600/dexter_big.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="256" src="https://lh4.googleusercontent.com/--Yi6ahbifPY/TX6UP7sadfI/AAAAAAAAAk8/znBuErRoZEI/s320/dexter_big.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Se vivendo te permites perder as esperanças, ser cético e incrédulo na bondade individual ou coletiva enquanto tantos fingem acreditar.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Se te levantas a cada queda a ti imposta motivado apenas pelos sentimentos de revanche e vingança. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Se buscas enforcar o rei e explorar a plebe.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Neste dia alegra-te meu filho: Serás Homem.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Não parece tão plausível como o “Se” original ?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Sob esse pretexto Dexter iniciou neste mês sua quarta temporada e a cada ano se torna mais convincente. A tendência na série em “humanizar” a personagem central segue ainda com moderação, sem radicalismos, para não virar “mais uma” ficção.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Os índices de audiência continuam derrubando a hipocrisia de quem recita Kipling mas assiste com um largo sorriso cada punhalada de Dexter.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O autômato de “If” segue ótimo na teoria, vigoroso e altivo como de costume, uma ótima meta que todos de certa forma objetivamos para o dia de amanhã. Por hoje somos humanos e adoramos uma boa série de televisão.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh4.googleusercontent.com/-kDvYeCCrhbs/TX6TZRlgGbI/AAAAAAAAAkw/V_PZE-lR5zA/s1600/dexter0.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="251" src="https://lh4.googleusercontent.com/-kDvYeCCrhbs/TX6TZRlgGbI/AAAAAAAAAkw/V_PZE-lR5zA/s400/dexter0.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34304786-6389709873313444366?l=lettherebemorelight.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lettherebemorelight.blogspot.com/feeds/6389709873313444366/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34304786&amp;postID=6389709873313444366&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34304786/posts/default/6389709873313444366'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34304786/posts/default/6389709873313444366'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lettherebemorelight.blogspot.com/2011/03/dexter-e-o-homem-de-kipling.html' title='Dexter e o Homem de Kipling'/><author><name>Armando Teixeira Junior</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SeZbPNUuv2I/AAAAAAAAAAg/ZH4nluxUvbo/S220/Orkut.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh5.googleusercontent.com/-mqpzjpleMZo/TX6TaSWR2LI/AAAAAAAAAk0/NhXIfRvxTLc/s72-c/dexter24.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34304786.post-2704300563978897443</id><published>2011-03-13T16:39:00.001-03:00</published><updated>2011-03-13T16:40:40.661-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><title type='text'>Aprendendo Política com Patativa do Assaré</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh4.googleusercontent.com/-rS8QR8HAwCA/TX0a1BNqtBI/AAAAAAAAAkk/LiXDtW5-Eg4/s1600/patativa2.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="https://lh4.googleusercontent.com/-rS8QR8HAwCA/TX0a1BNqtBI/AAAAAAAAAkk/LiXDtW5-Eg4/s400/patativa2.jpg" width="270" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #6aa84f;"&gt;&lt;i&gt;"Democracia é quando eu mando em você. Ditadura é quando você manda em mim"&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="color: #6aa84f;"&gt;(Millôr Fernandes) &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #38761d;"&gt;&lt;i&gt;"Repare que a minha vida &lt;br /&gt;É deferente da sua. A sua rima pulida &lt;br /&gt;Nasceu no salão da rua. &lt;br /&gt;Já eu sou bem deferente, &lt;br /&gt;Meu verso é como a simente &lt;br /&gt;Que nasce inriba do chão; &lt;br /&gt;Não tenho estudo nem arte, &lt;br /&gt;A minha rima faz parte das obra da criação.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #38761d;"&gt;&lt;i&gt;Seu verso é uma mistura, &lt;br /&gt;É um tá sarapaté, &lt;br /&gt;Que quem tem pôca leitura &lt;br /&gt;Lê, mais não sabe o que é. &lt;br /&gt;Tem tanta coisa incantada, &lt;br /&gt;Tanta deusa, tanta fada, &lt;br /&gt;Tanto mistéro e condão &lt;br /&gt;E ôtros negoço impossive. &lt;br /&gt;Eu canto as coisa visive &lt;br /&gt;Do meu querido sertão.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;(Cante Lá que eu Canto Cá - Patativa do Assaré) &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #38761d;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A todos nós eleitores que a cada pleito provamos na urna o efeito, muitas vezes catastrófico, do modelo democrático fica aqui uma lição do finado Sr. Patativa do Assaré.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Antes de começar vejamos nossa situação atual. Após ciclos infindáveis que renovam o poder público e nacional com eleições de dois em dois anos, o povo não se cansa de reclamar e abrir o chororô em todas as escalas, sejam elas federais, estaduais ou municipais.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Ninguém explica como a tartaruga subiu no poste. Todos olham para ela indignados e exclamam: “Desce daí sua sem-vergonha!”&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Mas ninguém busca a escada para tirá-la de lá. Ninguém se organiza para um ato concreto - que seja derrubar o poste.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;E assim se renova o ciclo quase que perene de eleger e reclamar até as próximas eleições. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Para quem não sabe, Antonio Gonçalves da Silva, o Patativa do Assaré, além de poeta, compositor, músico popular e improvisador, tomou para si uma das tarefas mais árduas que se pode conceber em solo tupiniquim: a de esclarecer o povo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh5.googleusercontent.com/-tyKzxAvMZBo/TX0a1aoOSXI/AAAAAAAAAko/JlinepvbMXM/s1600/patativa-do-assare.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="https://lh5.googleusercontent.com/-tyKzxAvMZBo/TX0a1aoOSXI/AAAAAAAAAko/JlinepvbMXM/s1600/patativa-do-assare.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Nascido em Assaré no Ceará, &lt;span style="color: #38761d;"&gt;Patativa&lt;/span&gt; padeceu da sina comum de tantos severinos de sobreviver da agricultura e ser explorado pelo coronelismo. Ficou cego de uma das vistas muito cedo o que parece ter lhe garantido um dom de ciência e de compreensão, quase uma clarividência, capaz de enxergar muito além da aridez do nordeste, criando versos e histórias e transmitindo através da oralidade lições de democracia, sociedade e convivência humana.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Para quem torce o nariz e trata com preconceito os versos de Antônio, vale saber que ninguém no meio acadêmico conseguiu até hoje dissecar de forma completa a vida e a obra deste poeta reconhecidamente talentoso. A oralidade,marca maior de seu estilo, não compromete a distribuição das rimas organizadas de forma intuitiva em moldes camonianos, muitas vezes em sonetos de rimas clássicas, outras em décimas e sextilhas nordestinas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O poder imagético de sua prosa e verso é tão fabuloso quanto didático.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Imaginem a cena. Um boi zebu todo suado querendo fugir do sol se esconde à sombra de m grande juazeiro. Sem perceber, ao parar, coloca as quatro patas em cima de um formigueiro.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;As formigas, indignadas com o disparate, ordenadamente começaram a revolução. Uma a uma escalando, picando e atacando foram contra o boi zebu, que relutou em sair da sombra que tanto lhe protegia. Ao ver que não podia vencer as formigas, porque eram numerosas demais, abandonou a sombra do juazeiro derrotado.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Moral da história ? Vamos Minhas Camaradas Esse Boi Zebu é só um !&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Contra&amp;nbsp; “boi-zebu-senador”, &amp;nbsp;“boi-zebu-prefeito” ou “boi-zebu-deputado”, mamando e descansando na sombra do imenso juazeiro que pode ser nosso país, estado ou município a lição é uma só. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Lição de democracia pela base. Muitos escolhem um, porque muitos são mais do que um. O poder está com a massa e não com a minoria, basta mobilizar e corrigir.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O grito da ave Patativa ecoava no mais árduo terreno político do país. O nordeste . E lá sem se intimidar as poesias e rimas viraram livros, cordéis, canções e atingiram o povo sofrido que aprendia um pouco, ao repetir sem saber ler, as rimas de “O Boi Zebu e as Formigas”, “Eu quero”, “O Operário e o Agregado”, “A Terra é Natura”, “Nordestino Sim, Nordestinado Não” e tantas outras.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Por isso a poesia de Patativa avançava em várias frentes. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh3.googleusercontent.com/-aQ2XcohUuMY/TX0a0oJzUvI/AAAAAAAAAkg/ggIJShpAU8A/s1600/CapaDigitalizar0006%255B1%255D.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="https://lh3.googleusercontent.com/-aQ2XcohUuMY/TX0a0oJzUvI/AAAAAAAAAkg/ggIJShpAU8A/s1600/CapaDigitalizar0006%255B1%255D.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Ensinava o povo a votar:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;“Quero um chefe brasileiro /Fiel, firme e justiceiro /Capaz de nos proteger, /Que do campo até a rua /O povo todo possua /O direito de viver.”&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A ser patriota:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;“Eu quero o agregado isento/ Do terrível sofrimento/ Do maldito cativeiro,/ Quero ver o meu pais /Rico, ditoso e feliz / Livre do jugo estrangeiro.”&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A separar religião de política:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;“Não é Deus que nos castiga,/ Nem é a seca que obriga / Sofrermos dura sentença,/ Não somos nordestinados, / Nós somos injustiçados / Tratados com indiferença...&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;...Mas não é o Pai Celeste/ Que faz sair do Nordeste/ Legiões de retirantes, / Os grandes martírios seus / Não é permissão de Deus,/ É culpa dos governantes.”&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;E em último caso a se rebelar e exigir justiça contra o governante corrupto eleito.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;“Com a feição de guerrêra /Uma formiga animada / Gritou para as companhêra:/ Vamo minhas camarada /Acaba com os capricho /Deste ignorante bicho/ Com a nossa força comum /Defendendo o formiguêro/ Nos somos muitos miêro /E este zebu é só um.”&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Então formigaiada antes de reclamar da rotatória municipal, do presidente do senado, do deputado corrupto o ideal é todos nós lermos e ouvirmos um pouco do chiar de Patativa, e assim quem sabe, mobilizar e resolver alguma coisa. Seja nas próximas eleições ou ainda neste mandato não podemos esquecer:&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;“- Este Zebu é só um”&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34304786-2704300563978897443?l=lettherebemorelight.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lettherebemorelight.blogspot.com/feeds/2704300563978897443/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34304786&amp;postID=2704300563978897443&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34304786/posts/default/2704300563978897443'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34304786/posts/default/2704300563978897443'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lettherebemorelight.blogspot.com/2011/03/aprendendo-politica-com-patativa-do.html' title='Aprendendo Política com Patativa do Assaré'/><author><name>Armando Teixeira Junior</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SeZbPNUuv2I/AAAAAAAAAAg/ZH4nluxUvbo/S220/Orkut.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh4.googleusercontent.com/-rS8QR8HAwCA/TX0a1BNqtBI/AAAAAAAAAkk/LiXDtW5-Eg4/s72-c/patativa2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34304786.post-3841067343390938800</id><published>2011-03-13T16:05:00.000-03:00</published><updated>2011-03-13T16:05:29.729-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><title type='text'>Alice e o Enigma de Lewis Carrol</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:WordDocument&gt;   &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:Compatibility&gt;    &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;    &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;    &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;    &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:BrowserLevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt; /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable {mso-style-name:"Tabela normal"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-parent:""; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin:0cm; mso-para-margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:10.0pt; font-family:"Times New Roman";}&lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh5.googleusercontent.com/-7YGlrBG9hPA/TX0TAayCbAI/AAAAAAAAAkQ/-76e7x3pUUc/s1600/Alice.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="https://lh5.googleusercontent.com/-7YGlrBG9hPA/TX0TAayCbAI/AAAAAAAAAkQ/-76e7x3pUUc/s400/Alice.jpg" width="272" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #38761d; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;“Por que um corvo se parece com uma escrivaninha ?&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #38761d; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Considerada uma das obras mais significativas da literatura mundial, o suposto livro para crianças, “Alice no País das Maravilhas” já virou desenho em 1951, foi revisitado e lançado para os cinemas em outra versão dos estúdios Disney, em uma corajosa releitura do diretor genial e maluco Tim Burton e continua ainda hoje sua saga de obra imortal atravessando gerações.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O livro publicado em 1865 traz aos leitores atentos diversos enigmas ligados diretamente a personalidade quase única de seu autor Charles Lutwidge Doogson - que assumiria posteriormente a alcunha Lewis Carroll.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh3.googleusercontent.com/-2P4oKe5O5mE/TX0TCAOdD9I/AAAAAAAAAkc/I5KLNoLYys0/s1600/louisa_4_children_w_lewis_carroll_1862.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="191" src="https://lh3.googleusercontent.com/-2P4oKe5O5mE/TX0TCAOdD9I/AAAAAAAAAkc/I5KLNoLYys0/s320/louisa_4_children_w_lewis_carroll_1862.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A história oficial sobre a origem do livro versa que a personagem Alice era inspirada em uma amiga das irmãs mais jovens de Lewis e toda a narrativa teria surgido em uma tarde às margens do rio Tâmisa, aonde o autor contou para a jovem e suas irmãs a surpreendente história de uma garotinha que perseguiu um coelho branco de relógio e colete para dentro da toca que levava a um mundo de fantasias. &lt;span style="color: #38761d;"&gt;Fato recorrente na vida do autor que, segundo afirmam seus historiadores, gostava de entreter crianças e adultos em longas tardes aonde narrava histórias "feitas na hora".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Muito já se foi falado sobre a obra que contém em suas linhas algumas citações quase incompreensíveis nos dias de hoje - referentes à cultura da era vitoriana, à supostos enigmas matemáticos e charadas insolúveis.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Minha impressão pessoal ao ler a obra é que se trata realmente da transcrição de um relato oral, e isso não deixa dúvidas. A história segue, apesar do absurdo, quase sem explicações para quem está do lado de cá, criando a impressão que realmente é necessário ter a idade de uma criança para exercitar a imaginação e não se perder na narrativa absurda que mistura animais falantes, cenas bizarras e situações sem nenhuma lógica aparente que saltam de um lugar para outro sem necessariamente oferecer um desfecho ou explicação para o assunto anterior.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;a href="https://lh5.googleusercontent.com/-l_PiCTzs-gc/TX0TBbF6f6I/AAAAAAAAAkY/rqfxwJ5ht8I/s1600/carroll.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="https://lh5.googleusercontent.com/-l_PiCTzs-gc/TX0TBbF6f6I/AAAAAAAAAkY/rqfxwJ5ht8I/s1600/carroll.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Gostaria de deixar claro aqui que o filme de 1951, uma animação bastante competente, pouco diz a respeito das sensações e incômodos que surgem ao primeiro contato com a obra escrita. A versão original dos estúdios Disney parece uma tradução do livro para o universo infantil, deixando as coisas mais plausíveis e menos esparsas - apesar de cenas bastante fiéis ao original, como a da lagarta fumando narguilê sobre um cogumelo. Vale acrescentar que o filme também apresenta cenas baseadas no livro “Alice no País dos Espelhos”, seqüência da obra original.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Após encerrar a leitura da obra me perguntei:&lt;span style="color: #38761d;"&gt; “Quem é esse cara ?”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Fiquei confuso. Lewis Carroll entregou ao público, ao meu ver, um livro tão nonsense como uma poesia de Bukowiski e que ainda hoje serve como referência a diversas citações pós-modernas, e todo mundo acreditou que era uma fábula como as de Esopo?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;Sem essa! Carroll era um homem de intelecto diferenciado, matemático, professor em Oxford e freqüentador constante dos círculos de alta cultura de sua época.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Muitas são as teorias que cercam sua obra máxima. Alguns afirmam que a obra é didática e pedagógica, exercita a memória e o raciocínio lógico com a presença de enigmas e citações de poesias da era vitoriana, com introduções ao francês e estímulos deliberados ao imaginário criativo das crianças, sendo assim destinada realmente a um público infantil.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Outros que é uma metáfora que pode ser lida de diversas formas, mas que enfoca principalmente no crescimento e na transição da criança à vida adulta. A confusão mental de Alice ao crescer e diminuir diversas vezes durante o livro e sua dúvida em não saber exatamente quem é representariam a adolescência, por exemplo.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh3.googleusercontent.com/-1fIKIS6414Y/TX0S_oojwAI/AAAAAAAAAkM/-w6m9vMZ85Q/s1600/picture_19.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="182" src="https://lh3.googleusercontent.com/-1fIKIS6414Y/TX0S_oojwAI/AAAAAAAAAkM/-w6m9vMZ85Q/s400/picture_19.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: #6aa84f;"&gt;Os caçadores de bruxa ligam a obra ao lado obscuro da vida pessoal de Carroll que tinha o hábito duvidoso de fotografar meninas, entre 8 e 12 anos, nuas, seminuas ou em poses "estranhas" para se dizer o mínimo&lt;/span&gt;. Isso mesmo pessoal, para aqueles que ficavam horrorizados com alguns costumes de Michael Jackson, saibam que, em 1865, Carroll declarava abertamente que preferia a companhia de crianças; mais exclusivamente garotas. Cartas entre o autor e algumas meninas com quem ele se relacionava foram publicadas no livro “Cartas às Suas Amigas” e revelam um grau de intimidade no mínimo estranho.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;a href="https://lh5.googleusercontent.com/-iT4WkMJoJ7M/TX0TBD6HH9I/AAAAAAAAAkU/TbfFWQ-rFQg/s1600/bp17-13e.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="217" src="https://lh5.googleusercontent.com/-iT4WkMJoJ7M/TX0TBD6HH9I/AAAAAAAAAkU/TbfFWQ-rFQg/s320/bp17-13e.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;Poucas fotos restaram para registrar para a história a estranha obsessão do autor&lt;/span&gt;; a maioria dos retratos foi destruída por ele, revelando uma certa parcela de culpa posterior.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Relatos afirmam que Lewis se sentia constrangido por esse hábito e só fotografava as meninas com a permissão das mães ou dos responsáveis pelas crianças.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Acredito que tudo que se fala sobre o livro tem sua parcela de verdade, menos a leitura ingênua de que ele é apenas uma obra dedicada ao público infantil.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Carroll, assim como todos nós, era humano, e tinha o direito a ser vil e permissivo na sua intimidade - o que contrasta um pouco com a nossa visão de que todo gênio de qualquer coisa tem que ser também um exemplo irrepreensível de conduta.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Lendo e relendo trechos de “Alice no país das Maravilhas” chego a conclusão que é exatamente o mistério que incomoda a nós adultos e a simplicidade da “não explicação” que encanta as crianças. Uma obra completa que prende gerações por motivos diferentes.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Se tivesse uma pergunta para fazer para seu autor&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;certamente não seria relacionada ao sentido real da obra ou à suas polêmicas e controversas predileções, esse é um charme que pertence ao mito do livro e não merece ser solucionado, mas sim: qual a resposta para o enigma do chapeleiro?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34304786-3841067343390938800?l=lettherebemorelight.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lettherebemorelight.blogspot.com/feeds/3841067343390938800/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34304786&amp;postID=3841067343390938800&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34304786/posts/default/3841067343390938800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34304786/posts/default/3841067343390938800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lettherebemorelight.blogspot.com/2011/03/alice-e-o-enigma-de-lewis-carrol.html' title='Alice e o Enigma de Lewis Carrol'/><author><name>Armando Teixeira Junior</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SeZbPNUuv2I/AAAAAAAAAAg/ZH4nluxUvbo/S220/Orkut.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh5.googleusercontent.com/-7YGlrBG9hPA/TX0TAayCbAI/AAAAAAAAAkQ/-76e7x3pUUc/s72-c/Alice.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34304786.post-7924716763053987270</id><published>2011-03-06T10:38:00.006-03:00</published><updated>2011-03-28T21:58:11.628-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Um Brasil sem Brasileiros</title><content type='html'>&lt;span style="color: lime;"&gt;Texto publicado originalmente em 12 de março de 2009&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: lime;"&gt; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;a href="https://lh3.googleusercontent.com/-iodY5JSH9aE/TXON0Zzax4I/AAAAAAAAAkE/C9cpfjsx3Zc/s1600/brasil.bmp" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="https://lh3.googleusercontent.com/-iodY5JSH9aE/TXON0Zzax4I/AAAAAAAAAkE/C9cpfjsx3Zc/s320/brasil.bmp" style="color: #d9ead3;" width="320" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="color: #b6d7a8;"&gt;Brasil!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #b6d7a8;"&gt;Meu Brasil Brasileiro&lt;br /&gt;Mulato inzoneiro&lt;br /&gt;Vou cantar-te nos meus versos&lt;br /&gt;Brasil, samba que dá&lt;br /&gt;Bamboleio, que faz gingar&lt;br /&gt;O Brasil do meu amor&lt;br /&gt;Terra de Nosso Senhor...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #b6d7a8;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #b6d7a8;"&gt;(Ary Barrosso) &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Recentemente parei para analisar com mais calma as linhas deste espaço reservado a cultura, e sinceramente... Fiquei com raiva de quem escreve!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Cadê a musica nacional ? Cinema Nacional ? Literatura nacional ? Sem intenção acabei engrossando a lista daqueles que desprezam a rica cultura tupiniquim e exaltam a produção estrangeira. Está por aqui mas em minoria em relação aos colegas além fronteira.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Não pretendo agora me tornar um patriota extremista, longe disso. Não vou ignorar que muita coisa de qualidade surge lá fora e tem que ser mostrada, mas o que me incomoda é que fica a sensação que enxergamos a grama do vizinho sempre mais verde.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Vivemos uma época, onde principalmente a juventude cosmopolita, não conhece a cultura brasileira. Quando assistimos no noticiário neonazistas espancando um grupo de garotos emocore, devemos nos perguntar: aonde surgiu isso? Não criamos a suástica nem seus preconceitos e ainda por cima importamos um “movimento” que virou febre entre nossos adolescentes, que agora se vestem de preto e falam sobre rock sensível, sem saber as origens disso tudo. No Brasil colhemos os frutos do quintal alheio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh4.googleusercontent.com/-oK-Bg9kjdVQ/TX6WTKc9beI/AAAAAAAAAlA/jwFADIDb4-8/s1600/tropicalia.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="https://lh4.googleusercontent.com/-oK-Bg9kjdVQ/TX6WTKc9beI/AAAAAAAAAlA/jwFADIDb4-8/s320/tropicalia.jpg" width="216" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; E isso não é de agora. Com exceção talvez da Bossa Nova, da Tropicália e da Jovem Guarda, nenhum grande movimento nacional se tornou tão popular quanto os internacionais que aqui desembarcaram. O punk, o grunge, o metal, todos esses movimentos de DNA estrangeiro já tiveram seus grandes momentos em terras brasileiras, e muitos deles continuam a manter alguns fiéis seguidores espalhados aqui e ali.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O mais preocupante é que as principais “vítimas” desse processo de internacionalização em terras nacionais são aqueles que teoricamente tem mais acesso a cultura. Os moradores das grandes capitais, ou das regiões Sul e Sudeste, as classes A e B, são os primeiros a adotar novos modismos e firulas em língua estrangeira, a colocar entre os mais vendidos o livro do escritor inglês fulano e a ouvir no último o som techno-eletro-dance dos franceses. Se um dia a guerra cultural apertar temos ainda alguns abrigos seguros como o Norte e o Nordeste que ainda resistem de certa forma aos estrangeirismos à base de muito Forró, Axé e Baião. Talvez a Lapa e alguns redutos do samba.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ás vezes, esquecemos de algumas referências indiscutíveis que possuímos. Porque supervalorizamos Bob Dylan, se temos Chico Buarque de Hollanda? Um trovador tão competente quanto; ainda em atividade, com uma produção musical indiscutível, ótimas peças de teatro e quatro livros lançados.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; E por falar em livro, por quê é chato ler Machado de Assis e é tão bom ler Shakespeare? Alguém por aí já ouviu falar de João Antônio? Enquanto Jack Kerouac viaja pelos subúrbios dos E.U.A em “On The Road”, João Antônio fala sobre nossa ralé, guardadores de carros, viradores, prostitutas, leões-de-chácara, e jogadores de sinuca em uma prosa rica e elaborada.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;a href="https://lh6.googleusercontent.com/-HFdBGQjN5OY/TX6WTmbZLSI/AAAAAAAAAlI/Xwglka-W7YY/s1600/sa%252Crodrix.jpeg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="212" src="https://lh6.googleusercontent.com/-HFdBGQjN5OY/TX6WTmbZLSI/AAAAAAAAAlI/Xwglka-W7YY/s320/sa%252Crodrix.jpeg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ah! E ainda tem aqueles que se recusam a enxergar o óbvio! Por que a bonitinha roqueira que hoje se destaca entre os jovens “indie”(mais uma forma estrangeira de falar “independente), fala tanto em inglês e canta lendas do folk rock e southern rock ?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;a href="https://lh3.googleusercontent.com/-mCi-JN9TaXk/TX6WT2P5umI/AAAAAAAAAlM/egA3b-uE-L4/s1600/secos.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="https://lh3.googleusercontent.com/-mCi-JN9TaXk/TX6WT2P5umI/AAAAAAAAAlM/egA3b-uE-L4/s1600/secos.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Simples porque não sabe ou se recusa a entender que aqui tivemos, por exemplo, &lt;span style="color: #38761d;"&gt;Sá, Rodrix e Guarabira, &lt;/span&gt;que faziam por essas bandas o mesmo que Crosby, Still and Nash faziam lá fora. Pink Floyd, Emerson Lake and Palmer, e tantas outras bandas de talento indiscutível faziam experimentações e criavam um rock tão psicodélico quanto os Mutantes e o &lt;span style="color: #38761d;"&gt;Secos e Molhados&lt;/span&gt;. Se os ingleses tem o chamado Brit-Pop, temos o suburbano Mangue-Beat.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Não vou falar de Bossa Nova, que é covardia. Todos sabem que até os gringos se ajoelharam ao violão de João Gilberto, ao Piano de Jobim, a bateria de Milton Banana e a poesia de Vinícius.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; E o cinema ? Claro muitos cinéfilos falam de boca cheia de Rosselini, Pasolini, Truffaut e esquecem &lt;span style="color: #38761d;"&gt;Glauber Rocha&lt;/span&gt;. Assista “Deus e o Diabo na Terra do Sol” para ver uma aula de cinema sem recursos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh3.googleusercontent.com/-bDa0Zihf8pY/TX6WTU0jNVI/AAAAAAAAAlE/W23inrZW4M4/s1600/glauber-rocha.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="https://lh3.googleusercontent.com/-bDa0Zihf8pY/TX6WTU0jNVI/AAAAAAAAAlE/W23inrZW4M4/s320/glauber-rocha.jpg" width="256" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Alguns brasileiros desenvolveram também o hábito de serem preconceituosos com a produção nacional. Muitos torcem o nariz para música sertaneja raiz, baião, axé, pagode e tantos outros gêneros que não são “cool” o bastante para a galera que houve emocore, rock e pop. Outros se entregam ao “cinema-pipoca-acéfalo-sem conteúdo”, mas cheio de efeitos especiais, em detrimento das produções nacionais que obviamente se apresentam mais modestas e sem as parafernalhas de Hollywood. Perderam nos últimos anos, por exemplo, os ótimos “Amarelo Manga”, “O Homem que Copiava”, “O Cheiro do Ralo”, “Cinema,Urubus e Aspirinas”&amp;nbsp; entre outros.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Por isso precisamos que os brasileiros salvem o Brasil. Que tenham orgulho de Tião Carreiro, um monstro da viola que inventou a música sertaneja que conhecemos hoje. Que lembrem de Glauber Rocha, de Machado de Assis e os respeitem, que os indiquem aos seus melhores amigos. Precisamos de novos Gonzagas e Buarques na música, escritores como Lima Barreto, poetas como Manuel Bandeira, uma nova safra para encher de orgulho o brasileiro desmotivado que olha para fora quando pensa em cultura. Não podemos continuar vivendo no Brasil sem sermos brasileiros em primeiro lugar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Encerro com a licença poética de Vinicíus. A bênção Cartola, Pixinguinha, Noel. A bênção Jorge Amado, Graciliano Ramos e Mario Quintana. A benção Nelson Pereira dos Santos, Anselmo Duarte, Fernando Meirelles e Walter Salles. Saravá ! A benção que eu vou partir !&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34304786-7924716763053987270?l=lettherebemorelight.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lettherebemorelight.blogspot.com/feeds/7924716763053987270/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34304786&amp;postID=7924716763053987270&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34304786/posts/default/7924716763053987270'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34304786/posts/default/7924716763053987270'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lettherebemorelight.blogspot.com/2011/03/um-brasil-sem-brasileiros.html' title='Um Brasil sem Brasileiros'/><author><name>Armando Teixeira Junior</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SeZbPNUuv2I/AAAAAAAAAAg/ZH4nluxUvbo/S220/Orkut.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh3.googleusercontent.com/-iodY5JSH9aE/TXON0Zzax4I/AAAAAAAAAkE/C9cpfjsx3Zc/s72-c/brasil.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34304786.post-2435885195381177701</id><published>2011-03-06T10:18:00.000-03:00</published><updated>2011-03-06T10:18:18.818-03:00</updated><title type='text'>O Lutador</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:WordDocument&gt;   &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:Compatibility&gt;    &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;    &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;    &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;    &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:BrowserLevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt; /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable {mso-style-name:"Tabela normal"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-parent:""; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin:0cm; mso-para-margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:10.0pt; font-family:"Times New Roman";}&lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="color: lime;"&gt;Texto originalmente publicado em 3 de março de 2009&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh4.googleusercontent.com/-mzvZrq9uuek/TXOHpDeoiQI/AAAAAAAAAkA/O6GJHIdbOpY/s1600/poster_wrestler.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="https://lh4.googleusercontent.com/-mzvZrq9uuek/TXOHpDeoiQI/AAAAAAAAAkA/O6GJHIdbOpY/s320/poster_wrestler.jpg" width="216" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;i style="color: #d9ead3;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="color: #d9ead3;"&gt;"O maior prazer na vida consiste em fazer aquilo que os outros dizem que não se consegue fazer."&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="color: #d9ead3;"&gt;- Walter Bagehot &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Sem grandes pretensões acabei por assistir ao filme “O Lutador”, aclamado pela campanha publicitária duvidosa como “A ressureição de Mickey Rourke” e tive uma grata surpresa. Não que o filme não seja dependente da interpretação quase que autobiográfica do ex-galã de “9 ½ s Semanas de Amor” que encarna, no sentido literal da palavra, o lutador veterano Randy “The Ram” Robinson, mas a obra como um todo funciona por mostrar o declínio de uma carreira vitoriosa de forma sensível sem nunca apelar para o sentimentalismo exagerado.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Lutadores que superam tudo pelo amor ao ringue sempre foram temas de filmes vitoriosos e redentores, o ápice do gênero foi atingido com o Oscar concedido a “Rock, Um Lutador”. Um bom filme, mas xtremamente superestimado, o longa levou seu protagonista Sylvester Stallone ao estrelato imediato e gerou continuações que não chegam aos pés do original. Bem diferente é a história de “O Lutador”, que não mostra a ascensão de seu protagonista, mas seu declínio.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Ídolo na década de 80, o personagem de Rourke, sofre com a idade, está falido e sem dinheiro, mas ainda colhe os louros de sua fama sendo adorado pelos lutadores mais jovens e pelos fãs que ainda relembram seu sucesso em lutas quase anônimas nos finais de semana.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Com a câmera na mão o diretor Daren Aranofsky, acompanha Randy de uma forma intimista, como se estivesse sempre próximo ao lutador, por trás de seus ombros ou alguns passos a sua frente, a câmera segue seu olhar e sem perceber estamos observamos o mundo da personagem central e toda atração que ele exerce.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;O declínio tem inicio quando Randy sofre um ataque cardíaco após uma violenta luta e é obrigado a deixar os ringues. De forma desajeitada o ex-lutador tenta se adaptar a sua nova realidade, arruma emprego como atendente em uma loja local e passa a tentar uma reaproximação com sua filha.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;a href="https://lh3.googleusercontent.com/-xEJ6WnDW0C0/TXOHoaM6vRI/AAAAAAAAAj8/A5jJF3tz-AY/s1600/mickey_rourke_and_marisa_tomei_in_the_wrestler.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="203" src="https://lh3.googleusercontent.com/-xEJ6WnDW0C0/TXOHoaM6vRI/AAAAAAAAAj8/A5jJF3tz-AY/s320/mickey_rourke_and_marisa_tomei_in_the_wrestler.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;Em um mundo claramente masculino, Randy só encontra palavras de conforto com Cassydy, uma stripper vivida por Marisa Tomei, que consegue entender as dificuldades de ressocialização do lutador.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Após algumas tentativas bem sucedidas de adaptação, o inevitável acontece, Randy não resiste a atração do ringue e cede a um retorno quase suicida que implode sua recém conquistada vida social. Sem nenhum julgamento de valores o filme fala sobre paixão e humanidade, sobre o tempo, sobre a passagem da vida&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;e sobre como o ser humano não está preparado para lidar com tudo isso.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Se engana quem pensa que o filme é somente uma mensagem de superação ou lição de moral. Longe disso.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Ele fala sobre como todos estamos sujeitos a crueldade do tempo, não só Randy, mas Cassydy também sofre ao não conseguir clientes, que preferem outras strippers mais novas. Fala sobre a incomunicabilidade do ser humano, que sempre machuca as pessoas que mais ama e também sobre paixão, esse sentimento que toma de forma incontrolável nosso sistema nervoso central e nos faz correr riscos e superar limites.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;“ O único lugar em que me machuco é lá fora”&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;fala Randy ao retornar aos ringues. E de certa forma todos concordamos com ele, mesmo o infarto sofrido no inicio do longa, acontece nos bastidores, fora do ringue. Acostumado a vencer Randy fracassa com a filha e com a mulher que ama por não conseguir se desvencilhar de sua paixão pela luta livre.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Conduzido com uma trilha sonora rock´n´roll nos momentos mais autodestrutivos de Randy, a última luta fecha o longa com “Sweet Child O Mine” do Gun´s n´ Roses e oferece a todos o sentimento de que, na vida, não podemos fugir do que realmente somos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34304786-2435885195381177701?l=lettherebemorelight.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lettherebemorelight.blogspot.com/feeds/2435885195381177701/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34304786&amp;postID=2435885195381177701&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34304786/posts/default/2435885195381177701'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34304786/posts/default/2435885195381177701'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lettherebemorelight.blogspot.com/2011/03/o-lutador.html' title='O Lutador'/><author><name>Armando Teixeira Junior</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SeZbPNUuv2I/AAAAAAAAAAg/ZH4nluxUvbo/S220/Orkut.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh4.googleusercontent.com/-mzvZrq9uuek/TXOHpDeoiQI/AAAAAAAAAkA/O6GJHIdbOpY/s72-c/poster_wrestler.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34304786.post-219110737452405321</id><published>2011-03-06T09:53:00.002-03:00</published><updated>2011-03-06T09:56:57.503-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>A Morte de Bob Dylan</title><content type='html'>&lt;div style="color: #f3f3f3;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="tituloNoticia"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="color: lime;"&gt;Texto publicado originalmente em 31 janeiro de 2009&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #f3f3f3;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="tituloNoticia"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="color: lime;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #f3f3f3; text-align: left;"&gt;&lt;a href="https://lh6.googleusercontent.com/-HHg2JJpW-bA/TXODlbAJ9CI/AAAAAAAAAj4/pnXrj_9Q86A/s1600/Bob+Dylan+-+01.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="https://lh6.googleusercontent.com/-HHg2JJpW-bA/TXODlbAJ9CI/AAAAAAAAAj4/pnXrj_9Q86A/s320/Bob+Dylan+-+01.jpg" style="background-color: #b6d7a8;" width="212" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: black; color: #f3f3f3; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #f3f3f3; text-align: left;"&gt;&lt;div style="color: #b6d7a8;"&gt;The line it is drawn&lt;br /&gt;The curse it is cast&lt;br /&gt;The slow one now&lt;br /&gt;Will later be fast&lt;br /&gt;As the present now&lt;br /&gt;Will later be past&lt;br /&gt;The order is&lt;br /&gt;Rapidly fadin'.&lt;br /&gt;And the first one now&lt;br /&gt;Will later be last&lt;br /&gt;For the times they are a-changin'.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: white; color: #b6d7a8;"&gt;&lt;span style="background-color: black;"&gt;(The Times They are Changing, Bob Dylan)&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #f3f3f3; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #f3f3f3;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #f3f3f3;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #f3f3f3;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #f3f3f3;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #f3f3f3;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #f3f3f3;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="tituloNoticia"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Ao olhar descrente para a produção musical  atual, sem forma ou conteúdo e sobrevivendo aos trancos com meia dúzia  de talentos que produzem um disco a cada seis anos, imagino, com certo  pieguismo admito, a vida que não vivi nas décadas passadas. Décadas onde  grandes artistas surgiam em pencas e gravavam dois álbuns por ano, com  medo que a próxima guerra ou revolução destruísse o mundo. Décadas onde  nasceram ídolos mortais que duram até hoje como referência sem serem  substituídos ou destronados por gerações e mais gerações de músicos que  jogaram a toalha e gritaram: Desisto! &lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; O mito é eterno meus amigos, mas a carne é mortal. A cada dia assistimos  ,pouco a pouco, os “reis” de nosso tempo morrerem sem um herdeiro  direto para seu trono. Esse súbito amargor me fez refletir esta semana  sobre o dia em que o mundo da música amanhecerá diferente, usando o mais  cafona dos clichês. Para mim, este dia seria assim. &lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; Hoje sexta-feira dia 6 de fevereiro de 2015 morre a música norte-americana. &lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; Nascido longe de onde deveria, se mudou para a rua muito jovem onde foi  adotado por Muddy Waters que o ensinou como não cantar suas músicas.  Atravessou os Estados Unidos e leu On the Road, antes de ser escrito por  Jack Kerouac. Passou a tocar tamborim em 1963, o que lhe rendeu o  apelido de Mr. Tambourine Man. &lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; Uma fixação crescente pelo circo fez com que se tornasse mágico criando o truque de cantar com uma gaita na boca. &lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; Cantou Blowing in The Wind. &lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; Compôs mais de 800 bandas e 38 estilos. &lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; Não criou nenhuma música sozinho. Wood Guthrie passou a morar com ele no  início de sua carreira dividindo o lado esquerdo de seu cérebro com  mais 40 músicos desconhecidos de Minesotta. &lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; Liderou um motim ao explodir o Festival Folk de Newport em 25 de julho  de 1965, usando apenas uma guitarra elétrica. Na Highway 61 foi chamado  de Judas, por uma pitonisa que percebeu que a salvação dependia de sua  traição aos puritanismos desplugados da época. &lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; Imaginou tão forte uma voz feminina para cantar suas composições que deu  vida a uma cantora imaginária chamada Joan Baez, que até hoje aparece  em alucinações coletivas tocando um violão à capela. Em 1966 sofreu uma  tentativa de assassinato, quando um acidente de moto em Desolation Road,  impediu que sozinho vencesse os 4 de Liverpool na Guerra Fria entre  E.U.A e U.K. , que dividia a hegêmonia da música mundial na época. &lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; Reuniu um conjunto de músicos que ficou conhecido como "The Band", neologismo que passou a ser sinônimo de grupo musical. &lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; Casou-se todas as vezes que podia e se divorciou o mínimo possível.  Converteu-se ao cristianismo em 1977 confundindo os fiéis que o seguiam.  Em 1981 abandona o gospel e é reconvertido a música. Volta a tocar em  bandas junto ao Grateful Dead e ao Traveling Wilburys trazendo a tona  antigos vícios. &lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; Na década de 90 ao comemorar 30 anos de carreira volta a usar folk,  country e outros analgésicos que diminuíam a dor de cabeça do mundo. A  partir de 2000 sua carreira volta ao topo das paradas. Viaja no cinema  de Scorcese e expõe 174 aquarelas pintadas em 1994. Foi internado semana  passada e lutou contra o vício crônico da composição que manteve até  suas horas finais. Robert Allen Zimermman morreu aos 74 anos , sem que  as enfermeiras reconhecessem seu nome no prontuário. &lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; No enterro, Mick Jagger cantou Like a Rolling&lt;/span&gt;              Stone para uma multidão comovida.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34304786-219110737452405321?l=lettherebemorelight.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lettherebemorelight.blogspot.com/feeds/219110737452405321/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34304786&amp;postID=219110737452405321&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34304786/posts/default/219110737452405321'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34304786/posts/default/219110737452405321'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lettherebemorelight.blogspot.com/2011/03/morte-de-bob-dylan.html' title='A Morte de Bob Dylan'/><author><name>Armando Teixeira Junior</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SeZbPNUuv2I/AAAAAAAAAAg/ZH4nluxUvbo/S220/Orkut.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh6.googleusercontent.com/-HHg2JJpW-bA/TXODlbAJ9CI/AAAAAAAAAj4/pnXrj_9Q86A/s72-c/Bob+Dylan+-+01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34304786.post-8961101189979465781</id><published>2011-03-06T09:33:00.001-03:00</published><updated>2011-03-06T09:37:19.215-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>O Dia do Coringa</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh3.googleusercontent.com/-Rws42jc3l7A/TXN_4qwtSvI/AAAAAAAAAj0/SHH0xBZDbiE/s1600/heath-ledger-joker.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="https://lh3.googleusercontent.com/-Rws42jc3l7A/TXN_4qwtSvI/AAAAAAAAAj0/SHH0xBZDbiE/s320/heath-ledger-joker.jpg" width="266" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;i style="color: lime;"&gt;(texto publicado originalmente em 30 de janeiro de 2009)&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #b6d7a8;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;"....Podemos dizer, de braços abertos, que existimos. Mas logo somos colocados de lado e enfiados no saco das&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #b6d7a8;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;trevas da história.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #b6d7a8;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Pois somos criaturas sem retorno.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #b6d7a8;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Somos parte de um eterno baile de máscaras, em que os mascarados vêm e se vão. Só acho que mereceríamos&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #b6d7a8;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;coisa melhor,....&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #b6d7a8;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;....Nenhuma outra pergunta me vem à cabeça com mais freqüência do que essa.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #b6d7a8;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Como Sócrates, também eu poderia dizer: "Sei que nada sei". Mas tenho certeza absoluta de que um curinga&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #b6d7a8;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;continua perambulando pelo mundo. Ele se encarregará de não permitir que o mundo se acomode. A qualquer&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #b6d7a8;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;momento, e em qualquer parte, pode aparecer um pequeno bobo da corte usando um barrete e uma roupa cheia&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #b6d7a8;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;de guizos tilintantes. Ele nos olhará nos olhos e nos perguntará:&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #b6d7a8;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;"Quem somos? De onde viemos?"...."&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #b6d7a8;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #b6d7a8;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Jostein Gardner, O Dia do Curinga.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #f3f3f3;"&gt;No dia 22 de fevereiro o Kodak Theather, em Los Angeles, terá por algumas horas a atenção de milhões de telespectadores no mundo todo. O dia destinado a maior e mais importante festa do cinema no ano, receberá em seu tapete vermelho inúmeras estrelas: atores, atrizes, diretores e realizadores que em 2008 encantaram platéias com o "ilusionismo" da sétima arte.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #f3f3f3;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #f3f3f3;"&gt;E apesar de todos os preparativos e todo o cuidado para que a 81° edição do Oscar seja perfeita, uma poltrona estará incomodamente vazia na noite mais glamourosa do cinema. Em um prêmio considerado de segunda grandeza na constelação de estatuetas douradas da noite, é impossível ignorar a ausência de Heath Ledger entre os candidatos a melhor ator coadjuvante da noite. Encontrado morto na manhã do&amp;nbsp; dia 22 de janeiro do ano passado em seu apartamento em Nova York,&amp;nbsp; Ledger era considerado um talento promissor da nova geração de atores.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #f3f3f3;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #f3f3f3;"&gt;Sua visceral interpretação do vilão Coringa no filme "Cavaleiro das Trevas" já recebeu o Globo de Ouro deste ano desbancando ótimas atuações como a de Josh Brolin em "Milk" e a de Phillip Seymour Hoffman em "Doubt", consideradas favoritas até então.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #f3f3f3;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #f3f3f3;"&gt;Heath Ledger já havia demonstrado seu potencial na ousada interpretação de Ennis Del Mar, o cowboy homossexual de "O Segredo de Brokeback Mountain", filme de Ang Lee, que garantiu a Ledger a indicação ao Oscar e ao Globo de Ouro de Melhor Ator, e também os prêmios das Associações de Críticos de Cinema de Nova York e São Francisco.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #f3f3f3;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #f3f3f3;"&gt;Sua indicação neste ano é&amp;nbsp; uma grata surpresa por se tratar de um papel pouco valorizado pela crítica de cinema em geral. Os "filmes de fantasia" costumam receber inúmeras indicações técnicas mas seus atores raramente são levados a sério; justamente por isso a indicação de Ledger pelo vilão de uma das mais populares histórias em quadrinhos de todos os tempos merece destaque.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #f3f3f3;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #f3f3f3;"&gt;O ator se isolou em um quarto de hotel na pré-produção de “O Cavaleiro das Trevas” para compor o perfil e os detalhes da personalidade do Coringa. Durante pouco mais de um mês o ator aperfeiçoou a postura, o tom de voz e os olhares da personagem, escrevendo um diário sobre os sentimentos e emoções do Coringa para utilizar durante as filmagens. O resultado foi assustador.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #f3f3f3;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #f3f3f3;"&gt;O diretor Christopher Nolan responsável pela direção de “Batman Begins” e “O Cavaleiro das Trevas” imaginou desde o início uma adaptação mais adulta e sombria do herói, sem imaginar que em seu segundo longa o vilão roubaria a cena.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #f3f3f3;"&gt;Ledger que surgiu como um astro&amp;nbsp; em produções adolescentes como “10 Coisas que eu Odeio em Você” e&amp;nbsp; “Coração de Cavaleiro” não se acomodou e lutou para ser respeitado e reconhecido como ator, encarou papéis difíceis&amp;nbsp; e sofreu com a fama repentina. Antes de ser encontrado morto, o ator vivia uma vida pessoal conturbada, era dependente de remédios antidepressivos e se recuperava da recente separação em seu casamento com a atriz Michelle Willians, com quem teve uma filha, Matilda.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #f3f3f3;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #f3f3f3;"&gt;Marcado desde o nascimento, Ledger recebeu seu primeiro nome em homenagem a um dos personagens de “O Morro dos Ventos Uivantes”(Wuthering Heighs) de Emily Bronte, livro predileto de sua mãe; como se nascesse naquele dia o personagem de um drama que terminaria cedo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #f3f3f3;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #f3f3f3;"&gt;Em seu último papel parecia a vontade com a responsabilidade de ser um coringa. Um bobo na corte de Hollywood, um ponto de interrogação em busca de uma resposta. A consagração póstuma e o reconhecimento pelo seu ótimo trabalho veio no dia 22 de fevereiro exatamente um ano e um mês após sua morte. A data mais importante do cinema no ano foi também o dia do coringa. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34304786-8961101189979465781?l=lettherebemorelight.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lettherebemorelight.blogspot.com/feeds/8961101189979465781/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34304786&amp;postID=8961101189979465781&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34304786/posts/default/8961101189979465781'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34304786/posts/default/8961101189979465781'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lettherebemorelight.blogspot.com/2011/03/o-dia-do-coringa.html' title='O Dia do Coringa'/><author><name>Armando Teixeira Junior</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SeZbPNUuv2I/AAAAAAAAAAg/ZH4nluxUvbo/S220/Orkut.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh3.googleusercontent.com/-Rws42jc3l7A/TXN_4qwtSvI/AAAAAAAAAj0/SHH0xBZDbiE/s72-c/heath-ledger-joker.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34304786.post-7213098262049457618</id><published>2009-11-25T21:57:00.004-02:00</published><updated>2009-11-25T22:05:23.892-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><title type='text'>Poema Sujo - Ferreira Gullar</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/Sw3DrLU8gZI/AAAAAAAAAi4/7UHyhgcVgx4/s1600/1225814170_gullar_literal.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/Sw3DrLU8gZI/AAAAAAAAAi4/7UHyhgcVgx4/s400/1225814170_gullar_literal.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Entre muitos poetas que admiro, Ferreira Gullar se destaca por ter sobrevivido ao tempo. E de forma literal. Sua obra mais aclamada “Poema Sujo” completou este ano seu 33° aniversário, enquanto seu autor já contabiliza 79 velinhas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Diferente de muitos outros autores que deixaram seu legado e agora colhem apenas as homenagens póstumas pelo seu trabalho, José Ribamar Ferreira ainda hoje é tão vivo quanto as massas de carne dentro do microvestido rosa que causaram furor e euforia há algumas semanas em um espaço universitário.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;É triste perceber como no Brasil críamos notícia com qualquer coisa, até com o absurdo. Preferia ver nos noticiários a chamada: “Grande tumulto causado pela presença de Ferreira Gullar em debate literário da universidade X”, mas ao invés disso, semanas depois do fato bizonho, abro a página de um grande portal da Internet e vejo a figura da loira que usou uma peça de roupa mais curta que o bom senso e agora sorri para as lentes de um fotógrafo dando uma entrevista monossilábica sobre sua recente fama. Talvez no dia de sua morte o poeta receba por um dia os holofotes.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/Sw3Do7HT6xI/AAAAAAAAAiw/4PmhgPaKsY8/s1600/m_vestido_96dfe96df350bb0748806d57715e0703.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/Sw3Do7HT6xI/AAAAAAAAAiw/4PmhgPaKsY8/s320/m_vestido_96dfe96df350bb0748806d57715e0703.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Não escolhi a ex-anônima Geyse para ilustrar este texto à toa. Relendo “Poema Sujo” percebi que a força incontrolável das palavras que brotam neste poema longo usam e abusam do impacto da hipocrisia da sociedade, hipocrisia vista em doses fartas no episódio da estudante que foi hostilizada por vestir uma roupa considerada "muito curta".&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Ferreira Gullar utiliza suas memórias vividas em São Luís do Maranhão para construir um texto ambíguo extremamente pessoal e ao mesmo tempo coletivo. Suas experiências pessoais se sobressaltam em um mosaico descritivo cheio de cenas e cenários impactantes que descrevem não só sua vida, mas capítulos que todos nós vivenciamos uma hora ou outra de nossa existência.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;A linguagem “suja” que permeia as páginas da obra foi escolhida cirurgicamente para causar desconforto e dar um tapa na cara da sociedade que finge ser o que não é.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Perceba que a palavra “vagina” pode ser utilizada mil vezes em um livro de biologia sem causar estranhamento, mas basta utilizá-la uma vez em uma obra literária para causar no mais pudico leitor aquela sensação de obra perniciosa que deve ser lida escondida em baixo da cama.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/Sw3F78xyCzI/AAAAAAAAAjA/-SZdXns1luA/s1600/21296338_4.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/Sw3F78xyCzI/AAAAAAAAAjA/-SZdXns1luA/s320/21296338_4.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #38761d;"&gt;“Tua gengiva igual a tua bocetinha que parecia sorrir entre as folhas de banana entre os cheiros de flor e bosta de porco aberta como uma boca do corpo...”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;Vemos bucetas diariamente, na televisão, em sites, em revistas, na nossa cama esperando pelo coito, em nossa imaginação despimos a mulher mais próxima; e para não correr o risco de ser machista ou sexista as mulheres também vêem e imaginam pintos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Basta ilustrar em palavras que tudo parece errado, imoral e certamente engorda.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Muito do charme de &lt;span style="color: #38761d;"&gt;“Poema Sujo”&lt;/span&gt; está aí. Da linguagem mais poética ao termo mais ordinário, tudo é utilizado em prol das sensações.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;E quanto a Geyse? Bem é o retrato que nossa sociedade continua hipócrita. Se ela pertencesse a uma minoria estaríamos vivenciando uma tragédia ainda maior, ou alguém dúvida que a história do “vestido curto” se tornaria rapidamente outra caso se sua protagonista fosse negra, homossexual, pobre, usuária de maconha... etc...etc...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Estamos ficando chatos e tacanhos, proibimos ao invés de liberar, vide o cigarro. Nossa juventude que antes lutava pela liberdade libertária hoje se resigna a defender uma pseudo-moralidade que decide o que o outro vestir - tudo isso em um ambiente universitário, que na teoria deveria ser o palco da liberdade individual.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Vergonhoso em um país aonde crianças iniciam sua vida sexual aos 12 anos por falta de uma educação coerente ver um monte de marmanjos brigando por uma mini-saia que esconde o que Ferreira Gullar já escancarava entre folhas de bananeira em seus poemas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Não defendo aqui nenhuma forma de imoralidade, nenhuma bandeira feminista, nenhuma bandeira machista, nenhuma forma de anarquia ou coisa do tipo, mas um pouco de bom senso coletivo não faria mal.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Quanto a ver Geise nos noticiários... já deu né ?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Para encerrar vamos ver mais uma das vaginas de &lt;span style="color: #274e13;"&gt;Ferreira Gullar&lt;/span&gt;, sem mini saia, escancarada para seu público meter a mão.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #38761d; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/Sw3Dlty0oXI/AAAAAAAAAio/c9LTK42wulQ/s1600/ju302pg05a.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/Sw3Dlty0oXI/AAAAAAAAAio/c9LTK42wulQ/s320/ju302pg05a.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;“...e as palavras, &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #38761d; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;e as mentiras&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #38761d; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;e os carinhos mais doces mais sacanas&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #38761d; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;mais sentidos&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #38761d; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;para explodir como uma galáxia &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #38761d; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;de leite&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #38761d; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;no centro de tuas coxas no fundo&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #38761d; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;de tua noite ávida&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #38761d; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;cheiros de umbigo e de vagina&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #38761d; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;graves cheiros indecifráveis&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #38761d; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;como símbolos...”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34304786-7213098262049457618?l=lettherebemorelight.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lettherebemorelight.blogspot.com/feeds/7213098262049457618/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34304786&amp;postID=7213098262049457618&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34304786/posts/default/7213098262049457618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34304786/posts/default/7213098262049457618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lettherebemorelight.blogspot.com/2009/11/poema-sujo-ferreira-gullar.html' title='Poema Sujo - Ferreira Gullar'/><author><name>Armando Teixeira Junior</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SeZbPNUuv2I/AAAAAAAAAAg/ZH4nluxUvbo/S220/Orkut.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/Sw3DrLU8gZI/AAAAAAAAAi4/7UHyhgcVgx4/s72-c/1225814170_gullar_literal.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34304786.post-5002917808796759424</id><published>2009-11-17T20:12:00.005-02:00</published><updated>2009-11-17T20:22:01.706-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>Em defesa do Ecletismo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_fAcjnS4lIfM/SwMhP5hhJmI/AAAAAAAAAMA/oAwjKH8Z_Cc/s1600/CDs_01_400px.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_fAcjnS4lIfM/SwMhP5hhJmI/AAAAAAAAAMA/oAwjKH8Z_Cc/s400/CDs_01_400px.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5405200534797887074" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:smarttagtype namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" name="PersonName"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt; 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&lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-ansi-language:#0400;  mso-fareast-language:#0400;  mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Boa noite amigos leitores. Sei que há tempos não escrevo aqui e isso se deve a uma pequena confusão minha e do Japa na ordem de publicação e, admito, a um esquecimento meu há algumas semanas. Também tenho que confessar que não ando lendo ou assistindo, ou mesmo ouvindo, algo que possa considerar relevante.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;No entanto, li recentemente um texto no Blog da &lt;a href="http://lucianasabbag.wordpress.com/2009/03/01/la-mome-piaf/"&gt;Luciana Sabbag&lt;/a&gt; sobre Edith Piaf e, nos comentários, uma crítica aos que se dizem ecléticos. Explico. Luciana escreve sobre a intérprete francesa e se diz eclética, citando outros artistas que também gosta de ouvir. Nos comentários, uma senhorita afirma que os ecléticos são confusos e dá a entender que gostar do clássico é mais adequado do que procurar boas coisas para ouvir em todos os estilos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Bom, pelo que já foi publicado nesse blog, já deu para perceber que tanto eu quanto o Japa somos ecléticos. E por isso venho em defesa da nossa classe.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sou da opinião de que em todo estilo musical é possível obter prazer. E é isso que busco na música: prazer. Algumas canções podem não ser de um primor técnico, porém sua carga emocional ou a lembrança a que ela nos remete valem o ouvido indulgente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Comecei, há muitos anos, gostando dos clássicos. Minha mãe costumava ouvir uma fita cassete dos “Concertos Internacionais” e aquilo era maravilhoso. Beethoven, Mozart, Strauss, Wagner. Houve também uma fase em que os rádios lá de casa tocavam Sinatra e Nat King Cole. Outro que sempre esteve presente foi o rei Roberto. Cauby, Ângela Maria, Nelson Gonçalves, Ney Matogrosso, Elis Regina, tantos nomes. Os sertanejos passaram por lá, igualmente: João Mineiro e Marciano, Tião Carreiro e Pardinho, Leandro e Leonardo, Chitãozinho e Xororó etc etc etc.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Não sei se vocês estão entendendo aonde quero chegar. O ponto é que essas músicas todas me acompanham desde muito cedo, e trazem memórias das quais é muito bom lembrar. Desde o Roberto Carlos nas viagens para ver a família, eu pequeno e passando mal no carro (sempre vomitava), até Strauss e suas melodias fortes que me enchiam o peito com uma vontade louca de desafiar minha mãe e ir brincar lá fora a noite.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Com o tempo, fui conhecendo tantas outras coisas e tantas outras memórias foram sendo ligadas a novas músicas. O Jazz que me dá uma nostalgia de não sei quê, ou o Bolero de Ravel que ouvi a Osesp tocar na cidade de Bauru, onde fui tão feliz na faculdade. Até mesmo o pagode de fim de semana, nos churrascos da vida, com os irmãos/amigos que fiz durantes o meu curso de jornalismo. Chego a admitir, inclusive, que o funk das festas de repúblicas, com as meninas dançando e todo mundo louco acompanhando, me traz boas lembranças.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sertanejo universitário e festas de peão. Lembranças de quando eu andava a cavalo e sentia o vento e o cheiro do mato tocando gado &lt;st1:personname productid="em Santa Cruz" st="on"&gt;em Santa  Cruz&lt;/st1:personname&gt; do Rio Pardo. O rock do Iron Maiden me iniciando no mundo dos jovens e deixando de lado o tiozão dentro do garoto de 15 anos. Os Beatles e uma apresentação memorável nas salas da UNESP Bauru. Gershwin e as ruas de Nova Iorque – que eu nunca visitei.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Não... Não são só lembranças. São também vontades, desejos, até mesmo viagens... Viagens em espírito, por meio da música, a lugares que talvez eu jamais conheça, ou que tenho a ânsia de conhecer. O hinos celtas da Escócia e Irlanda me colocam mais perto do meu sonho de conhecer as ruínas dos círculos de pedra do povo antigo. O pagode que eu ouço, não mais em um churrasco com os amigos, me deixa mais próximo deles novamente, mesmo que por alguns minutos. O Jazz me traz o cheiro, o gosto, a vontade, de uma época que não vivi.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sim, sou eclético. Sou complicado também. Sou humano também. Bebo cerveja, cachaça, refrigerante vagabundo, vinho francês e uísque 12 anos. A minha busca é por prazer. Ouço música por isso. Não é me restringir a uma coisa, mas estar disposto a achar algo bom em todo lugar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Dá trabalho, eu sei. Mas vale a pena...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34304786-5002917808796759424?l=lettherebemorelight.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lettherebemorelight.blogspot.com/feeds/5002917808796759424/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34304786&amp;postID=5002917808796759424&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34304786/posts/default/5002917808796759424'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34304786/posts/default/5002917808796759424'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lettherebemorelight.blogspot.com/2009/11/em-defesa-do-ecletismo.html' title='Em defesa do Ecletismo'/><author><name>Romano locali</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05901028636246687798</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_fAcjnS4lIfM/SpZ4XsMCWPI/AAAAAAAAAIU/o-dG1fZaxtk/S220/Romano+Mod.+40.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_fAcjnS4lIfM/SwMhP5hhJmI/AAAAAAAAAMA/oAwjKH8Z_Cc/s72-c/CDs_01_400px.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34304786.post-598278739921658400</id><published>2009-11-10T19:51:00.003-02:00</published><updated>2009-11-10T19:55:29.908-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Amargo Pesadelo - John Boorman (Deliverance, 1972)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SvngrUxYq0I/AAAAAAAAAiQ/8SelUJOXT6o/s1600-h/Deliverance+2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SvngrUxYq0I/AAAAAAAAAiQ/8SelUJOXT6o/s400/Deliverance+2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Entre os diversos filmes que marcaram minha puberdade cinematográfica acredito que “Amargo Pesadelo” seja um daqueles que podem ser classificados como  “inesquecíveis quase impossíveis de serem lembrados por completo”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Eu explico.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Existem alguns filmes que ficam, mesmo contra nossa vontade, impressos na memória com um sentido geral de significados que podem ter sido causados por cenas e momentos impactantes a nossa percepção. Muitas vezes não se trata de uma obra de arte ou de uma unanimidade cinematográfica, mas alguns longas insistem em cravar seus nomes na história da sétima arte com momentos que muitas vezes duram minutos, ou até segundos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Classifico o filme de John Boorman como um espécime curioso dessa genealogia. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Lembrava do contexto geral da história. Quatro amigos da cidade que decidem se aventurar em uma espécie de final de semana selvagem com direito a camping, caça e passeio nas corredeiras de um rio. Repentinamente um confronto se estabelece com alguns “caipiras” locais que gera uma situação trágica e psicologicamente perturbadora.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Há pouco mais de uma semana, ao reler alguma resenha sobre o filme, percebi que me lembrava apenas de quatro cenas com clareza.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;Um duelo de banjo que se tornou um clássico&lt;/span&gt;(veja abaixo o vídeo), a cena clímax do filme com um estupro masculino, a vendeta esmagadora de Burt Reynolds com um arco e flecha e a cena de uma mão emergindo das águas com uma espingarda.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SvnfpQOKDeI/AAAAAAAAAiA/FdblZYEGSqI/s1600-h/deliverance2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SvnfpQOKDeI/AAAAAAAAAiA/FdblZYEGSqI/s400/deliverance2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;De resto percebi que não me lembrava de nada. Nada mesmo. Nem o final.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Constrangedor ? Certamente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Como um dos filmes que você conscientemente considera um dos melhores que já assistiu ousa escapar dessa forma de sua memória?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Não sei, mas percebi que esse caso não é único, apesar de emblemático em minha filmografia de favoritos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Prefiro acreditar que o impacto de algumas seqüências sobre nosso subconsciente acaba por causar esse efeito de o “inesquecível filme que eu não me lembro bem”...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Assisti novamente “Amargo Pesadelo” esta semana e indico a qualquer um, do antropólogo ao alienado, todos se sentirão no mínimo incomodados com as situações sugeridas que tratam basicamente de nossas interações sociais mais desastrosas e preconceituosas. A reação catártica e violenta passa longe da redenção, mas causa um clima de aceitação passiva desconfortável. Poucos filmes oferecem opções morais duvidáveis de comportamento com tamanha sinceridade como este; não existe um juízo de valores ou qualquer atitude calculada, apenas impulsos justificados pelo instinto, às vezes bestial, de reagirmos à situações de violência.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Fica aqui a dupla indicação. Assista “Amargo Pesadelo”  e procure e revisite em sua filmografia pessoal aqueles filmes que você sempre indica a alguém mas que no fundo não se lembra direito.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Eu pretendo em breve (re)assistir “O Poderosos Chefão” e “O Franco Atirador”. Lembrar de cabeças de cavalo decepadas e roletas russas com prisioneiros de guerra é fácil difícil é reconstruir toda a obra ao redor de suas cenas míticas depois de alguns anos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Uzae_SqbmDE&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Uzae_SqbmDE&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34304786-598278739921658400?l=lettherebemorelight.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lettherebemorelight.blogspot.com/feeds/598278739921658400/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34304786&amp;postID=598278739921658400&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34304786/posts/default/598278739921658400'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34304786/posts/default/598278739921658400'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lettherebemorelight.blogspot.com/2009/11/amargo-pesadelo-john-boorman.html' title='Amargo Pesadelo - John Boorman (Deliverance, 1972)'/><author><name>Armando Teixeira Junior</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SeZbPNUuv2I/AAAAAAAAAAg/ZH4nluxUvbo/S220/Orkut.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SvngrUxYq0I/AAAAAAAAAiQ/8SelUJOXT6o/s72-c/Deliverance+2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34304786.post-7703938428626228532</id><published>2009-10-27T19:23:00.004-02:00</published><updated>2009-11-17T20:22:42.416-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Tudo Acontece em Elizabethtown (2005)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_fAcjnS4lIfM/SudsIxj9evI/AAAAAAAAALw/QbMq_WL7V74/s1600-h/elizabethtown-poster03.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 286px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_fAcjnS4lIfM/SudsIxj9evI/AAAAAAAAALw/QbMq_WL7V74/s400/elizabethtown-poster03.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5397401576425749234" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Que tal um filme agradável e bonitinho para assistir com a namorada no feriado? Então alugue Elizabethtown, traduzido porcamente como Tudo Acontece em Elizabethtown. Acreditem, nem tudo acontece. Mas o que acontece vale a pena ser visto e passa uma boa mensagem. É um filme descompromissado mas que, eventualmente, te dá pequenas lições de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dirigido por Cameron Crowe - relevante por dirigir o ótimo Vanilla Sky em 2001 -, a produção segue a linha de outros trabalhos do diretor, como Jerry Maguire (1996). Importante dizer que ele é o diretor e produtor de Quase Famosos, de 2000, um ótimo filme sobre um jornalista adolescente que, nos anos 70, embarca na turnê de uma banda de rock para escrever sobre ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como em Jerry Maguire, Elizabethtown toca o lado sensível do espectador. A história tem a seguinte sinopse: jovem designer de calçados lança um tênis que quase leva sua empresa à falência; a namorada o larga após o fracasso e ele pensa em suicídio; o pai do rapaz morre nesse momento; a mãe e a irmã do protagonista o elegem para organizar os funerais em Elizabethtown, cidade natal do pai; no avião o designer conhece uma jovem aeromoça que se intromete em sua vida de uma forma muito graciosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, esses são os ingredientes básicos. Adicione Susan Sarandon como a mãe de Drew (protagonista) e Kirsten Dunst como Claire Colburn, a espivitada aeromoça. O jovem designer fica a cargo de Orlando Bloom, que não tem como errar ao desempenhar a apatia de um homem fracassado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Destaque para a trilha sonora que tem, inclusive, a perfeita Free Bird, do Lynyrd Skynyrd, e a poética Pride, do U2. Entre outras grandes canções. Trilha de muito bom gosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre dar um prejuízo bilionário à empresa e tentar suicídio, Drew decide enterrar seu pai antes de dar adeus ao mundo. Na sua cidade natal conhece mais a fundo sua família e constata o quanto o pai era amado. Nesse meio tempo, entra em contato com a aeromoça que, insistentemente, o fez decorar o caminho até Elizabethtown e, por algum motivo, deixou seu telefone.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é um filme de gargalhadas. Mas é bonito. Os diálogos são bem legais e na cerimônia em homenagem ao morto, o discurso de Susan Sarandon sobre o marido é tocante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_fAcjnS4lIfM/Sudr5JacILI/AAAAAAAAALo/5d88TqB0er0/s1600-h/elizabeth_08.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 370px; height: 230px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_fAcjnS4lIfM/Sudr5JacILI/AAAAAAAAALo/5d88TqB0er0/s400/elizabeth_08.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5397401307950358706" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;No elenco de apoio ainda surgem nomes como Jessica Biela (ex-namorada de Drew) e Alec Baldwin (o frio Phill, chefe do personagem de Orlando Bloom).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você não tem nada melhor para fazer no feriadão, alugue e assista. A chance de se dar bem com namorada depois é ótima. Em todo caso, eu estarei na praia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34304786-7703938428626228532?l=lettherebemorelight.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lettherebemorelight.blogspot.com/feeds/7703938428626228532/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34304786&amp;postID=7703938428626228532&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34304786/posts/default/7703938428626228532'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34304786/posts/default/7703938428626228532'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lettherebemorelight.blogspot.com/2009/10/tudo-acontece-em-elizabethtown-2005.html' title='Tudo Acontece em Elizabethtown (2005)'/><author><name>Romano locali</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05901028636246687798</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_fAcjnS4lIfM/SpZ4XsMCWPI/AAAAAAAAAIU/o-dG1fZaxtk/S220/Romano+Mod.+40.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_fAcjnS4lIfM/SudsIxj9evI/AAAAAAAAALw/QbMq_WL7V74/s72-c/elizabethtown-poster03.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34304786.post-6590545166969904945</id><published>2009-10-18T22:17:00.001-02:00</published><updated>2009-10-18T23:16:01.595-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><title type='text'>Bontsha, O Silencioso - Isaac Leib Peretz</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/StuvaHpyuGI/AAAAAAAAAhI/lDL0TVVZmbU/s1600-h/041807_33_b.gif" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/StuvaHpyuGI/AAAAAAAAAhI/lDL0TVVZmbU/s400/041807_33_b.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #38761d; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #38761d; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;i&gt;"Bontsha era um ser humano. Viveu desconhecido, no silêncio, e no silêncio morreu, depois de passar pela vida como uma sombra. No dia em que Bontsha nasceu, ninguém ficou alegre, ninguém tomou um copo de vinho. Na sua confirmação, não houve discurso nem celebração. Viveu como o grão de areia na beira do grande oceano, entre milhões de outros, grãos como ele. E quando o vento, enfim, o levantou e levou com seu sopro para a outra margem, ninguém notou."&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Entre os diversos gêneros literários, um que me agrada em especial é o conto. A habilidade de narrar em poucas palavras uma história marcante é sem dúvida uma arte para poucos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo os melhores dentre os melhores contistas intercalam momentos de genialidade com o marasmo do lugar comum; impossível ser genial e inovador sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até os grandes escritores sentem a dificuldade de criar triunfos indiscutíveis em um gênero tão superlotado de aventureiros que escrevem a torto e a direita - tornando o processo de selecionar boas narrativas curtas um processo árduo, porém prazeroso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conto escolhido para exemplificar esse caso é o genial “Bontsha, O Silencioso”, uma pérola de lucidez e genialidade concebida pelo escritor polonês Isaac Leib Peretz(1852-1915).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para nós brasileiros a quase desconhecida obra deste escritor judeu poderia seguir no anonimato sem que com isso sentíssemos falta de bons contos para ler. Por isso a escolha dessa semana, não foi simplesmente para parecer diferenciado ou tentar atribuir a este espaço uma pseudo aura cult pré-fabricada. Nada disso, existe apenas a necessidade de levar a luz a uma obra pouco conhecida mas que merece ser visitada &lt;i&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;(“Let There be More Light”...o nome não é por acaso.)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É aquela motivação que acontece espontaneamente após terminar um bom livro, assistir a um bom filme ou ouvir um grande disco. Você simplesmente quer que mais pessoas conheçam determinado trabalho e essa sensação se torna ainda mais urgente quando se trata de obras obscuras ou pouco convencionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peretz entrega em seu conto uma história peculiar sobre o ser humano. Bontsha, nunca reclamou, sentiu ódio ou reagiu a qualquer coisa, sem se queixar de Deus, dos homens ou da sociedade sua vida é marcada por um inconfortável silêncio diante da injustiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A narrativa tem início com a morte do protagonista e com um desconfortável sarcasmo diante da pequenez humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/StuvrwwpXQI/AAAAAAAAAhQ/KvUoBT3ABVI/s1600-h/100+Melhores+Contos+de+HUMOR+da+literatura+Universal.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/StuvrwwpXQI/AAAAAAAAAhQ/KvUoBT3ABVI/s320/100+Melhores+Contos+de+HUMOR+da+literatura+Universal.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Bontsha é apresentado como um miserável esquecido e desprezado por todos, sua morte e sua história são marcadas pelo anonimato social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante do júri celestial a vida da personagem passa a ser revisitada com um humor caustico pelos anjos que revezam a palavra entre acusação e defesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como julgar alguém que não fez nada de mal a vida toda ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falar mais seria estragar a experiência. Para aqueles que desejam ler a história disponibilizo &lt;a href="http://books.google.com.br/books?id=HNTK19lrUtoC&amp;amp;pg=PA262&amp;amp;lpg=PA262&amp;amp;dq=Bontsha+O+Silencioso&amp;amp;source=bl&amp;amp;ots=bwINh2Kvp9&amp;amp;sig=UeDBKFSPGTKyqaPztlxaxZq_1tY&amp;amp;hl=pt-BR&amp;amp;ei=Bq_bSv_5G4ff8Qbh3YS3BQ&amp;amp;sa=X&amp;amp;oi=book_result&amp;amp;ct=result&amp;amp;resnum=1&amp;amp;ved=0CAoQ6AEwAA#v=onepage&amp;amp;q=Bontsha%20O%20Silencioso&amp;amp;f=false"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;um link para o e-book na Internet,&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; lembrando que o conto foi publicado na coletânea “Os Cem Melhores contos de Humor da Literatura Universal”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se enganem, o texto não faz rir, na verdade causa uma sensação de desconforto nauseante em seu final, humor negro que dá um tapa na cara da hipocrisia com ares de fábula de Esopo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se lerem comentem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34304786-6590545166969904945?l=lettherebemorelight.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lettherebemorelight.blogspot.com/feeds/6590545166969904945/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34304786&amp;postID=6590545166969904945&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34304786/posts/default/6590545166969904945'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34304786/posts/default/6590545166969904945'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lettherebemorelight.blogspot.com/2009/10/bontsha-o-silencioso-isaac-leib-peretz.html' title='Bontsha, O Silencioso - Isaac Leib Peretz'/><author><name>Armando Teixeira Junior</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SeZbPNUuv2I/AAAAAAAAAAg/ZH4nluxUvbo/S220/Orkut.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/StuvaHpyuGI/AAAAAAAAAhI/lDL0TVVZmbU/s72-c/041807_33_b.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34304786.post-892197491388688021</id><published>2009-10-08T21:17:00.003-03:00</published><updated>2009-10-10T13:19:50.777-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>Playing with My Friends: Bennett Sings the Blues - Tony Bennett</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_fAcjnS4lIfM/Ss6DN8NsekI/AAAAAAAAALg/xEyn1Qt2rnQ/s1600-h/Playingwithmyfriends.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 281px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_fAcjnS4lIfM/Ss6DN8NsekI/AAAAAAAAALg/xEyn1Qt2rnQ/s400/Playingwithmyfriends.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5390390079534168642" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Boa noite, queridos leitores. Dessa vez estou atrasado. Culpa do Japa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje pensei em falar sobre a carreira de Tonny Bennett, um dos meus cantores favoritos. Porém, optei por deixar isso para depois. Trabalharei melhor a idéia e tentarei usar uma idéia interessante na composição. Por hora, me restringirei a um único álbum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Playing with My Friends foi gravado em 2001 e contou com participações de músicos de peso. Um exemplo: B.B. King. Querem mais? Que tal Ray Charles!? As 15 canções do álbum têm releituras muito boas e é refrescante ver Bennett, no alto de uma carreira cinquentenária e coroada por 15 Grammys, cantar Stormy Weather ao lado de Natalie Cole.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só para contextualizar: Tony Bennet é ítalo-americano, novaiorquino do Queens, e é considerado a segunda maior voz do século XX na música popular americana, além de merecer elogios da própria primeira voz, The Voice, Frank Sinatra: "Ele (Bennett) é meu ídolo". Ele tem a firme convicção que apenas o talento não faz um bom músico, e sim o estudo e a dedicação. Suas paixões são a música e a pintura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contextualizados? Sigamos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os duetos contidos em Playing with My Friends ainda revisitam Alright, Okay, You Win, blues alegre e convidativo que conquistou os americanos na década de 70 (na voz de Joe Willians). Diana Krall empresta seu possante vocal para a composição rouca de Bennett.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Blues in the Night é um solo, mas funciona como um afirmação. Ela é a terceira canção do álbum, e é precedida por duetos. Nesse instante pode surgir a dúvida: será que Tony ainda está com essa "bola toda" ou são as parcerias que seguram a coisa toda? Como disse, Blues in the Night significa que, apesar da idade (75 na época), Tony Bennett entrou o século XXI ainda sendo uma das maiores vozes da música: o cantor brinca com a voz e entra no espírito blues.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os menos informados, ele é o maior intérprete de jazz vivo, já que Sinatra morreu. E sua especialidade é música popular americana. Uma olhada na sua discografia e nos seus maiores sucessos comprova tal fato. O blues não é uma constante. Mais um diferencial que valoriza Playing with My Friends.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ray Charles, com sua voz inexplicável (não acho adjetivos adequados. Perdão, sou fã), entra em Evenin' após um leve gemido, um "uuuhuuum", um detalhe que entrega o dueto. Você percebe que é Charles e pensa: "não tem como ser ruim". E não é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caso o típo de blues que você tem em mente é aquele da guitarra elétrica do Yardbirds ou de Clapton, aprenda que existem outras "pegadas" no estilo. A batida certa do violão e do baixo acústico, um TUUUUM TUUUM TUM, é que marca o blues. Mas fique feliz! B.B. King entra com guitarra e tudo em Let the Good Time Roll. É uma música que passa uma ótima sensação. É possível sentir a química entre os dois cantores. Ouvi há não muito tempo que é possível saber se alguém está sorrindo apenas pela sua voz, mesmo sem ver o rosto; é o caso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não menos importante é New York State of Mind, com Billy Joel. O balanço que a voz trinada de Joel empresta à música cai muito bem com o piano do maestro Ralph Sharon. E é de se pensar que New York seja mesmo um estado de espírito, tão rica, tão cheia de arte, de vida, de gente diferente; ela é mesmo um estado libertário de espírito. Mas estou divagando...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer modo, fica a dica para esse excelente CD. Infelizmente é uma dica que poucos seguirão, pois pouca gente ainda se dá ao luxo de conhecer Bennet, Sinatra, enfim, os grandes de antigamente, que soam como coisa de vô, coisa de pai e de mãe. Música de qualidade não tem idade, é atemporal. E só para constar: em 1994, Bennett cantou no MTV Music Awards com o Red Hot Chilli Peppers; em seguida foi convidado a gravar o MTV Unplugged; em 1995 ganhou o Grammy de melhor álbum do ano com o Unplugged.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com certeza não foram só nossos pais e avós que o fizeram ganhar o prêmio. Vençam preconceitos e ouçam coisas diferentes. Hoje minha dica é Playing with My Friends. Boa noite!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; 1. "Alright, Okay, You Win" (duet with Diana Krall)&lt;br /&gt; 2. "Blue and Sentimental" (duet with Kay Starr)&lt;br /&gt; 3. "Blues in the Night"&lt;br /&gt;4. "Don't Cry Baby"&lt;br /&gt;5. "Evenin" (duet with Ray Charles)&lt;br /&gt;6. "Everyday" (duet with Stevie Wonder)&lt;br /&gt; 7. "Good Morning Heartache" (duet with Sheryl Crow)&lt;br /&gt;8. "I Gotta Right to Sing the Blues" (duet with Bonnie Raitt)&lt;br /&gt;9. "Keep the Faith, Baby" (duet with k d lang)&lt;br /&gt; 10. "Let the Good Times Roll" (duet with B.B King)&lt;br /&gt;      11. "New York State of Mind" (duet with Billy Joel)&lt;br /&gt;12. "Old Count Basie Is Gone"&lt;br /&gt;13. "Playin' With My Friends"&lt;br /&gt;14. "Stormy Weather" (duet with Natalie Cole)&lt;br /&gt;15. "Undecided Blues"&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34304786-892197491388688021?l=lettherebemorelight.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lettherebemorelight.blogspot.com/feeds/892197491388688021/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34304786&amp;postID=892197491388688021&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34304786/posts/default/892197491388688021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34304786/posts/default/892197491388688021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lettherebemorelight.blogspot.com/2009/10/playing-with-my-friends-bennett-sings.html' title='Playing with My Friends: Bennett Sings the Blues - Tony Bennett'/><author><name>Romano locali</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05901028636246687798</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_fAcjnS4lIfM/SpZ4XsMCWPI/AAAAAAAAAIU/o-dG1fZaxtk/S220/Romano+Mod.+40.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_fAcjnS4lIfM/Ss6DN8NsekI/AAAAAAAAALg/xEyn1Qt2rnQ/s72-c/Playingwithmyfriends.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34304786.post-897474856460844013</id><published>2009-09-30T20:53:00.004-03:00</published><updated>2009-09-30T21:01:22.342-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>Verônica Sabino, Ana Cañas e Tiê</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SsPuE2uyapI/AAAAAAAAAeo/bWwfxr10Kxc/s1600-h/ana-canasbl.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Cansado de ler aqui e ali sobre nomes que nunca tinha ouvido cantar decidi dedicar algumas horas de meu tempo a audição de alguns talentos promissores da MPB. Particularmente o que me chamou atenção foi a nova geração feminina que tem despertado elogios rasgados tanto em território nacional quanto em turnês pela Europa e pelos Estados Unidos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Muitos nomes soaram estranhamente familiares e decidi iniciar as sessões com a seguinte escalação:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: red; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Vanessa da Mata&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #b45f06; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Céu&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #783f04; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Verônica Sabino&lt;br /&gt;&lt;div style="color: blue;"&gt;Ana Cañas&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Posteriormente somei ao grupo a cantora &lt;span style="color: magenta;"&gt;Tiê&lt;/span&gt; por indicação de um amigo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Iniciei a audição nesta ordem, comecei por Vanessa da Mata, pois tinha lido uma ótima matéria na revista Rolling Stones e fiquei curioso.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Há duas semanas postei sobre Vanessa da Mata e Céu. Segue abaixo o restante de minhas impressões pessoais sobre as cantoras.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #783f04; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Verônica Sabino – Que Nega é Essa ?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #783f04; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #783f04; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SsPuNRyY2HI/AAAAAAAAAfA/j2Au-UeePO0/s1600-h/Ver%C3%B4nica+Sabino+-+Que+N%C3%AAga+%C3%A9+Essa+%282009%29.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SsPuNRyY2HI/AAAAAAAAAfA/j2Au-UeePO0/s400/Ver%C3%B4nica+Sabino+-+Que+N%C3%AAga+%C3%A9+Essa+%282009%29.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #783f04; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;A surpresa desta linha de pré-selecionadas com a marca de “novos talentos” foi a cantora Verônica Sabino. Contando com a ignorância deste que desconhecia a trajetória das 5 cinco cantoras analisadas, digamos que uma veterana se infiltrou sem ser vista e mesmo com uma carreira iniciada em 1985, trouxe seu mais novo álbum para este espaço.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;A grande verdade é que meu objetivo em criar esse post era oferecer impressões reais colhidas de minha audição inicial sobre as cantoras, coloquei como meta escrever os textos sem qualquer contato com sites que oferecessem críticas e análises para dessa forma tentar transcrever uma opinião sincera, verdadeira e original.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;O fato é que Verônica está aqui e apesar de já ter um certo tempo de estrada foi a apenas um pouco mais de um ano que ouvi seu nome pela primeira vez, salvo engano em uma matéria que falava sobre vozes da MPB que mereciam destaque e que colocaram seu nome em um balaio cheio de revelações - o que pode ter gerado minha confusão inicial.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;A audição de “Que Nega é Essa” realmente revelou uma certa familiaridade com a geração anterior de sons nacionais; com arranjos mais discretos e menos inventivos a qualidade do timbre afinado de Verônica se destaca de uma forma quase premeditada.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;O álbum em si é uma lição de repertório. Pode não ser original, mas certamente é infalível ao conquistar o público do seguimento.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SsPuQcHk2VI/AAAAAAAAAfI/ouCVA0j7PSw/s1600-h/vsabino1.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SsPuQcHk2VI/AAAAAAAAAfI/ouCVA0j7PSw/s320/vsabino1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Têm clássicos como “Todo Sentimento” de Chico Buarque, apelo pop com “Quase Um Segundo” de Herbert Viana, peso em “Blues em Braile” de Zeca Baleiro e a malemolência de Jorge Ben na música que dá nome ao trabalho.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Nas composições de autoria de Sabino destaque para Rewind, letra bacana que me agradou apesar de incorporar palavras do inglês, o que geralmente em letras sérias pode ter um efeito ridículo. Em diversos momentos lembrei de forma clara e nítida de Adriana Calcanhoto, não somente na canção “Tardes” sugada de seu repertório e interpretada sob o mesmo DNA, mas também em “Agora”, “Túnel do Tempo” e “Invento”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;A vantagem da experiência de Verônica fica clara em relação às debutantes por uma simples questão de quantidade de canções diferenciadas. Por poder “reciclar” músicas de outros álbuns esse “Que Nega é Essa” traz uma trinca pegajosa que você não encontra nos outros trabalhos analisados:&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;“Longe de Você” em dueto com  Vitor Hammill, “Rosa que Me Encanta” em dueto com Rodrigo Maranhão e “Não se afaste de Mim” fizeram com que sem perceber eu repetisse diversas vezes sua audição.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Sem dúvida na caixinha de lápis de cor Verônica seria marrom.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Por quê ?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Inicialmente parece ser uma cor sem personalidade, que não diz lá muita coisa, sem nenhum tipo de protagonismo implícito. Assim como a cantora estava “escondida” em meio às demais, o marrom rouba a cena sem ser esperado e está sempre presente mesmo que não receba os holofotes do glamour. Na minha caixinha de lápis de cor da infância nunca liguei muito para a cor marrom, mas sem perceber era uma das cores que mais usava. O telhado era marrom, a montanha era marrom, o tronco da arvore era marrom, o cachorro era marrom...quando percebia o lápis tinha acabado antes dos outros.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Não passa nem perto de ser genial, mas é cotidiano e fácil fácil de se ouvir.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Chocolate, pó de café, feijão... coisas indispensáveis para o brasileiro em seu dia-a-dia, cheias de sabor, cheiro e insuportavelmente marrons. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: blue; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Ana Cañas – Amor e Caos&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: blue; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SsPuE2uyapI/AAAAAAAAAeo/bWwfxr10Kxc/s1600-h/ana-canasbl.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SsPuE2uyapI/AAAAAAAAAeo/bWwfxr10Kxc/s400/ana-canasbl.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: blue; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;“A Ana é azeda&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Mas é doce quando é doce&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;A Ana é azeda&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Mas muito doce quando é doce”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;E foi assim que o álbum “Amor e Caos” de Ana Cañas debutou no meu mídia player antecipando um pouco das impressões sobre seu trabalho.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Ana é doce diabética  na interpretação de “Coração Vagabundo” de Caetano Veloso, que perdeu ginga, mas ganhou um tom de sussurro suplicante à beira da ternura. Doce e contemplativa na medida em “Para Todas as Coisas”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Cañas não chega a ser azeda mas mostra uma faceta muito mais interessante em canções menos emotivas e mais complexas, pelo simples conceito de antônimos entre sabores; vai ao oposto de doce na versão de “Rainy Day Woman” de Bob Dylan e “Vacina na Veia” que muda constantemente o tom e o ritmo para alertar “vacina na veia para não cair na teia”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;O suingue de “Mandiga” e de “Super Mulher”, de Jorge Mautner, deixam evidente a interessante variação de repertório escolhido pela cantora que entrega a cada estilo uma interpretação diferente com tonalidades vocais variantes e também gritinhos, sussurros e gemidos que complementam a “encenação”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Cañas é formada em artes cênicas, mas mudou de idéia no meio do caminho, abandonou o teatro e iniciou carreira musical como intérprete de jazz nos bares da vida, “Amor e Caos” parece trazer um pouco dessa inquietude de contradições de antagonismos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Traiçoeira em “Devolve Moço” :&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SsPuAzK2svI/AAAAAAAAAeg/nlMe4o9OPuM/s1600-h/anac12.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SsPuAzK2svI/AAAAAAAAAeg/nlMe4o9OPuM/s320/anac12.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;“Existe aqui uma mulher&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Uma bruxa, uma princesa,uma diva&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Que beleza”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;A cor que melhor definiria Ana Cañas seria o azul. Capaz de variar em diversos tons e composições presentes em nosso cotidiano do sombrio azul escuro, ao alegre azul de um céu de verão. Masculina  a cor escancara na porta do quarto o sexo do bebê, se repetindo de forma universal como indicativo de índice determinante de “banheiro masculino”; mesmo assim a cor pode se dar ao luxo de ser tão feminina e sensual em suas variantes, como no azul da calcinha pudica da lolita.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Nos comerciais aonde a idéia é mostrar um ambiente feliz o azul é indispensável, no céu, no mar ou nas roupas...sempre está lá.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Na fossa, na tristeza é sinônimo de depressão em linguagem universal. Nada melhor que ouvir um “blues” acompanhado de um copo de uísque.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;O azul é contraste e contraponto por excelência, a cor do mar que pode ser sereno ou bravio, adjetivo pontual de elogio ou crítica. Ana Cañas iniciou uma trajetória interessante em seu primeiro trabalho, mas às vezes oscilante demais em suas nuances, o que pode desagradar aos menos acostumados com a maresia . &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: magenta; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Tié – Sweet Jardim&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: magenta; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SsPuLJs4g-I/AAAAAAAAAe4/XYGWg8Ma-QY/s1600-h/tie4_.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SsPuLJs4g-I/AAAAAAAAAe4/XYGWg8Ma-QY/s400/tie4_.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: magenta; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: magenta; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: magenta; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Tiê chegou assim de última hora, mas digo que com um quê de profecia bíblica a cantora atingiu despretensiosamente o lugar de favorita entre minhas recentes audições.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;A mais feminina das novas vozes que passaram algum tempo comigo nessas últimas semanas é diferente da sensualidade de Vanessa da Mata, mulher força, ou do charme inovador de Céu, mulher sofisticação.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;O timbre de voz e a maneira com que Tiê interpreta suas belas canções é a alma feminina essencial, sensível, delicada, por vezes infantil ou indefesa. Sem baboseiras feministas de “cantar grosso” alguma mensagem de superação comum à personagens centrais de novelas platinadas, a cantora entrega algumas gemas originais como “Passarinho”, “5° Andar”  e “Te Valorizo” assumindo de forma corajosa os sentimentos mais puros de dependência, de carinho e entrega; sem a arrogância pretensiosa dos repertórios de Anas Carolinas e Marias Ritas que colocam a mulher nas relações como o rambo metralhando homens sem caráter.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;È comum em nossa sociedade atual algumas mulheres confundirem as reais intenções do feminismo, criando na realidade um machismo às avessas. O lugar da mulher na sociedade deve ser garantido com os mesmos direitos e deveres dos homens e como isso nem sempre é assim concordo que deve haver alguma mobilização a respeito.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SsPuHoESJ7I/AAAAAAAAAew/lu1fUx8_QEo/s1600-h/Ti%C3%AA+2.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SsPuHoESJ7I/AAAAAAAAAew/lu1fUx8_QEo/s320/Ti%C3%AA+2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;O problema é quando esse conflito homem/mulher extravasa os limites e propõe uma relação de antagonismo e não de dependência. Homens ou mulheres somos dependentes um do outro e ponto final. Tié não só aceita isso como resgata o charme da mulher MPB suplantada recentemente pela feminista MPB.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;A sofisticação charmosa da cantora que canta em francês, inglês e português, com a mesma desenvoltura, me fez lembrar de outras audições, sem necessariamente soar parecido. De Astrud Gilberto à Katie Melua me recordei de todas as vozes suaves e femininas que adoçam os ouvidos de forma terna e insinuante.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Outro ponto positivo é que as letras desse “Sweet Jardim” são na maior parte de sua autoria. Realmente um achado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Cansei de ouvir a canção “Assinado Eu” e não lembro de nenhuma música de “pé na bunda” mais terna e sensível. Uma lição de força feminina delicada como uma pétala como deve ser.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;A Cor de Tiê?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Rosa ! O mais superlativo dos adjetivos cromáticos para uma mulher. As outras que morram de inveja.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34304786-897474856460844013?l=lettherebemorelight.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lettherebemorelight.blogspot.com/feeds/897474856460844013/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34304786&amp;postID=897474856460844013&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34304786/posts/default/897474856460844013'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34304786/posts/default/897474856460844013'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lettherebemorelight.blogspot.com/2009/09/veronica-sabino-ana-canas-e-tie.html' title='Verônica Sabino, Ana Cañas e Tiê'/><author><name>Armando Teixeira Junior</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SeZbPNUuv2I/AAAAAAAAAAg/ZH4nluxUvbo/S220/Orkut.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SsPuNRyY2HI/AAAAAAAAAfA/j2Au-UeePO0/s72-c/Ver%C3%B4nica+Sabino+-+Que+N%C3%AAga+%C3%A9+Essa+%282009%29.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34304786.post-5903200873651775329</id><published>2009-09-29T22:04:00.004-03:00</published><updated>2009-09-29T22:10:41.875-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Frost/Nixon (2008)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_fAcjnS4lIfM/SsKvAnbYNVI/AAAAAAAAALI/sAPQAMCGt5o/s1600-h/2le76zt.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 272px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_fAcjnS4lIfM/SsKvAnbYNVI/AAAAAAAAALI/sAPQAMCGt5o/s400/2le76zt.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5387060529407210834" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;Boa noite, leitores!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, não é quarta-feira da semana que vem... Pois seria o dia correto de escrever para o LTBML. Em todo caso, me explico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de jornalista formado, sou também bancário, e estou em greve. Com tempo, fui à locadora e loquei Frost/Nixon, filme de 2008 e indicado a cinco categorias do Oscar. Assisti esta tarde e PRECISEI vir indicar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;Destaque para a sensacional caracterização de Frank L&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;angella&lt;/span&gt; como o ex-presidente americano. O ator, auxiliado por uma maquiagem e por um figurino impecáveis, encarnou Richard Nixon sob as lentes de Ron Howard. Fiquei impressionado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_fAcjnS4lIfM/SsKvdF-gLAI/AAAAAAAAALQ/hPAlr9hzwvI/s1600-h/6a00d8341c630a53ef010537185934970b-800wi.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 280px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_fAcjnS4lIfM/SsKvdF-gLAI/AAAAAAAAALQ/hPAlr9hzwvI/s400/6a00d8341c630a53ef010537185934970b-800wi.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5387061018643934210" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Antes de ver o filme propriamente dito, comecei pelos extras e lá há trechos da real entrevista entre David Frost e o único presidente da história dos EUA a renunciar. Talvez por isso o meu choque ao ver o quão bem Langella interpreta Nixon. Do outro lado, Michael Sheen faz uma ótima leitura do que é/foi Frost – este último ainda está vivo e ativo na TV britânica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem não sabe, o escândalo de Watergate aconteceu em 1972 e dizia respeito, resumidamente, a escutas instaladas em alguns escritórios do Partido Democrata e a perseguição a jornalistas e jornais contrários ao republicano Nixon e a sua postura com relação à Guerra do Vietnã. &lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;As entrevistas realmente concedidas a David Frost em 1977&lt;/span&gt; são um registro histórico-político de uma confissão do ex-presidente americano. Por isso sua relevância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_fAcjnS4lIfM/SsKvwuQbCmI/AAAAAAAAALY/b9_wFf9LI_I/s1600-h/frost_nixon_past_present.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 401px; height: 444px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_fAcjnS4lIfM/SsKvwuQbCmI/AAAAAAAAALY/b9_wFf9LI_I/s400/frost_nixon_past_present.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5387061355874028130" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Não me aprofundarei mais na história, pois meu texto deveria ser uma BREVE indicação. Saliento apenas um último item. Nos extras, Ron Howard diz que tentou arquitetar o filme de maneira a lembrar uma luta de boxe, onde cada pergunta de Frost representa um round entre Nixon e o entrevistador britânico. Decisão sábia do diretor. O filme nos prende justamente na tensão criada pelo embate e pela expectativa dos jabs seguintes&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34304786-5903200873651775329?l=lettherebemorelight.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lettherebemorelight.blogspot.com/feeds/5903200873651775329/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34304786&amp;postID=5903200873651775329&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34304786/posts/default/5903200873651775329'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34304786/posts/default/5903200873651775329'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lettherebemorelight.blogspot.com/2009/09/frostnixon-2008.html' title='Frost/Nixon (2008)'/><author><name>Romano locali</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05901028636246687798</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_fAcjnS4lIfM/SpZ4XsMCWPI/AAAAAAAAAIU/o-dG1fZaxtk/S220/Romano+Mod.+40.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_fAcjnS4lIfM/SsKvAnbYNVI/AAAAAAAAALI/sAPQAMCGt5o/s72-c/2le76zt.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34304786.post-5857778678565516071</id><published>2009-09-22T20:44:00.005-03:00</published><updated>2009-09-22T20:52:57.220-03:00</updated><title type='text'>O Escafandro e a Borboleta (2007)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_fAcjnS4lIfM/Srlh6KhPvmI/AAAAAAAAAKw/6zKNv3_RkGA/s1600-h/o-escafandro-e-a-borboleta3.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 276px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_fAcjnS4lIfM/Srlh6KhPvmI/AAAAAAAAAKw/6zKNv3_RkGA/s400/o-escafandro-e-a-borboleta3.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5384442481382243938" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de alguns dias dedicado a projetos diferentes, me animei a escrever antecipadamente o texto dessa semana no LTBML. Não que seja com uma antecedência gigante, mas está valendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas semanas atrás, um domingo qualquer, sem nada melhor o que fazer, peguei um DVD que o Japa gravou para mim. Nele havia alguns filmes, dentre eles O Escafandro e a Borboleta. Reconheci o nome dos indicados ao Oscar de filme estrangeiro desse ano (ou seria ano passado??? Já que o filme é de 2007). Assisti e aqui vão minhas impressões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baseado no livro homônimo de Jean-Dominique Bauby, a história fala de um homem que se descobre em um hospital no litoral francês após um derrame. Desavisados poderiam assistir como uma tocante história de superação, porém é realidade. Sim, o homem é Bauby, e o livro O Escafandro e a Borboleta foi “ditado” por ele através de uma linguagem complexa que usava &lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 0);"&gt;piscadelas para indicar letras&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_fAcjnS4lIfM/SrliOoiLuSI/AAAAAAAAALA/wZZ7oc1lJbk/s1600-h/253204.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 264px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_fAcjnS4lIfM/SrliOoiLuSI/AAAAAAAAALA/wZZ7oc1lJbk/s400/253204.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5384442833036622114" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Jean-Dominique era um editor de sucesso na revista Elle e sofreu um AVC (Acidente Vascular Cerebral) que o paralisou completamente à exceção dos olhos e do próprio pensamento. O filme e o livro mostram a luta de Bauby para se comunicar e a adaptação do jornalista ao seu mundo escafandro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de uma história tocante, o filme é muito bonito. A fotografia é caprichada, e as tomadas de câmera foram feitas de forma a substituírem a visão do personagem e darem ao expectador a sensação de partilhar a prisão de Bauby. Chega a ser incômodo não ver a cabeça de alguns personagens enquanto estes falam com o protagonista. Igualmente desesperador é tentar seguir a ladainha de letras que são repetidas seguidamente para que Jean-Dominique pisque e formule frases.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A direção de Julian Schnabel, para mim um desconhecido, acerta nas idéias para te colocar no escafandro de Bauby. Ao mesmo tempo o filme não te faz ficar triste e nem desesperado. Pode ter sido apenas impressão minha, mas as fantasias ocasionais do personagem – muito bem ilustradas pela direção – deixam no ar um quê de O Fabuloso Destinjo de Amelie Poulain. Talvez seja porque o filme é francês e os franceses façam filmes assim hoje em dia; quanto a isso melhor procurar um blog especializado em cinema francês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer modo, de minha parte fica a indicação de um ótimo filme. Não vou contar o final, então assistam. Ele caiu muito bem com um domingo frio e de sol, no meu chalé nas montanhas. Aliás, alguém mais sensível poderia até ter chorado. Não foi o caso. Mas o fato é que a condição de Bauby levaria à tristeza, sem que, no entanto, essa condição afetasse a beleza do filme e uma alegria camuflada por estar vivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_fAcjnS4lIfM/SrliFGMF6nI/AAAAAAAAAK4/QnU6A96wq_Y/s1600-h/mathieu-amalric-and-marie-josee-croze-in-the-diving-bell-and-the-butterfly.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 284px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_fAcjnS4lIfM/SrliFGMF6nI/AAAAAAAAAK4/QnU6A96wq_Y/s400/mathieu-amalric-and-marie-josee-croze-in-the-diving-bell-and-the-butterfly.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5384442669198338674" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;E para terminar, destaque para a &lt;span style="color: rgb(51, 204, 0);"&gt;capacidade de Mathieu Amalric de interpretar um tetraplégico&lt;/span&gt;, ou seja lá qual o termo médico para alguém que só move um olho. O francês manda muito bem e não é um rosto totalmente desconhecido, já tendo participado de Munich, de 2005, e de Quantum of Solace, de 2008.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34304786-5857778678565516071?l=lettherebemorelight.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lettherebemorelight.blogspot.com/feeds/5857778678565516071/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34304786&amp;postID=5857778678565516071&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34304786/posts/default/5857778678565516071'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34304786/posts/default/5857778678565516071'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lettherebemorelight.blogspot.com/2009/09/o-escafandro-e-borboleta-2007.html' title='O Escafandro e a Borboleta (2007)'/><author><name>Romano locali</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05901028636246687798</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_fAcjnS4lIfM/SpZ4XsMCWPI/AAAAAAAAAIU/o-dG1fZaxtk/S220/Romano+Mod.+40.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_fAcjnS4lIfM/Srlh6KhPvmI/AAAAAAAAAKw/6zKNv3_RkGA/s72-c/o-escafandro-e-a-borboleta3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34304786.post-2559299839386183555</id><published>2009-09-17T10:49:00.007-03:00</published><updated>2009-09-18T12:39:18.068-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>Vanessa da Mata e Céu</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Cansado de ler aqui e ali sobre nomes que nunca tinha ouvido cantar decidi dedicar algumas horas de meu tempo a audição de alguns talentos promissores&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; da MPB. Particularmente o que me chamou atenção foi a nova geração feminina que tem despertado elogios rasgados tanto em território nacional quanto em turnês pela Europa e pelos Estados Unidos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Muitos nomes soaram estranhamente familiares e decidi iniciar as sessões com a seguinte escalação:&lt;/span&gt; &lt;span style="COLOR: rgb(255,0,0);font-family:verdana;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vanessa da Mata&lt;/span&gt; &lt;span style="COLOR: rgb(204,102,0);font-family:verdana;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Céu&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verônica Sabino&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ana Cañas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Posteriormente somei ao grupo a&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; cantora Tiê por indicação de um amigo.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Iniciei a audição nesta ordem, comecei por Vanessa da Mata, pois tinha lido uma ótima matéria na revista Rolling Stones e fiquei curioso. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Em seguida ouvi a cantora Céu, que muitos tinham me indicado como um fenômeno da MPB; grande foi minha&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; surpresa quando percebi que não se tratava exatamente de música “popular” tão pouco “brasileira”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Po&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;starei hoje minhas primeiras audições e daqui 15 dias as próximas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,0,0);font-family:verdana;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vanessa da Mata – Sons Diversos/ Multishow ao Vivo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SrI-7MWrhrI/AAAAAAAAAcQ/NBnaI5gbKrc/s1600-h/vanessa-da-mata2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5382433691310720690" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 286px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SrI-7MWrhrI/AAAAAAAAAcQ/NBnaI5gbKrc/s320/vanessa-da-mata2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Um início promissor e confuso. Primeiro cheguei a conclusão que conhecia a&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; cantora por causa do hit pegajoso “Boa Sorte” que ficou gastando nas FMs a algum tempo atrás, mas decidi ignorar esse detalhe e avançar como se estivesse em território totalmente desconhecido.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas sensações iniciais me incomodaram na audição de Vanessa da Mata. A primeira era de estar ouvindo Maria Rita nas notas altas e abertas e Marisa Monte nos sussurros. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Fechando os olhos tive dificuldade em criar uma identidade imediata para minha nova companheira de audição.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A segunda sensação que me incomodou foi a impressão de que ap&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;esar das semelhanças algo estava diferente e nenhum adjetivo surgia para &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;classificar, não exatamente a voz, mas a maneira de cantar de Vanessa.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trabalhando com rádio à quase dois anos aprendi na prática que a expressão facial transparece na sonoridade das palavras e que dizer algo rindo é completamente diferente do que dizer algo de &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;sobrancelhas cerradas de raiva - e no cantar isso é semelhante.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achei particular a forma imagética com que a voz de Vanessa se projetava. Via claramente seus gestos, sorrisos, caras e bocas que provavelmente dirigia ao seu público, sem nunca ter visto uma &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;apresentação dela nos palcos.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O primeiro adjetivo que me surgiu na cabeça foi vermelho. Sem saber tinha criado o padrão para analisar as próximas cantoras.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ao meu ver as cores dizem muito sem a necessidade exata de uma definição. O vermelho é a cor da&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; fúria, da paixão, do calor, das sensações e &lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SrI_fbWbxEI/AAAAAAAAAcg/iVfyudMtpBQ/s1600-h/Vanessa_da_Mata.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5382434313811510338" style="FLOAT: right; MARGIN: 0pt 0pt 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 214px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SrI_fbWbxEI/AAAAAAAAAcg/iVfyudMtpBQ/s320/Vanessa_da_Mata.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;energias sexuais, do ímpeto. Talvez a única cor “quente” na real definição do termo.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Depois desse rompante imagético os adjetivos começaram a surgir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vanessa canta de forma sensual, latina, como se as palavras escorregassem até a ponta da língua antes de serem arremessadas ao ar. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Não vi originalidade no repertório, mas pequenas pérolas que brilham pela interpretação apaixonada de Vanessa. “Pirraça”, “Ai, ai, ai”, e “Fugiu com a novela” são bons momentos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Gostei particularmente das versões &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;para “História de uma Gata” e para o baiano “Não Me Deixe Só”. “As Rosas Não Falam” de Noel também vale ser notada apesar do desgaste natural da música revisitada por quase todo mundo.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Vanessa é vermelho, às vezes um jantar romântico no Panamá, outras um alaranjado pôr-do-sol, não exatamente um rompante furioso de um incêndio, mas um calorzinho vindo daquela fogueira da beira do mar que tinge de tons vermelhos a água salgada.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas lembrei que não gosto tanto assim de praia.&lt;/span&gt; &lt;span style="COLOR: rgb(204,102,0);font-family:verdana;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(204,102,0);font-family:verdana;" &gt;Céu – Céu/ Vagarosa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SrI_Ek6VyNI/AAAAAAAAAcY/28H54TVUPL4/s1600-h/ceu2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5382433852521564370" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 214px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SrI_Ek6VyNI/AAAAAAAAAcY/28H54TVUPL4/s320/ceu2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Quando iniciei a audição de Céu com a trinca “Cangote”, “Comadi” e “Nascente” admito que fiquei irritado e quase pulei para a cantora seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua voz era muito afinada - mas não me pareceu particularmente um destaque.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O que me causou um grande desconforto foram os arranjos instrumentais e os overdubs, algumas influências confusas de sons, de vozes duplicadas, de elementos jazzísticos somados a efeitos eletrônicos improváveis.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Não é MPB !- cheguei a sentenciar em certo ponto.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conceito de “música popular brasileira” não podia ser aplicado ao som deturpado cheio de elementos estrangeiros e sonoridad&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SrI_f9yZJBI/AAAAAAAAAco/NoTzPg3cpd8/s1600-h/091008-ceu-1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5382434323055584274" style="FLOAT: right; MARGIN: 0pt 0pt 10px 10px; WIDTH: 293px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SrI_f9yZJBI/AAAAAAAAAco/NoTzPg3cpd8/s320/091008-ceu-1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;es que hora me lembravam a sofisticação de um bar Nova Yorkino, hora o charme esfumaçado da noite parisiense. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois que passei desse primeiro estágio da audição comecei a ser mais complacente com a voz da bela Céu.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontrei sobre as camadas exageradas de sons e instrumentos uma entrega interessante de conteúdo. Com um pouco de boa vontade, e sem ligar o som ao rótulo de MPB da embalagem, podemos ver as experimentações de Céu como algo inovador, próximo de um acid jazz ou de um “MPB progressivo” se é que isso é possível.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Tirando os sintetizados e os metais desnecessários a voz de Céu emociona pela palidez e chega a sumir em algumas canções; quase rouca a performance atinge em alguns bons momentos algo nacional muito semelhante a requintadas intérpretes internacionais.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não pude deixar de notar uma aura de Madeleine Peiroux sondando as canções de Céu. “Concrete Jungle” é legitimamente internacional. Existem alguns suspiros de MPB como em “O ronco da Cuíca” e “Vira-Lata”, mas nada que afaste da cantora sua cara de sofisticação internacional.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diferente do óbvio, Céu não é azul, mas ocre.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Uma cor oscilante, um quase sem tom, capaz de ser visto e apreciado em diversas paisagens - mas sem um lugar comum, desapegado das raízes das cores primárias. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Uma cor predileta para poucos, mas que traz o charme exótico do não convencional. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34304786-2559299839386183555?l=lettherebemorelight.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lettherebemorelight.blogspot.com/feeds/2559299839386183555/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34304786&amp;postID=2559299839386183555&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34304786/posts/default/2559299839386183555'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34304786/posts/default/2559299839386183555'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lettherebemorelight.blogspot.com/2009/09/vanessa-da-mata-e-ceu.html' title='Vanessa da Mata e Céu'/><author><name>Armando Teixeira Junior</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SeZbPNUuv2I/AAAAAAAAAAg/ZH4nluxUvbo/S220/Orkut.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SrI-7MWrhrI/AAAAAAAAAcQ/NBnaI5gbKrc/s72-c/vanessa-da-mata2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34304786.post-6733303122186316228</id><published>2009-09-10T20:27:00.007-03:00</published><updated>2009-09-10T20:43:52.174-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><title type='text'>Os Homens que Não Amavam as Mulheres - Stieg Larsson</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_fAcjnS4lIfM/SqmL4r4phII/AAAAAAAAAI0/vXeqrZnZi7o/s1600-h/stieg_larsson.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 231px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_fAcjnS4lIfM/SqmL4r4phII/AAAAAAAAAI0/vXeqrZnZi7o/s400/stieg_larsson.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5379985035840029826" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:smarttagtype namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" name="PersonName"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt; 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Peço desculpas. Alguns problemas que não vêm ao caso acabaram por causar essa demora. Mas vamoquevamo!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;É o seguinte, vocês já devem ter percebido que gosto de uma literatura leve, daquele tipo que não cai em vestibular e não é tema de roda intelectual – apesar de não desgostar de alguns clássicos também. No momento estou lendo Dom Quixote novamente, após muitos anos; sendo que a primeira vez que o li foi em uma tradução/&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;adaptação que definitivamente não é tão rica quanto o original, ou mesmo quanto boas traduções lusitanas. O caso é que estou lendo uma boa tradução, cheia de referências e tudo o mais, e com isso a leitura tem sido lenta... Aguardem o texto no futuro.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Anteriormente ao fidalgo de &lt;st1:personname productid="La Mancha" st="on"&gt;La Mancha&lt;/st1:personname&gt; li um romance policial sueco, o qual é o tema de hoje. Os Homens que Não Amavam as Mulheres, doravante chamado OHNAM. O livro faz parte de uma trilogia, a Millenium, que possui este nome em referência a uma revista fictícia na qual o personagem principal do romance trabalha como editor – além de partilhar a propriedade do veículo com uma amiga/amante/sócia.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_fAcjnS4lIfM/SqmNhWbh9XI/AAAAAAAAAJE/3RTSmSINZaw/s1600-h/Stieg-Larsson-1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 426px; height: 426px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_fAcjnS4lIfM/SqmNhWbh9XI/AAAAAAAAAJE/3RTSmSINZaw/s400/Stieg-Larsson-1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5379986833967019378" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Em igual medida a seu personagem, o a&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;utor foi ativista político e jornalista influente na sociedade sueca. Uso o verbo no passado, pois Stieg Larsson morreu em 2004, pouco depois de entregar sua trilogia às máquinas da editora que a publicaria.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Admito que o nome soe, no mínimo, estranho; algo como um romance voltado ao público homossexual. Não se engane, isso foi uma escorregadela da nossa sempre eficiente “Central Brasileira de Traduções – Seção Filmes e Livros”; a tradução literal do sueco seria algo como A Menina com a Tatuagem de Dragão.A trama toda é amarrada muito bem, além de, para um desinformado, o romance policial só se apresentar lá pela página 100. Nisso lhe restam mais de 400 páginas de belas paisagens suecas, frio, suspense inteligente, e informações tecnológicas bastante detalhadas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Em linhas gerais, a história é essa: De cara somos apresentados a um mistério acerca de umas flores que chegam todo ano, ao longo de quarenta anos, à casa de um senhor. Fique tranqüilo, pois dali em diante a parte misteriosa de OHNAM desaparece por um tempo considerável. Lisbeth Salander, co-protagonista da trama aparece como uma jovem esquisita e anti-social que usa de artifícios tecnológicos para trabalhar (leia-se hacker – você perceberá isso imediatamente). Surge Mikael Blomkvist, proprietário e editor chefe da revista Millenium, veículo respeitado e independente, pronto para disparar verdades sobre os tubarões da economia sueca. Em um tiro mal dado, Mikael é processado por um grande investidor e tem de se afastar da revista, o que abre uma brecha para que um milionário aposentado o contrate p&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;ara escrever a biografia da família.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;A partir daí a coisa toda esquenta. Fatos históricos como a Segunda Guerra, a crise da década de 30, e até mesmo a bolha dos Tigres Asiáticos servem de pano de fundo para que os podres da família Vanger venham à tona. Um grande mistério atormenta o patriarca da família. Um desaparecimento. Pistas coletadas minuciosamente. Uma companheira inesperada. Uma descoberta ainda mais escabrosa do que se imaginava.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Sim, o ritmo fica alucinante em dado momento. Admito que me surpreendi. Não achava que era um romance policial quando comprei o livro, mas fiquei gratificado com o bom desenvolvimento e com a escrita cativante de Stieg Larsson. O fato de o final do mistério acontecer antes do fim do livro também foi uma agradável surpresa, visto que deixou a obra um pouco diferente da massa de romances policiais.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Não vou contar muito mais. Creio que consegui colocar uma pulga na orelha de algum de vocês. Aliás, o livro está saindo uma pechincha na mai&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;or parte das grandes livrarias. Confesso que só comprei um livro totalmente desconhecido, de um autor sueco que eu nunca ouvi falar, porque custava meros R$ 19,90 (na livraria Martins Fontes) e eu estava de bobeira na Paulista.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Estou curioso pelos outros volumes, cujos nomes são muito menos constrangedores. Já pesquisei e os títulos estão com um valor quase tão irrisório quanto o OHNAM. O que aguardará Mikael e Lisbeth &lt;st1:personname productid="em A Menina" st="on"&gt;em  A Menina&lt;/st1:personname&gt; que Brincava com Fogo e A Rainha do Castelo do Ar?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_fAcjnS4lIfM/SqmMxoE_B1I/AAAAAAAAAI8/U2EgabzozQ0/s1600-h/Les.png"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 332px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_fAcjnS4lIfM/SqmMxoE_B1I/AAAAAAAAAI8/U2EgabzozQ0/s400/Les.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5379986014070572882" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;P.S.: Acabei de ler algumas críticas e não é que o tal Larsson “tá bombando”? Pois sim! Nas listas de mais vendidos em muitos dos 35 países no qual foi publicado. E há um filme sueco que irá estrear em breve, com o primeiro volume. Como eu não ouvi falar antes disso, hein? Será que estou tão alienado assim? Putz, não vou reescrever tudo, pessoal!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34304786-6733303122186316228?l=lettherebemorelight.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lettherebemorelight.blogspot.com/feeds/6733303122186316228/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34304786&amp;postID=6733303122186316228&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34304786/posts/default/6733303122186316228'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34304786/posts/default/6733303122186316228'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lettherebemorelight.blogspot.com/2009/09/os-homens-que-nao-amavam-as-mulheres.html' title='Os Homens que Não Amavam as Mulheres - Stieg Larsson'/><author><name>Romano locali</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05901028636246687798</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_fAcjnS4lIfM/SpZ4XsMCWPI/AAAAAAAAAIU/o-dG1fZaxtk/S220/Romano+Mod.+40.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_fAcjnS4lIfM/SqmL4r4phII/AAAAAAAAAI0/vXeqrZnZi7o/s72-c/stieg_larsson.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34304786.post-1139232149877467864</id><published>2009-09-02T21:56:00.007-03:00</published><updated>2009-09-03T01:07:53.386-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Joe Johnston</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/Sp8UnCqxI5I/AAAAAAAAAWw/wl7IvH2i_sc/s1600-h/joejohnston.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 308px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/Sp8UnCqxI5I/AAAAAAAAAWw/wl7IvH2i_sc/s400/joejohnston.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5377039141067367314" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name="OLE_LINK2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a style="font-family: verdana;" name="OLE_LINK1"&gt;Com pelo menos três filmes, cinco discos e três livros começados e não diger&lt;/a&gt;&lt;a style="font-family: verdana;" name="OLE_LINK1"&gt;idos o post desta semana era uma incógnita. Não imaginava sobre o que poderia escrever e não queria antecipar nenhum dos assuntos futuros sem dar a eles a atenção necessária.&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decidi então falar sobre um daqueles nomes perdidos no meio da história, coadjuvantes com algum brilho, mas que nunca aparecerão como protagonistas. Em qualquer site ou blog so&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;bre cinema(inclusive neste) veremos Hitchcock, Spielberg, Scorcese, Coppola, Kubrick e tantos outros no&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;me&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;s incontestáveis em qualquer seleção, mas poucos dedicam algumas linhas aos diretores que completam o “time” e que são responsáveis por filmes que ocasionalmente assistimos e que garantem alguns bons momentos em frente a tela.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O contemplado para assumir o posto de “Zé-ninguém” ou “Joe Doe” desta semana é o diretor Joe Johnston.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Você provavelmente não deve ter ouvido falar deste nome; mas se você viveu neste planeta nas últimas três décadas, com algum acesso a televisão e cinema, certamente assistiu algum filme com a assinatura de Johnston nos créditos.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/Sp8V-6lVpmI/AAAAAAAAAXQ/4_1tS7BOdBQ/s1600-h/raiders%2B3.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 211px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/Sp8V-6lVpmI/AAAAAAAAAXQ/4_1tS7BOdBQ/s320/raiders%2B3.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5377040650725598818" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Sabe os dois primeiros longas da série “Indiana Jones” ? E o segundo “Guerra nas Estrelas”?  Então ele não dirigiu nenhum deles como todos sabemos, mas foi o diretor de efeitos especiais dos três filmes. &lt;span style="color: rgb(51, 204, 0);"&gt;Quem não se lembra da pedra rolando atrás de Harrisson Ford em “Caçadores da Arca Perdida”&lt;/span&gt;, ou da ponte &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;pênsil em “O Templo da Perdição”? E a batalha entre os gigantescos andadores AT-AT e a resis&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;tência rebelde na batalha do palneta gelado de Hoth em “O&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; Império Contra-ataca” ?&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Cenas históricas do cinema de aventura com um toque de Johnston.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/Sp8V_SctIFI/AAAAAAAAAXY/HAy2VxBPj38/s1600-h/top20sessaodatarde4.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 223px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/Sp8V_SctIFI/AAAAAAAAAXY/HAy2VxBPj38/s320/top20sessaodatarde4.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5377040657131839570" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Sua carreira como diretor teve início em 1989 com o divertido &lt;span style="color: rgb(51, 204, 0);"&gt;“Querida Encolhi as Crianças”&lt;/span&gt; clássico vespertino repetido a exaustão pelo SBT. Me lembro até hoje que quando criança tinha um medo enorme do filme e gravei diversas cenas que para mim se tornaram recordações de infância: como aquela das crianças minúsculas andando pelo jardim ou da sopa aonde o personagem de Rick Moranis quase engole um de seus filhos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Impossível não lançar um suspiro nostálgico.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Johnston diri&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;giu em 1991 a &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;aventura &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 0);"&gt;“Rocketeer”&lt;/span&gt; outro &lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/Sp8U26JETkI/AAAAAAAAAXA/F0_LN2WQksc/s1600-h/rocketeer_1991_poster.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 200px; height: 307px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/Sp8U26JETkI/AAAAAAAAAXA/F0_LN2WQksc/s320/rocketeer_1991_poster.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5377039413656440386" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;marco das tardes da década de 90, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;dessa vez &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;eternizada nas repetições da platinada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; adaptação da graphic novel de Dave Stevens agradou jovens e adultos; me lembro claramente de jogar em meu Megadrive (ou seria no Nintendo 8Bits ?) o game que seguia o enredo do herói com um propulsor nas costas perseguido por espiões barra-pesada. Diversão inocente que a garotada de hoje não entenderia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Depois de um tropeço junto ao astro mirim Macaulay Culkin em “The Pagemaster”, Joe acertou novamente e dessa vez cravou um&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; sucesso de ótima bilheteria com o empolgante &lt;span style="color: rgb(51, 204, 0);"&gt;“Jumanji”(1995).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A todos nós cansados das &lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/Sp8U3V1teiI/AAAAAAAAAXI/18tgxUHdYnY/s1600-h/user1367_1166697156.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 204px; height: 307px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/Sp8U3V1teiI/AAAAAAAAAXI/18tgxUHdYnY/s320/user1367_1166697156.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5377039421091445282" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;aventuras meia boca  e sem criatividade que envolvem cães e simios &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;superdotados jogando esportes diversos o filme conseguiu dar um sopro de originalidade, e se não é um grande nome pelo menos quebra o galho. Algumas cenas são realmente muito boas, se&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;mpre abusando dos efeitos especiais - maior assinatura de Johnston.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale ainda creditar aqui à filmografia do diretor a seqüência “Jurassic Park III” que na minha opinião é passável. Ainda dou risada com a cena aonde um celular toca na barriga do dinossauro gigante maior que o T-Rex...&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Para finalizar tive uma grata surpresa ao ver o que vem pela frente...&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Já havia encontrado cenas na web com  a espantosa caracterização do ator Benício Del Toro para a nova versão do filme&lt;span style="color: rgb(51, 204, 0);"&gt; “O Lobisomem”(The Wolfman)&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/Sp8U2q4T1oI/AAAAAAAAAW4/13AdwFfO8AU/s1600-h/MV5BMTI4MjA3MDY5NV5BMl5BanBnXkFtZTcwOTI5ODM2MQ%40%40._V1._SX269_SY400_.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 189px; height: 281px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/Sp8U2q4T1oI/AAAAAAAAAW4/13AdwFfO8AU/s320/MV5BMTI4MjA3MDY5NV5BMl5BanBnXkFtZTcwOTI5ODM2MQ%40%40._V1._SX269_SY400_.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5377039409559623298" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;mas não imaginava que o longa seria dirigido por Johnston. Será interessante ver como a câmera do diretor se sairá em um suspense. &lt;a style="color: rgb(255, 0, 0);" href="http://lettherebemorelightarchive.blogspot.com/2009/09/joe-johnston.html"&gt;Confira o trailer na filmografia &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;a style="color: rgb(255, 0, 0);" href="http://lettherebemorelightarchive.blogspot.com/2009/09/joe-johnston.html"&gt;ilustrada do diretor.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para esperar e temer foi anunciado que o diretor prepara para 2011 uma adaptação que há muito tempo entra e sai dos planos dos grandes estúdios. Será dele a culpa do sucesso - ou do fracasso - da versão cinematográfica do herói mais nacional que os Estados Unidos concebeu. Sim ele, o cara que veste uma bandeira e uma estrela na testa, o supersoldado Capitão América.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é, logo o “anonimato” de Johnston chegará ao fim para o bem ou para o mal. Sinceramente torço para que nenhum desses longas estoure como uma bomba nas mãos dele.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Longe de ser um John qualquer, não daria a ele um Oscar ou uma Palma, mas talvez o troféu “Diretor Camarada” por ter prestado ao cinema uma ótima contribuição quase anônima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a style="color: rgb(255, 0, 0);" href="http://lettherebemorelightarchive.blogspot.com/2009/09/joe-johnston.html"&gt;Veja aqui a Filmografia ilustrada e sinta a nostalgia...&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34304786-1139232149877467864?l=lettherebemorelight.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lettherebemorelight.blogspot.com/feeds/1139232149877467864/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34304786&amp;postID=1139232149877467864&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34304786/posts/default/1139232149877467864'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34304786/posts/default/1139232149877467864'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lettherebemorelight.blogspot.com/2009/09/com-pelo-menos-tres-filmes-cinco-discos.html' title='Joe Johnston'/><author><name>Armando Teixeira Junior</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SeZbPNUuv2I/AAAAAAAAAAg/ZH4nluxUvbo/S220/Orkut.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/Sp8UnCqxI5I/AAAAAAAAAWw/wl7IvH2i_sc/s72-c/joejohnston.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34304786.post-4909704473623596827</id><published>2009-08-26T20:39:00.003-03:00</published><updated>2009-08-26T20:46:41.531-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>Grand Funk Railroad</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_fAcjnS4lIfM/SpXH7nR0jHI/AAAAAAAAAIA/F9hhd9QkR3s/s1600-h/granf.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 272px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_fAcjnS4lIfM/SpXH7nR0jHI/AAAAAAAAAIA/F9hhd9QkR3s/s400/granf.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5374421557306494066" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:smarttagtype style="font-family: verdana;" namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" name="PersonName"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt; 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&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A idéia para o texto de hoje é ser descompromissado. Não vou ficar exaltando aspectos técnicos ou enchendo você com informações que podem ser encontradas facilmente no Google.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Se você é um fã dessa banda, vá a um site especializado. Se você procura dicas e opiniões sobre boa música, aí sim você estará no lugar certo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O nome homenageia uma estrada de ferro importante nos Estados Unido&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;s, mas com certeza o som do Grand Funk Railroad se tornou muito mais famoso! Banda criada nos idos anos sessenta, em 1969 para ser exato, li que a crítica nunca foi muito positiva com relação ao grupo, alegando que os integrantes não eram músicos suficientemente bons e que o produtor era egocêntrico. O público, ao contrário, adorava!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Primeiro, deixo claro que não sou músico. Sou jovem demais e talvez não devesse ficar dando opiniões por aí, como uma psedo-crítico. Porém, não me considero um mau ouvinte e acho que tenho bom ouvido para música. Não consigo ouvir o som do Grand Funk, com seus trinta anos de idade, e pensar que seja ruim.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Pode ser aquela sensação que vive rondando as pessoas da minha geração, dizendo que o passado sempre foi mais bonito e glorioso, que nascemos na época errada e que tudo era tão melhor antes do que agora. Algo assim. Não sei.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Apenas me peguei fuçando CDs de MP3 e achei um álbum do Grand Funk – coletânea, por sinal – ao qual decidi dar a chance de uma audição mais aprofundada. O nobre amigo Japa, com o qual divido este espaço, já havia colocado umas músicas em CDs que escutamos em alguma bebedeira nos botecos da vida. “É o momento de ouvir de verdade”, pensei comigo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Desde o sábado tenho ficado com as músicas na cabeça. A coletânea se chama Capitol Collector Series. Tem, acredito, as melhores canções do Grand Funk ao longo de sua carreira. Ainda não pude ouvir todos os álbuns, pois minha Internet não está lá essas coisas para baixá-los.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Mesmo assim, a versão de Gimme Shelter dessa coletânea está efusivamente insistindo para que eu ouça toda a discografia. E, lógico, farei isso! Sugiro, portanto, que você, meu amigo internauta bom de música, baixe já uma coletânea do Grand Funk para conhecer também um pouco dessa banda sensacional.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_fAcjnS4lIfM/SpXIPOZg5WI/AAAAAAAAAII/ns5TtNOrP10/s1600-h/Grand+Funk.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 352px; height: 467px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_fAcjnS4lIfM/SpXIPOZg5WI/AAAAAAAAAII/ns5TtNOrP10/s400/Grand+Funk.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5374421894225257826" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;Recomendações especiais: Heartbreaker, Closer to Home, Mean Mistreater, Feelin Alright, e We’re an American Band. &lt;/span&gt;A primeira, por exemplo, realmente parte corações; não sei explicar como, mesmo porque meu inglês é pífio, mas parte; algo na batida, ou na voz, na guitarra... Feelin Alright te faz se sentir bem de verdade! E a patriótica We’re an American Band com certeza vai te lembrar umas outras tantas músicas daqueles anos; mesmo assim diferente. Quanto a Closer to Home, sem comentários (você vai entender ao ouvir).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Da coletânea, resta dizer que é perfeita para começar, tendo pelo menos uma música de cada álbum dos 17 anos de carreira. É perfeito também para pegar a estrada com o som no último num dia de sol! Se for &lt;st1:personname productid="em uma Harley" st="on"&gt;em uma Harley&lt;/st1:personname&gt; então!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" face="verdana" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: verdana; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Tenho um tio turco (possuidor de uma belíssima Harley) que sempre me pergunta: “Sabe o que é isso que está tocando?”; Grand Funk, claro, mas eu nunca sabia. Pelo menos a banda agora eu vou saber, falta a experiência de ouvir em cima de uma Harley na rota 66.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34304786-4909704473623596827?l=lettherebemorelight.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lettherebemorelight.blogspot.com/feeds/4909704473623596827/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34304786&amp;postID=4909704473623596827&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34304786/posts/default/4909704473623596827'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34304786/posts/default/4909704473623596827'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lettherebemorelight.blogspot.com/2009/08/grand-funk-railroad.html' title='Grand Funk Railroad'/><author><name>Romano locali</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05901028636246687798</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_fAcjnS4lIfM/SpZ4XsMCWPI/AAAAAAAAAIU/o-dG1fZaxtk/S220/Romano+Mod.+40.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_fAcjnS4lIfM/SpXH7nR0jHI/AAAAAAAAAIA/F9hhd9QkR3s/s72-c/granf.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34304786.post-49834123961367691</id><published>2009-08-19T11:05:00.006-03:00</published><updated>2009-08-19T18:56:31.672-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><title type='text'>O Falcão Maltês - Dashiell Hammet</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SowIFKJhU0I/AAAAAAAAAUI/XIR5a4VADiA/s1600-h/Hammett.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5371677340262814530" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 211px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SowIFKJhU0I/AAAAAAAAAUI/XIR5a4VADiA/s320/Hammett.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;O livro o Falcão Maltês publicado originalmente em 1938 é considerado por &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SowIUh2TbjI/AAAAAAAAAUQ/yn-xBnIgtUY/s1600-h/das.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5371677604322700850" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 188px; CURSOR: hand; HEIGHT: 236px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SowIUh2TbjI/AAAAAAAAAUQ/yn-xBnIgtUY/s320/das.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;muitos o romance policial mais importante da literatura. O estadunidense &lt;span style="color:#33cc00;"&gt;Dashiell Hammett&lt;/span&gt; imprimiu nas páginas de seu livro uma realidade dura e seca - verossímil e muito próxima ao cotidiano da sociedade em crise dos Estados Unidos da década de 30.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O resultado dessas linhas traçadas em um mundo irônico, mal e sem esperanças, habitado por detetives sem ética, policiais violentos e criminosos disfarçados entre os cidadãos comuns foi uma estética conhecida como noir.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A palavra vem do francês e significa “negro” e se difundiu pela literatura e pelo cinema caracterizada por diversos pontos técnicos específicos, mas tendo em comum a figura central de um protagonista representante da lei de caráter ambíguo e personalidade violenta.&lt;/div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SowIVLypERI/AAAAAAAAAUY/Gl4Nk9IJBYY/s1600-h/FM.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5371677615581630738" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 190px; CURSOR: hand; HEIGHT: 271px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SowIVLypERI/AAAAAAAAAUY/Gl4Nk9IJBYY/s320/FM.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;No cinema em geral a estética é marcada pela fotografia em preto e branco, pela baixa iluminação, pelos ângulos de câmeras pouco convencionais e pela presença da narração em off do protagonista. O filme “The Maltese Falcon” de 1941, também foi um dos precursores da estética noir no cinema, dirigido por John Huston, eternizou a figura de &lt;span style="color:#33cc00;"&gt;Sam Spade na atuação de Humprhey Bogart&lt;/span&gt;, gerando um ícone comparativo para gerações e gerações de policiais e detetives durões no cinema.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Deixando de lado os aspectos técnicos e analisando o que todo mundo vê, a grande contribuição do romance escrito por Hammett foi uma mudança cultural na visão do detetive convencional e da mocinha indefesa. Um contraponto aos detetives de Agatha Christie e as donzelas virginais e indefesas foi criado em O Falcão Maltês.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O protagonista Sam Spade se tornou o modelo do detetive real, retirando de Poirot e Sherlock Holmes o manto de super-herói com a lupa que tudo enxerga. Spade é amoral, violento e egoísta, faz seu trabalho como ganha pão e não hesita diante da oportunidade de lucrar em cima da inocência de clientes ou da imbecilidade da polícia. Os crimes são solucionados através de uma investigação dedutiva, mas não genial, exigindo geralmente alguns socos e pontapés para chegar a conclusão derradeira – os músculos são tão importantes quanto o cérebro no cotidiano do detetive noir.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SowIvKcVi-I/AAAAAAAAAUg/lLcIM1UO8k4/s1600-h/sem+tÃ&amp;shy;tulo+11.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5371678061896240098" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 279px; CURSOR: hand; HEIGHT: 186px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SowIvKcVi-I/AAAAAAAAAUg/lLcIM1UO8k4/s320/sem+t%C3%ADtulo+11.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Sua postura, sua caracterização e seu “modus-operandi” se tornaram uma marca explorada até hoje, com diversas ramificações, tipos e caricaturas. O cômico Ed Mort de Luís Fernado Veríssimo, &lt;span style="color:#33cc00;"&gt;o detetive Patolino em episódio de desenho da Warner &lt;/span&gt;e o violento policial Hartingan da graphic novel Sin City; todos são netos bastardos de Sam Spade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A contraparte feminina do romance, “Miss O´Shaugnessy”, é a inauguração de outro estereótipo que seria repetido à exaustão: a femme fatale. Sensual, supostamente indefesa e traiçoeira como uma víbora, a personagem feminina do romance noir geralmente é parte essencial da trama e transita entre vilões e protagonistas de acordo com seu interesse, utilizando todo o apelo do “sexo frágil”.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Os crimes, parte essencial da narrativa, são cometidos por profissionais em becos urbanos, sem testemunhas e de forma eficiente e pouco pirotécnica, nada de “ Coronel Mostarda, com o candelabro na Biblioteca”. As intrigas e as reviravoltas na trama são sempre verossímeis e as conclusões geralmente são pessimistas e desesperançosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SowIvRVCaKI/AAAAAAAAAUo/aYf7tDle2o4/s1600-h/bardahl1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5371678063744673954" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 273px; CURSOR: hand; HEIGHT: 112px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SowIvRVCaKI/AAAAAAAAAUo/aYf7tDle2o4/s320/bardahl1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Por isso engrosso o coro de fãs declarados do livro de Hammet. Mesmo antes de saber ler já estava exposto a diversas influencias do livro distribuídas em desenhos animados, séries de Tv e filmes para toda as idades.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33cc00;"&gt;Adaptado para vender óleo de motor no comercial de televisão&lt;/span&gt;, ou lançado para o futuro, na máquina do tempo do cinema, na pele do detetive Deckard(Harrisson Ford) de Blade Runner; a obra de Hammett não somente inovou como criou um molde difícil de ser superado. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Sam Spade com seu rosto anguloso em V pode aparecer no próximo best-seller, na próxima novela das oito ou na delegacia na esquina da sua casa, talvez nos três.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34304786-49834123961367691?l=lettherebemorelight.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lettherebemorelight.blogspot.com/feeds/49834123961367691/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34304786&amp;postID=49834123961367691&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34304786/posts/default/49834123961367691'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34304786/posts/default/49834123961367691'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lettherebemorelight.blogspot.com/2009/08/o-falcao-maltes-dashiell-hammet.html' title='O Falcão Maltês - Dashiell Hammet'/><author><name>Armando Teixeira Junior</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SeZbPNUuv2I/AAAAAAAAAAg/ZH4nluxUvbo/S220/Orkut.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SowIFKJhU0I/AAAAAAAAAUI/XIR5a4VADiA/s72-c/Hammett.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34304786.post-7791501279726991805</id><published>2009-08-12T22:07:00.007-03:00</published><updated>2009-08-19T18:40:54.595-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Perfil - Scarlett Johansson</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_fAcjnS4lIfM/SoNp0BxYkCI/AAAAAAAAAHg/QVuidkexzKk/s1600-h/Blank_I.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5369251523305443362" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 400px; height: 137px; text-align: center;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_fAcjnS4lIfM/SoNp0BxYkCI/AAAAAAAAAHg/QVuidkexzKk/s400/Blank_I.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Começando pelo nome, essa nova-iorquina já tem um pé no estrelato. Marlene Dietrich, Greta Garbo, Sophia Loren, Grace Kelly, Audrey Hepburn, Vivien Leigh… Scarlett Johansson… Sim, soa muito bem incluída no panteão de divas do Cinema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peço desculpas, por antecipação, se o texto de hoje no LTBML for um pouco afetado pela minha afeição ao tema. Mesmo assim, tentarei passar o máximo de informações possíveis sobre a atriz que conquistou o posto de musa de Woody Allen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De início, apenas contemplemos por um minuto a beleza clássica dessa jovem de 24 anos. Deus – ou qualquer força superior – foi sábio ao dar um irmão gêmeo a Scarlett ao invés de uma irmã. Algo na mistura dos sangues dinamarquês e polonês deu muito certo para a atriz, modelo e atualmente até cantora. &lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5369250127372260226" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 400px; height: 300px; text-align: center;" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_fAcjnS4lIfM/SoNoixg-k4I/AAAAAAAAAHY/xnUiQ52yakw/s400/0,,21278478-EXH,00.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Bom, depois desse momento relaxante, sigamos em frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filha de arquiteto, Johansson poderia não ter seguido a carreira artística. Se foi a efervescência cultural de Manhattan, ou ainda algum outro motivo que a levou a tornar-se atriz, é difícil saber. Ela é bastante reservada quanto a sua vida pessoal e aos seus sentimentos, de modo que podemos apenas imaginar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em todo caso, verificando-se a filmografia de Scarlett (&lt;a href="http://lettherebemorelightarchive.blogspot.com/2009/08/filmografia-ilustrada.html"&gt;clique aqui&lt;/a&gt; para vê-la em detalhes) chegamos à conclusão que sua carreira começou bastante cedo, aos 10 anos, com North (1994), filme que ganhou no Brasil o nome de O Anjo da Guarda. Sinceramente não me lembro de tê-lo visto, e acredito que pouquíssimas crianças são prodígios desde tão cedo. Na ausência de críticas a respeito de Johansson nesse papel, penso que ela não era nenhum prodígio, apenas um rostinho bonito.&lt;br /&gt;Porém, como o tempo foi generoso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos 5 anos seguintes ela manteria o ritmo de um trabalho por ano, sempre em produções leves, inclusive em um velho conhecido das terras tupiniquins: Esqueceram de Mim 3. Quase uma ponta ao invés de um papel. Mas não pense você, leitor, que estou denegrindo a imagem da deusa nórdica que eu me propus a louvar com esse texto. Sou da opinião que os defeitos também fazem parte da perfeição, por mais contraditório que isso possa parecer. &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sob essa linha de raciocínio, tenho mostrado que, mesmo em produções “água-com-açúcar”, Scarlett se manteve ativa e visível a oportunidades de papéis melhores. Certamente também descobriu que gostava muito de atuar e, assim, perseverou na carreira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi então que, em 2001, atuou em Ghost World, ao lado de Steve Buscemi (Reservoir Dogs) e Thora Birch (uma promessa que não deu tão certo assim). Os críticos consideram que esse filme alavancou a carreira de Johansson ao que é hoje. Ela ainda deslizaria em 2002 com o filme Eight Legged Freaks (Malditas Aranhas, no Brasil), uma comédia bem ruinzinha que está sempre em exibição no SBT.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já em 2003, a estrela prometida em Ghost World começa a brilhar em produções de peso como Lost In Translation, de Sofia Coppola. Ao lado de Bill Murray, Scarlett dá um show de atuação na telona e mostra a que veio. Apesar de o filme não ser consenso fora do ambiente Cult, a história tem momentos muito intensos – sentimentalmente falando – e traça perfis muito interessantes e profundos a respeito dos personagens. Tais qualidades da película só são possíveis a partir da ótima interação entre Murray e Johansson. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5369251908359954290" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 400px; height: 137px; text-align: center;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_fAcjnS4lIfM/SoNqKcNiH3I/AAAAAAAAAHo/s8KhCyM4TPA/s400/Blank_II.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Ainda em 2003, Girl With Pearl Earring, um filme de época, renderia a nossa nova diva do Cinema indicações ao Bafta (Oscar do Reino Unido) e ao Globo de Ouro. A fotografia do filme é belíssima e ajustada na medida perfeita para valorizar os atributos de Scarlett.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lindíssima, ela se tornava uma mulher com o mérito não só da beleza, mas do talento!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ano seguinte, 2004, resultaria em quatro trabalhos, dos quais um numa animação, como a voz de Mandy, a esquilo que mora no fundo do oceano ao lado de Bob Esponja e seus amigos. Os outros três são filmes razoáveis e até bons, mas sem muito de relevante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como disse, Johansson nasceu em Nova Iorque e, coincidência ou não, a cidade também é o berço de Woody Allen. Foi a partir de 2005 que o caminho desses dois se cruzou e o cineasta, diretor, roteirista, ator e músico judeu ganhou uma nova musa para ocupar os lugares que já foram de Diane Keaton e Mia Farrow.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É possível que Woddy ficasse irado por eu colocar Scarlett como sua musa, pois é sabido que ele não suporta esse tipo de rótulo. Só que fica difícil definir a relação deles de maneira diferente mediante declarações como essa: “você apareceu e meu bloqueio como escritor se curou”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Match Point, Scoop e Vicky, Cristina, Barcelona... Esses são os três filmes em que a parceria Allen/Johasson já trabalhou, todos elogiados pela crítica e por mim, que tendo assistido a todos eles, recomendo. Deles, o que acho mais criativo e cativante é Match Point, de 2005. Scoop é o mais engraçado, com participações do próprio Woody Allen e do eterno Wolverine, Hugh Jackman. Aliás, no mesmo ano de lançamento de Scoop, 2006, Scarlett atuou com Jackman no ótimo The Prestige (O Grande Truque, no Brasil), cujas reviravoltas são muito inventivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com relação a Vicky, Cristina, Barcelona (2008), minha opinião ainda não está toda maturada, pois vi o filme recentemente. Com certo atraso, admito. Porém adianto que a primeira impressão foi muito positiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O casamento entre o sortudo Ryan Reinolds e Scarlett Johanson, em setembro de 2008, pode até vir a não dar certo, já a união da jovem atriz e de Woody Allen na grande tela parece apenas ter começado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E para finalizar – afinal, estamos aqui faz tempo –, de 2005 em diante Johansson atuou, além de em produções dirigidas pelo pequeno judeu de Nova Iorque, também em um filme de Brian de Palma (Dália Negra, de 2005), em duas adaptações de quadrinhos (The Spirit e Iron Man 2, ambos de 2009), outras duas comédias (Diário de uma Babá, de 2007, e He's Just Not That into You, de 2009), e um filme de época (The Other Bolleyn Girl, de 2008).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mais informações dos últimos filmes, &lt;a href="http://lettherebemorelightarchive.blogspot.com/2009/08/filmografia-ilustrada.html"&gt;clique aqui&lt;/a&gt; caso não tenha visto ainda a filmografia da atriz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E já ia me esquecendo. Com certeza ela é uma nova diva: talentosa, linda, rosto de grifes clássicas e importantíssimas no mundo da moda – como as suas predecessoras. Porém, se tem uma coisa que ela não precisava ter tentado era cantar! Uma voz meio apagada, um ritmo meio morno, mesmo reinterpretando músicas de Tom Waits.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como eu disse, até deusas têm defeitos...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5369253505236893042" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 400px; height: 137px; text-align: center;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_fAcjnS4lIfM/SoNrnZCqfXI/AAAAAAAAAHw/CSs0Kj-8KvE/s400/Blank_III.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34304786-7791501279726991805?l=lettherebemorelight.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lettherebemorelight.blogspot.com/feeds/7791501279726991805/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34304786&amp;postID=7791501279726991805&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34304786/posts/default/7791501279726991805'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34304786/posts/default/7791501279726991805'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lettherebemorelight.blogspot.com/2009/08/perfil-scarlett-johansson.html' title='Perfil - Scarlett Johansson'/><author><name>Romano locali</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05901028636246687798</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_fAcjnS4lIfM/SpZ4XsMCWPI/AAAAAAAAAIU/o-dG1fZaxtk/S220/Romano+Mod.+40.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_fAcjnS4lIfM/SoNp0BxYkCI/AAAAAAAAAHg/QVuidkexzKk/s72-c/Blank_I.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34304786.post-707579267441820697</id><published>2009-08-05T06:34:00.008-03:00</published><updated>2009-08-07T08:55:39.627-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Perdidos na Noite</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SnlSkfzEJjI/AAAAAAAAARg/_5NhPefXrEk/s1600-h/perdidos-na-noite07POL.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5366411217953105458" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 252px; CURSOR: hand; HEIGHT: 354px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SnlSkfzEJjI/AAAAAAAAARg/_5NhPefXrEk/s320/perdidos-na-noite07POL.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O início do filme é emblemático. Enquanto ouvimos o sotaque carregado de John Voight cantarolando uma música country, diversas personagens se perguntam:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;-Aonde está Joe Buck ?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Em uma caracterização carnavalesca de cowboy, Voight atravessa a paisagem de uma cidadezinha bucólica do Texas enquanto se dirige a lanchonete, aonde trabalha lavando pratos, com o propósito de se demitir e seguir para Nova York atrás de seu sonho de virar garoto de programa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ao som recorrente da canção “Everybodys Talking” de Harry Nilsson , o longa “Midnight Cowboy” de John Schelsinger é um convite íntimo ao universo masculino. Amizade, frustração, homossexualismo, amor e sexo são desconstruídos um a um na incursão do inocente Joe ao universo caótico representado por Nova York.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SnlWY3GHivI/AAAAAAAAARw/Qt3K5rMMJcY/s1600-h/perdidos-na-noite08.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5366415416095116018" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 219px; CURSOR: hand; HEIGHT: 298px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SnlWY3GHivI/AAAAAAAAARw/Qt3K5rMMJcY/s320/perdidos-na-noite08.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O filme arrebatou de forma surpreendente 3 Oscars das principais categorias no ano de 1969(Melhor Filme, Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Direção), se tornando o único filme de categoria “X-rated”(proibido para menores de 18 anos) a vencer o mais tradicional prêmio do mainstream do cinema.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Não que a obra estará disponível na ala pornô da locadora mais próxima, longe disso. Explícita mesmo só a mensagem, não existem cenas chocantes de sexo, nudez ou violência como pode sugerir a classificação. O filme fala basicamente sobre prostituição masculina e sobre temas controversos para o ano de 1969 - como consumo de drogas, estupro e homossexualismo – com os méritos de não oferecer uma visão pragmática do assunto; sem nenhum tipo de juízo de valores ou condenação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Na realidade o ingênuo Joe Buck, idealiza a prostituição como um ótimo trabalho, imaginando Nova York uma cidade onde mulheres de todas as idades estão dispostas a pagar muitos dólares por prazer. O título do longa faz uma alusão a prostituição masculina, mas infelizmente a nossa central brasileira de tradução transformou o título do filme em atração do apresentador Fausto Silva - na locadora procure por “Perdidos na Noite”. (Ninguém me tira da cabeça que a tradução literal também seria um fracasso: “Cowboy da Meia Noite”, ia parecer nome de filme nacional do Teodoro e Sampaio....)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;John Voight, em um de seus melhores papéis, enterra muito antes de “O Segredo de Brockback Mountain” a figura emblemática do cowboy de John Wayne. Caracterizado com botas, esporas, chapéu e cigarro no canto da boca, Joe Buck vai a Nova York confiante no seu potencial como “garanhão” texano, e acaba se desiludindo ao perceber que os cowboys perdidos na noite são também figuras carregadas de homossexualismo implícito, procurados mais por homens que por mulheres na hora de um programa. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SnlULFG80sI/AAAAAAAAARo/qiMGuMx935s/s1600-h/DUSTIN%20HOFFMAN%20%20JON%20.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5366412980315280066" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 274px; CURSOR: hand; HEIGHT: 197px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SnlULFG80sI/AAAAAAAAARo/qiMGuMx935s/s320/DUSTIN%2520HOFFMAN%2520%2520JON%2520.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Em Nova York todos abusam sem nenhum pudor da ingenuidade de Joe, que aos poucos vê seu sonho de sucesso desmoronar. Talvez o único ponto otimista de todo o filme seja &lt;span style="color:#009900;"&gt;a amizade entre Joe e o malandro Enrico “Ratzo” Salvatore Rizzo,&lt;/span&gt; interpretado de forma sublime por Dustin Hofman. Para viver Ratzo, que sofre com uma perna quase inválida, Hofman utilizou pedras dentro do sapato para mancar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O clímax do filme é desorientador e leva Joe a uma importante lição de amadurecimento no final da história.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Construído de forma hábil com uma câmera cheia de nervosismo em suas tomadas descentralizadas e edição cheias de cortes secos, o longa alterna as experiências vividas por Joe em Nova York com flashbacks de sua infância e adolescência vividas no Texas, atormentado por lembranças recorrentes de um violento estupro. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Perdidos na Noite é sem dúvida um grande filme, uma análise social crua que não perdoa nem a urbanização desordenada dos grandes centros, nem o atraso rural interiorano embrutecido, utilizando a figura do pobre Joe para mostrar como o ser humano é cruel aonde quer que seja. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Com um radinho de pilha na mão, a pé ou em um ônibus, o “cowboy” de John Voight é universal, representa o êxodo rural de pessoas simples atrás de uma vida melhor que se tornam vítimas de sua própria ilusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a música de Nilsson, mereceria um post a parte. Toda vez que subo em um ônibus me pego a cantarolar: “Everybody's talking at me I don't hear a word they're saying Only the echoes of my mind”...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/uBemzu1Fchk&amp;amp;hl=" width="560" height="340" type="application/x-shockwave-flash" fs="1&amp;amp;" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;A marcante sequência inicial do filme ao som de Nilsson...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34304786-707579267441820697?l=lettherebemorelight.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lettherebemorelight.blogspot.com/feeds/707579267441820697/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34304786&amp;postID=707579267441820697&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34304786/posts/default/707579267441820697'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34304786/posts/default/707579267441820697'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lettherebemorelight.blogspot.com/2009/08/filtrando-perdidos-na-noite.html' title='Perdidos na Noite'/><author><name>Armando Teixeira Junior</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SeZbPNUuv2I/AAAAAAAAAAg/ZH4nluxUvbo/S220/Orkut.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SnlSkfzEJjI/AAAAAAAAARg/_5NhPefXrEk/s72-c/perdidos-na-noite07POL.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34304786.post-5240037416271775513</id><published>2009-07-31T19:06:00.004-03:00</published><updated>2009-07-31T19:17:03.490-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>Pronunced Leh-nerd Skin-ner - Lynyrd Skynyrd</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_fAcjnS4lIfM/SnNs67SGDUI/AAAAAAAAADQ/2-CA5wMF77E/s1600-h/Lynyrd.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5364751340730191170" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 232px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_fAcjnS4lIfM/SnNs67SGDUI/AAAAAAAAADQ/2-CA5wMF77E/s320/Lynyrd.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;(Texto postado em atraso, excepcionalmente, pois minha internet tem estado uma grande porcaria nos últimos dias)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caríssimo internauta! Eis que hoje venho escrever meu quinzenal texto no LTBML, sempre às quartas-feiras, só que em um ânimo baixo. Tenho estado muito desatualizado com relação ao cenário musical atual e, para não cansar, achei por bem não postar novamente fatos do jazz. Já comentei literatura e cinema recentemente, então o caminho seria a música. Mas o quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escutei Wallflowers e Arctic Monkeys ontem, na busca pela inspiração. A segunda foi muito badalada no ano passado; mais uma banda britânica com um som diferente e interessante; o problema é que não me mexeu, não agradou meus ouvidos, à exceção de poucas canções como Mardy Bum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wallflowers, por outro lado, tem uma trajetória maior, mais álbuns, e tem o filho de Bob Dylan no vocal; um som agradável, admito, só que apenas One Headlight e Josephine me parecem músicas notáveis. E ainda tenho que ressaltar que não são notáveis por qualquer aspecto técnico inovador, apenas por uma alegria e uma beleza profunda, respectivamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, ambas valem uns minutos. São boas, e a segunda me agradou mais. Entretanto, texto no LTBML eu não escrevo só por isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois desse nariz de cera enorme – e que seria execrado pelos meus colegas de profissão –, vamos ao que interessa. O tema da noite é uma banda cuja trajetória envolve tragédia e músicas sensacionais. Infelizmente não conheço o repertório tanto quanto gostaria, pois não é a coisa mais fácil de se encontrar para baixar. Usarei este texto como incentivo para saber mais sobre Lynyrd Skynyrd.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_fAcjnS4lIfM/SnNtNqo-mRI/AAAAAAAAADY/2gLBEVgN7_c/s1600-h/615px-skynyrd.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5364751662680283410" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 312px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_fAcjnS4lIfM/SnNtNqo-mRI/AAAAAAAAADY/2gLBEVgN7_c/s320/615px-skynyrd.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O Lynyrd é uma banda de Southern Rock norte-americana que estourou na década de 1970. Algo na mesma linha seria o Allman Brothers, que também bebe na fonte do country e do blues. Talvez a maior companheira de Southern do Lynyrd, entretanto, seja o Creedence, cuja carreira merecerá palavras no LTBML no futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuando. O primeiro álbum veio em 1973, e chamava-se Pronunced Leh-nerd Skin-nerd, em uma analogia ao grafismo confuso do próprio nome da banda. É nesse LP que podemos encontrar a eterna Free Bird, além da perfeita Simple Man. Apesar de longa, Free Bird dominou as rádios e alçou o compositor e vocalista Ronnie Van Zant a um novo patamar. Após o sucesso do primeiro álbum, o Lynyrd foi convidado por Pete Townshend, do The Who, para abrir os shows da turnê Quadrophenia. Mérito mais do que merecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto a história do rock nos mostra que não só de boas letras e de bom som é que se fazem os grandes. Tragédias ou polêmicas poderiam ser o trampolim para a eternização. Nesse caso foi a tragédia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após gravarem um segundo álbum em 1974 (Second Helping), cujo maior sucesso era Sweet Home Alabama; o lançamento, sem muita convicção por parte dos próprios integrantes, de um terceiro em 1975; e da turnê “da Tortura”, na qual os músicos do Lynyrd se desentenderam e se desgastaram em brigas contínuas, a primeira mancha de sangue surgiu na trajetória dos rapazes de Jacksonville.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um final de semana de 1976, os guitarristas Gary Rossington e Allen Collins sofrem acidentes simultâneos de automóvel e a banda é obrigada a diminuir o ritmo frenético de shows. Mais um álbum viria em 1977, Street Survivors, e em outubro daquele ano o destino selaria para o bem e para o mal a história do Lynyrd Skynyrd.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o mal, pois o avião da banda decolou em 20 de outubro e caiu dos céus deixando apenas dois sobreviventes. Para o bem, pois uma boa banda de Southern Rock se tornou um mito do rock internacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muitas outras músicas ótimas na história do Lynyrd, uma das minhas favoritas é Double Trouble. Vale a pena baixar. Vá atrás também de Heartbreaker Hotel, Lucky Man, That Smell e, principalmente, de Travellin Man. Ah, e caso queria conhecer uma banda herdeira do Southern, procure Kings of Leon.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;P.S.: Assista &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=CkTQUtx818w"&gt;aqui&lt;/a&gt; a um clipe da música Free Bird&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34304786-5240037416271775513?l=lettherebemorelight.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lettherebemorelight.blogspot.com/feeds/5240037416271775513/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34304786&amp;postID=5240037416271775513&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34304786/posts/default/5240037416271775513'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34304786/posts/default/5240037416271775513'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lettherebemorelight.blogspot.com/2009/07/pronunced-leh-nerd-skin-ner-lynyrd.html' title='Pronunced Leh-nerd Skin-ner - Lynyrd Skynyrd'/><author><name>Romano locali</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05901028636246687798</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_fAcjnS4lIfM/SpZ4XsMCWPI/AAAAAAAAAIU/o-dG1fZaxtk/S220/Romano+Mod.+40.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_fAcjnS4lIfM/SnNs67SGDUI/AAAAAAAAADQ/2-CA5wMF77E/s72-c/Lynyrd.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34304786.post-8204856377247156053</id><published>2009-07-22T18:54:00.007-03:00</published><updated>2009-07-22T19:10:52.479-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>Alucinação - Belchior</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SmeL9PwAs5I/AAAAAAAAAQY/WQFXz6E-lq4/s1600-h/20080827090728.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361407765724050322" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 271px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SmeL9PwAs5I/AAAAAAAAAQY/WQFXz6E-lq4/s400/20080827090728.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Um Cearense e um Disco&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta semana decidi utilizar esse espaço para uma indicação pessoal pouco convencional. Desculpem os que lêem este espaço pelos “hits” do momento ou pelos clássicos incontestáveis, mas para fugir um pouco do lugar comum, das indicações para todos os gostos e dos consensos resolvi falar de um poeta e músico muito pouco valorizado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Imaginei a história de um cearense cabra da peste. Poeta como ele só, contada por ele mesmo - utilizando um dos meus discos prediletos na história da música popular brasileira, suas letras e composições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;A história começa assim:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas um rapaz Latino-Americano sem dinheiro no banco sem parentes importantes e vindo do interior. Jovem que desce do norte para cidade grande, os pés cansados e feridos de andar légua tirana. Vinte e cinco anos de sonho e de sangue e de América do Sul; que por força deste destino, um tango argentino lhe cai bem melhor que um blues.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A história é ... talvez, é talvez igual a tua, jovem que desceu do norte que no sul viveu na rua, e que ficou desnorteado(como é comum no seu tempo), e que ficou desapontado(como é comum no seu tempo), e que ficou apaixonado e violento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Como cenários&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grande cidade, São Paulo, a solidão das pessoas das capitais. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Um preto, um pobre, uma estudante, uma mulher sozinha, blue jeans e motocicletas, pessoas cinzas normais, garotas dentro da noite.Revólver: cheira cachorro. Os humilhados do parque com os seus jornais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;O início da trajetória:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em cada esquina que passava, um guarda que parava, pedia os documentos e depoissorria, examinando o três-por-quatro da fotografia e estranhando o nome do lugar de onde vinha. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Tendo ouvido muitos discos, conversado com pessoas caminhado o caminho papo, som, dentro da noite...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Lições importantes aprendidas pelo caminho:&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SmeMG6kSXFI/AAAAAAAAAQg/N9-D4IkDVAc/s1600-h/Bel.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361407931836423250" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 254px; CURSOR: hand; HEIGHT: 295px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SmeMG6kSXFI/AAAAAAAAAQg/N9-D4IkDVAc/s400/Bel.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;1 - Viver é melhor que sonhar e qualquer canto é menor do que a vida de qualquer pessoa&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;2 - No presente a mente, o corpo é diferente, e o passado é uma roupa(colorida) que não nos serve mais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 -Veloso o sol não é tão bonito pra quem vem do norte e vai viver na rua... &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;4 - A noite fria ensina a amar mais o dia e pela dor descobrir o poder da alegria&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;5 - AMAR E MUDAR AS COISAS É O QUE INTERESSA MAIS&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Das revoluções e das revoltas: algumas máximas:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 -A alucinação, é suportar o dia-a-dia e o delírio é a experiência com coisas reais&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;2 - Sempre desobedecer. Nunca reverenciar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;3 - Deus é brasileiro e anda do nosso lado, e assim já não podemos sofrer no ano passado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Uma pergunta sem resposta:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;- Como Poe, poeta louco americano, eu pergunto ao passarinho: "Blackbird, o que se faz?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Pedidos a todos que acompanharam o breve ato:&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;1 - Não peça que lhe faça uma canção como se deve: correta, branca, suave, muito limpa, muito leve. Sons, palavras, são navalhas e não posso cantar como convém sem querer ferir ninguém...&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;2 - Sei, que assim falando, pensas que esse desespero é moda em 73. Mas quero é que esse canto torto, feito faca, corte a carne de vocês.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SmeMySym_SI/AAAAAAAAAQo/mMBNlwPw2dM/s1600-h/042282623027.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361408677073321250" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 264px; CURSOR: hand; HEIGHT: 227px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SmeMySym_SI/AAAAAAAAAQo/mMBNlwPw2dM/s320/042282623027.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Contra a ignorância individual ou coletiva, contra a surdez parcial ou seletiva, contra a moda e os modismos que sempre arrebentaram com nossa cultura regional indico este disco que transpira emoção, sentimento e lirismo. Pela força das expressões, pelo vigor das palavras não havia outra forma de expor melhor este trabalho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Senhores com vocês o cearense Belchior. Descrição retirada quase que na íntegra do disco &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;“Alucinação” de 1976.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34304786-8204856377247156053?l=lettherebemorelight.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lettherebemorelight.blogspot.com/feeds/8204856377247156053/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34304786&amp;postID=8204856377247156053&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34304786/posts/default/8204856377247156053'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34304786/posts/default/8204856377247156053'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lettherebemorelight.blogspot.com/2009/07/belchior.html' title='Alucinação - Belchior'/><author><name>Armando Teixeira Junior</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SeZbPNUuv2I/AAAAAAAAAAg/ZH4nluxUvbo/S220/Orkut.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SmeL9PwAs5I/AAAAAAAAAQY/WQFXz6E-lq4/s72-c/20080827090728.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34304786.post-4296724453090362316</id><published>2009-07-15T22:20:00.004-03:00</published><updated>2009-07-15T22:27:16.489-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><title type='text'>Bernard Cornwell</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_fAcjnS4lIfM/Sl6A3-7OOnI/AAAAAAAAAC4/4gUHjK0h4uA/s1600-h/cornwellimage.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5358862305890024050" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 325px; CURSOR: hand; HEIGHT: 327px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_fAcjnS4lIfM/Sl6A3-7OOnI/AAAAAAAAAC4/4gUHjK0h4uA/s400/cornwellimage.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Já faz algum tempo que ensaio escrever um texto sobre este autor. Relutava, admito, pois muitos não o considerariam incluído na alta-literatura. Porém, não sou de deixar uma boa leitura de lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anteriormente afirmei que Best-sellers poderiam ajudar as pessoas a criar gosto pela leitura. E, pois bem, sem preconceito, vamos falar de Bernard Cornwell.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiramente ele não é um Best-seller do tipo Sidney Sheldon ou, para os mais novos, Dan Brown. Ele é um escritor talentoso e que, graças a um bom senso latente - e uma paixão incontida pela história inglesa –, embasa seus romances em pesquisas históricas. Ou seja, a categoria certa para enquadrar os livros de Cornwell seria a de Romances Históricos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheci esse autor britânico em 2005, com a leitura de Excalibur, terceiro livro da série As Crônicas de Arthur. Sempre tive uma tendência à música britânica e a autores britânicos, então, gostar de histórias a respeito de Arthur, Merlin, druidas, Avalon e etc, era um caminho lógico. Mas além do tema interessante, Cornwell me surpreendeu ao ter uma prosa fluente e ao mesmo tempo rica em detalhes, sabendo balancear bem momentos densos e batalhas sangrentas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sangrentas sim! Pois ao contrário de relatos mistificados de celtas fazendo feitiços, de uma Atlântida ressurgida, ou de brilhantes armaduras e cavaleiros honrados, o autor britânico nos apresenta feiticeiros tribais com cabelos espetados com estrume, paredes de escudos violentas e um Arthur que não é rei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Camelot? Mera lenda. A Távola Redonda? Uma coincidência. O herói Lancelot? Usurpador e covarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nascido em Londres, em 1944, Bernard Cornwell não se tornou um dos mais importantes escritores da Grã-Bretanha fantasiando com seus personagens. É claro que considerando suas obras dentro da ficção, tudo é uma fantasia. Mas você me entendeu. Com base em relatos da época (escritores medievais) e em pesquisas de historiadores atuais, é possível entrever que o mundo descrito por Cornwell é o mais próximo da realidade daqueles tempos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_fAcjnS4lIfM/Sl6Bnyk7NWI/AAAAAAAAADI/pkkBSQMsooY/s1600-h/imagem_modified.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5358863127208998242" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 215px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_fAcjnS4lIfM/Sl6Bnyk7NWI/AAAAAAAAADI/pkkBSQMsooY/s320/imagem_modified.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;E não só Arthur. Afinal, mesmo os especialistas não chegam à conclusão alguma sobre a existência ou não do líder Arthur.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No momento estou lendo a série Crônicas Saxônicas. Mais uma vez a Inglaterra como palco de suas obras. O personagem principal é Uthred, um exilado da Nortúmbria entre os dinamarqueses que invadiam as ilhas britânicas no século IX. Uma série de quatro livros, cujos dois primeiros devorei rapidamente, e a qual tem como pano de fundo a luta do rei Alfredo, de Wessex, contra a horda nórdica decidida a dominar toda a Inglaterra. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_fAcjnS4lIfM/Sl6BOREBL2I/AAAAAAAAADA/imohO-vLNSU/s1600-h/21444353_4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5358862688715878242" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 215px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_fAcjnS4lIfM/Sl6BOREBL2I/AAAAAAAAADA/imohO-vLNSU/s320/21444353_4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Também interessante é o livro Stonehenge, que narra uma possível história sobre a origem do famoso círculo de pedras ao sul da Inglaterra. O enredo se desenrola sobre as vidas de três irmãos muito diferentes e que, no decorrer do texto hábil de Cornwell, descortinam os valores e as crenças do povo que habitava a Grã-Bretanha na Idade do Bronze.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, talvez tenha sido mais um relato admirado do que um texto objetivo sobre um autor, mas não podia deixar de recomendar a leitura de Bernard Cornwell ao internauta que passar pelo LTBML. Ele produz aquele tipo de livro do qual você só desgruda quando termina de ler, e sempre espera pelo próximo. Por sorte, há séries bem longas, como a intitulada Tigre de Sharpre, que se ambienta na colonização inglesa na Índia – esta com 20 livros. E, para aqueles que não gostam muito de ler, sugiro baixar na Internet os filmes de TV a respeito dessa última obra, pois a BBC teve o trabalho primoroso de dar vida as palavras muito bem escritas de Bernard Cornwell.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34304786-4296724453090362316?l=lettherebemorelight.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lettherebemorelight.blogspot.com/feeds/4296724453090362316/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34304786&amp;postID=4296724453090362316&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34304786/posts/default/4296724453090362316'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34304786/posts/default/4296724453090362316'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lettherebemorelight.blogspot.com/2009/07/bernard-cornwell.html' title='Bernard Cornwell'/><author><name>Romano locali</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05901028636246687798</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_fAcjnS4lIfM/SpZ4XsMCWPI/AAAAAAAAAIU/o-dG1fZaxtk/S220/Romano+Mod.+40.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_fAcjnS4lIfM/Sl6A3-7OOnI/AAAAAAAAAC4/4gUHjK0h4uA/s72-c/cornwellimage.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34304786.post-906905841795227079</id><published>2009-07-08T09:03:00.008-03:00</published><updated>2009-07-08T09:23:00.453-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><title type='text'>O Estrangeiro - Albert Camus</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SlSOHN8GUJI/AAAAAAAAAOg/JwWl4qtT7lA/s1600-h/Estrang.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5356062111502323858" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 226px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SlSOHN8GUJI/AAAAAAAAAOg/JwWl4qtT7lA/s320/Estrang.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;“Para que tudo ficasse consumado, para que me sentisse menos só, faltava-me desejar que houvesse muito público no dia da minha execução e que os espectadores me recebessem com gritos de ódio” ( O Estrangeiro, Albert Camus)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Com estas palavras se encerra o livro “O Estrangeiro” de Albert Camus, talvez uma das mais perfeitas alegorias já criadas sobre o absurdo da existência humana. O livro foi rotulado por muitos como um dos mais importantes representante da corrente existencialista, que crescia em influência sobre os intelectuais da Europa após a 2° Guerra Mundial, mas Camus insistia em dizer que sua obra se focava apenas no absurdo da condição humana. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Muito do desencanto presente no livro vem das experiências vivenciadas pelo autor, nascido em 1913 na Argélia em uma família pobre viveu sua juventude em uma realidade cercada de miséria e guerras. Formou-se doutor em filosofia com uma tese sobre Santo Agostinho e durante sua vida cultivou uma estreita amizade com o filósofo existencialista Jean Paul Sartre. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O Estrangeiro é considerado até hoje sua obra máxima, um livro desconcertante e&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SlSOmwbZ7SI/AAAAAAAAAOw/RrLdLGgeQ5M/s1600-h/albertcamus.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5356062653336382754" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 214px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SlSOmwbZ7SI/AAAAAAAAAOw/RrLdLGgeQ5M/s320/albertcamus.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; inovador. &lt;span style="color:#33cc00;"&gt;Camus &lt;/span&gt;optou por dividir sua história em duas partes. Narrada em primeira pessoa pelo obscuro Mersault a primeira metade do livro mostra as atitudes e o comportamento desprovido de emoções da personagem principal e as reações adversas que esse comportamento gera nas pessoas a sua volta, enquanto a segunda parte mostra as conseqüências geradas por essas atitudes e a punição exigida pela sociedade a esse tipo de comportamento, numa construção simples na relação crime/castigo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A narrativa tem início com Mersault anunciando a morte da mãe, um estranho completo para o leitor, que durante toda a obra não terá nenhuma informação adicional sobre o passado da personagem. Logo nas primeiras linhas nos causa desconforto as atitudes de Mersault em relação a morte da mãe, sua indiferença, sua frieza e a maneira prática com que trata a organização de sua agenda para a cerimônia do funeral. Conseguir o dia de folga , almoçar, obter uma gravata preta, viajar oitenta quilômetros e voltar de luto. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Durante o funeral seu comportamento desperta estranhamento, desprezo e até uma certa repugnância a todos que observam incrédulos a figura de um homem indiferente a morte da mãe. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Mersault culpa o sono e na realidade não vê nenhum problema em suas atitudes. Em nenhum momento ele cede as pressões sociais a ponto de simular emoções que não sente. Crítica forte e poderosa é feita nesse primeiro momento do livro. Quando choramos a morte de alguém será que estamos realmente exprimindo nossos sentimentos ou apenas nos comportando como nos é socialmente recomendável? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Até que ponto nossas emoções não são sugestionadas por pressões externas da sociedade? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Talvez o grande incômodo causado em nós por Mersault seja sua transparência, sua sinceridade inabalável e seu total distanciamento das pressões exercidas pelas relações sociais a sua volta, uma espécie de liberdade moral, mas que é conduzida por ele através de uma apatia silenciosa, sem nenhum tipo de revolta, apenas uma aceitação do absurdo que o cerca. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Um dia após o enterro de sua mãe ele se aproxima de Maria, e inicia uma relação baseada no sexo, reagindo ao lado sentimental deste relacionamento com desdém. Mesmo sua relação com o vizinho Raimundo é regida por uma ordem prática, Mersault opta por ajudar seu vizinho ao testemunhar sobre uma briga entre este e uma amante àrabe apenas por conveniência, sem possuir motivos para negar o pedido ele o aceita e esse simples gesto desencadeia a tragédia que conduz ao segundo momento do livro. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Mersault e Raimundo, durante um passeio de fim de semana, se encontram em uma praia com o irmão da amante agredida e após um primeiro conflito onde o árabe fere Raimundo, Mersault retorna a praia e por causa do forte sol quente, em um momento de delírio, atinge com um tiro o estrangeiro. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Sem nenhuma explicação Mersault se aproxima do árabe caído e deflagra mais quatro tiros, talvez no único momento de catarse emocional vivida pela personagem durante toda a obra de Camus. Neste instante percebemos que o único momento realmente passional da história acontece pelo efeito do Sol quente que afeta a racionalidade de Mersault e libera um instinto primitivo de agressão e ódio. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A partir desse ponto tem início a segunda metade do livro que se ocupa de oferecer a Mersault o castigo pela sua falta de sentimentos. A jogada de mestre de Camus neste momento é focar a ação de todos os personagens envolvidos no julgamento, não no crime cometido e assumido por Mersault, mas em uma condenação baseada na falta de sentimentos demonstrada pelo réu no enterro de sua mãe. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Os advogados de defesa e de acusação, o juri, as testemunhas e até o padre que visita Mersault na cadeia, todos tentam forçar sem sucesso uma reação emocional da personagem exigindo dela uma resposta passional, mesmo que simulada, à morte da mãe. Camus critica abertamente a hipocrisia presente na emoção em conflito permanente com a racionalidade ao mostrar que o assassinato neste ponto já não era relevante e que o juri funcionava como um grande teatro farsesco para condenar o niilismo de Mersault. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Durante toda a narrativa sentimos um profundo incômodo com a prosa seca de Camus. As linhas seguem de forma direta e sem rodeios e todo o livro passa a impressão de cenas repletas de silêncio e em tons pastel como se a realidade superexposta pelo autor viesse morta. Percebemos no final as intenções do autor que não nos diz nada sobre o futuro de Mersault, porque no final isto não importa. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O que incomoda é percebermos que o tal “Estrangeiro” do título, não é aquele assassinado no meio da obra, mas sim Mersault - que utiliza sua visão impar despida de sentimentos para nos mostrar em primeira pessoa o absurdo do existir. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Esmagado pelas pressões sociais em um mundo que lhe parece absurdo, a resposta de Mersault é a indiferença. O amor, a amizade, o medo da morte enfim nenhum sentimento é extravasado apenas aceito como inevitável. O julgamento estabelecido pela narrativa não é de atos e sim de valores. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O livro termina brilhantemente com a suposta condenação do réu, deixando uma insatisfação geral e um nó na garganta. A obra imbatível de Camus nos convoca em suas linhas finais, como último desejo de Mersault, a executarmos com gritos de ódio o estrangeiro do título.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Texto publicado originalmente em minha coluna sobre cultura no site &lt;a href="http://www.atibaianews.com.br/"&gt;http://www.atibaianews.com.br/&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34304786-906905841795227079?l=lettherebemorelight.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lettherebemorelight.blogspot.com/feeds/906905841795227079/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34304786&amp;postID=906905841795227079&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34304786/posts/default/906905841795227079'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34304786/posts/default/906905841795227079'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lettherebemorelight.blogspot.com/2009/07/o-estrangeiro-albert-camus.html' title='O Estrangeiro - Albert Camus'/><author><name>Armando Teixeira Junior</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SeZbPNUuv2I/AAAAAAAAAAg/ZH4nluxUvbo/S220/Orkut.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SlSOHN8GUJI/AAAAAAAAAOg/JwWl4qtT7lA/s72-c/Estrang.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34304786.post-7225067533882888339</id><published>2009-07-01T00:46:00.004-03:00</published><updated>2009-07-01T00:57:59.584-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Powder Blue (2009)</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_fAcjnS4lIfM/SkrcqKNDNeI/AAAAAAAAACY/-zBr8aJ5lO4/s1600-h/powder-blue-cartaz.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5353333723934963170" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 211px; CURSOR: hand; HEIGHT: 313px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_fAcjnS4lIfM/SkrcqKNDNeI/AAAAAAAAACY/-zBr8aJ5lO4/s400/powder-blue-cartaz.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Boa noite, caros amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto de hoje era para ter sido muitas coisas, mas, definitivamente, não o que acabou sendo. Estava pensando em muitos temas. Desde uma enquete sobre qual seria o melhor Godfather: De Niro ou Brando; até uma lista de autores e uma breve história sobre a lenda Arthuriana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa noite fria, nesse meu chalé nas montanhas de Piracaia, após três doses de Jack Daniels, e com um filme que me surpreendeu agradavelmente, eis que me surgiu o tema para o post dessa semana do LTBML.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com certeza você, leitor, já assistiu alguns filmes daqueles em que muitas histórias aparentemente independentes se cruzam em um enredo bem bolado e interessante. Talvez o exemplo mais bem sucedido nos dias atuais seja Crash, de 2004, vencedor de três Oscars em 2006 (Melhor Filme, Melhor Roteiro Original e Melhor Edição).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, Powder Blue – que ainda não estreou por aqui – é uma dessas produções. Com certeza não um Crash, porém tem um roteiro muito bem trabalhado, além de contar com um elenco competente e uma direção sem excessos. É certo que existe um ou outro clichê, mas quem disse que bons filmes não os podem ter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É muito provável que você ainda não tenha ouvido falar deste drama, contudo pode ter visto em alguns sites que a estrela hollywoodiana Jessica Biel aparece nua em algumas cenas. É verdade. Espetáculo a parte, certamente. Mas não o centro de Powder Blue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de Jessica, o elenco conta ainda com outros nomes de peso. O último rei da Escócia, Forrest Withaker, interpreta um personagem denso que, nas poucas aparições (em comparação), transmite completa e profundamente a crise existencial pela qual está passando. Patrick Swayze, quase irreconhecível – se pela doença ou pela maquiagem é difícil saber –, faz participações breves mas convincentes, e dá crédito ao seu cafetão de strip-house. Ray Liotta – o qual nunca me convenceu como ator – é o mais fraco em cena, e não digo isso como uma crítica – apesar do que possa parecer; pelo contrário, diante de seus outros pares, mesmo sendo o menos surpreendente, é com prazer que você acredita que seu personagem é o que promete ser. Phoebe Bufay, ou melhor, Lisa Kudrow também aparece em algumas tomadas e não decepciona. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_fAcjnS4lIfM/SkrdPRtvlSI/AAAAAAAAACo/zvtf5VfPrFU/s1600-h/Whitaker.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5353334361606296866" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 306px; CURSOR: hand; HEIGHT: 237px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_fAcjnS4lIfM/SkrdPRtvlSI/AAAAAAAAACo/zvtf5VfPrFU/s400/Whitaker.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;Porém, a grande surpresa fica a cargo de Eddie Redmayne, um rosto que você reconhecerá de alguma comédia adolescente ou de algum papel coadjuvante. Só para citar alguns filmes: ambos os Elizabeths, e também The Other Boleyn Girl (traduzido no Brasil como A Outra – com Natalie Portman, Scarlet Johansson e Eric Bana).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, este drama cruza a história de uma stripper (Biel), de um suicida (Whitaker), de um coveiro (Redmayne) e de um ex-presidiário (Liotta), de maneira acertada e sem exageros. Mérito da direção do vietnamita Timothy Linh Bui, que igualmente assina o roteiro. A fotografia é outro ponto a favor da produção e foi idealizada por Jonathan Sela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Powder Blue, se não merece um Oscar, merece ao menos que você o assista, caso seja seu gênero de filme. Como foi para mim, talvez seja uma agradável surpresa numa noite fria. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5353335379111493010" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 549px; CURSOR: hand; HEIGHT: 196px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_fAcjnS4lIfM/SkreKgN4vZI/AAAAAAAAACw/jkT5aByBeAM/s400/jessica_beil_powder_blue6.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;P.S.: Aos cuecas de plantão, que só verão o filme pelas cenas com Jéssica Biel, não posso negar o comentário de que a dança em que ela joga cera de vela no corpo é fenomenal. Belíssima!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34304786-7225067533882888339?l=lettherebemorelight.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lettherebemorelight.blogspot.com/feeds/7225067533882888339/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34304786&amp;postID=7225067533882888339&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34304786/posts/default/7225067533882888339'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34304786/posts/default/7225067533882888339'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lettherebemorelight.blogspot.com/2009/07/powder-blue-2009.html' title='Powder Blue (2009)'/><author><name>Romano locali</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05901028636246687798</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_fAcjnS4lIfM/SpZ4XsMCWPI/AAAAAAAAAIU/o-dG1fZaxtk/S220/Romano+Mod.+40.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_fAcjnS4lIfM/SkrcqKNDNeI/AAAAAAAAACY/-zBr8aJ5lO4/s72-c/powder-blue-cartaz.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34304786.post-3919314708011167242</id><published>2009-06-22T20:09:00.010-03:00</published><updated>2009-06-23T06:57:27.455-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Robocop - O Policial do Futuro</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SkARWPemH4I/AAAAAAAAAMI/JY6vM-vUNUk/s1600-h/robocop-poster.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5350295431125802882" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 202px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SkARWPemH4I/AAAAAAAAAMI/JY6vM-vUNUk/s320/robocop-poster.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="color:#33cc00;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Diretrizes Básicas &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;ol&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#33cc00;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Servir a população&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#33cc00;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Proteger os inocentes&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#33cc00;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Cumprir a Lei&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#33cc00;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Classified &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#33cc00;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Vingança&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Um dos ícones mais superlativos do cinema da década de 80, o longa Robocop de Paul Verhooven, foi lançado em 1987 e recebeu aqui no Brasil um complemento pouco sutil ao seu já explícito título se tornando também “O Policial do Futuro”. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O sucesso de bilheteria alcançado pelo filme gerou um fenômeno preocupante que abre diversos questionamentos sócio-culturais. O público parece não ter entendido a mensagem do filme que faz uma crítica brutal e violenta ao nosso estilo de organização social, aos métodos de combate a criminalidade e também à nossa inter-relação com a tecnologia que criamos. Em um impulso que invadiu as salas de cinemas na década de 80, jovens e crianças formaram a grande maioria dos &lt;/span&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SkAT3rW8wHI/AAAAAAAAAMg/9Jj2s3dEh_0/s1600-h/t_19114.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5350298204568862834" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 175px; CURSOR: hand; HEIGHT: 208px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SkAT3rW8wHI/AAAAAAAAAMg/9Jj2s3dEh_0/s320/t_19114.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;espectadores que entravam para ver Robocop e saíam com a sensação de ter assistido Jaspion. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Não sei se uma bactéria desconhecida que causa alienação imediata se alastrou entre refrigerantes e pipocas, mas o fato é que logo após sua arrebatadora estréia a máquina de matar virou também uma máquina de dólares. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Logo o robô que nada mais era do que um policial morto, reanimado e sedento por vingança, iniciou uma trajetória improvável de garoto &lt;/span&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SkAT3RawhHI/AAAAAAAAAMY/Kit0QDu3UK0/s1600-h/robocop5.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5350298197605516402" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 155px; CURSOR: hand; HEIGHT: 213px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SkAT3RawhHI/AAAAAAAAAMY/Kit0QDu3UK0/s320/robocop5.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;propaganda e começou a estampar mochilas, lancheiras e camisetas; &lt;span style="color:#33cc00;"&gt;vender gibis&lt;/span&gt;, gerar séries de desenho animado e uma &lt;span style="color:#33cc00;"&gt;coleção de brinquedos&lt;/span&gt; para todas as idades. Uma das maiores franquias dos anos 80. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ninguém entendeu a mensagem apesar do conteúdo explícito do longa, talvez pela embalagem do filme com cara de pôster do Capitão América. Em um primeiro momento, a Detroit de Robocop é o claro retrato de uma sociedade em colapso, a urbanização caótica e a criminalidade crescem e a desorganização do governo fica evidente nas ameaças de greve da força policial que tenta sem solução controlar o tráfico de drogas. A megaempresa OCP( sigla que pode ser traduzida como Omni Produtos para Consumo) comanda um projeto para criar uma nova cidade chamada Delta City, livre da criminalidade, condenando a antiga Detroit ao esquecimento. A relação com as &lt;/span&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SkAQq06KcoI/AAAAAAAAAMA/fQZ5HsfLMqU/s1600-h/ed-209.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5350294685259297410" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 204px; CURSOR: hand; HEIGHT: 139px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SkAQq06KcoI/AAAAAAAAAMA/fQZ5HsfLMqU/s320/ed-209.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;tecnologias não é menos problemática, o protótipo &lt;span style="color:#33cc00;"&gt;ED-209&lt;/span&gt;, da OCP, projetado para ser uma máquina de combate ao crime e substituir a força policial convencional chega a ser bisonha. Fortemente armado o robô entra em mal funcionamento e assassina um empresário logo em sua apresentação teste. Robusto como um tanque de guerra mas incapaz de subir e descer uma escada, o robô é uma crítica explícita as tecnologias supérfluas. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Até o cyborg título é uma alegoria - às vezes carnavasleco nos seus trejeitos e sons metálicos. Feito sobre os restos do policial &lt;/span&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SkARiVOJaNI/AAAAAAAAAMQ/OmEqflF9Rfo/s1600-h/200full.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5350295638825855186" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 146px; CURSOR: hand; HEIGHT: 180px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SkARiVOJaNI/AAAAAAAAAMQ/OmEqflF9Rfo/s320/200full.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;assassinado Alex Murphy;&lt;span style="color:#33cc00;"&gt; Robocop&lt;/span&gt; surge como uma máquina de servir e proteger, mas também entra em colapso e começa a seguir uma diretriz bastante pessoal: vingança.&lt;br /&gt;Perceba que nada funciona como deve, na sociedade podre e corrupta da Detroit do filme. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ninguém explica como um longa sério, violento e pessimista que trata sobre a criminalidade de grandes centros urbanos com largas doses de humor negro e sarcasmo, se tornou um sucesso empacotado e embalado pela industria para vender bonecos e gibis à crianças. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Baixo como o QI de quem assistiu e não entendeu, é também a eficiência do policial do futuro. Seus passos são lentos e penosos, e apesar de blindado com placas de metal super-resistentes, Robocop dificilmente alcançaria um bandido em fuga, o simples girar de pescoço leva alguns segundos para ser executado. Equipado com uma beretta modificada, chega a ser engraçado como o robô persegue os inimigos armados até os dentes, que parecem buscar o fim trágico nas mãos de um Alex Murphy que mal consegue se movimentar. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;No Brasil ainda temos uma desculpa, pois o canal do Plim-Plim editava e cortava todas as cenas violentas para colocar o longa na sessão da tarde para seu filho de quatro anos assistir com o dedo no nariz. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Como fã do filme fica aqui meu desabafo:&lt;br /&gt;Vamos assistir Robocop, de preferência acionando um pouquinho nosso lado esquerdo do cérebro, um espacinho só do córtex pré-frontal já será o suficiente. YES WE CAN !&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34304786-3919314708011167242?l=lettherebemorelight.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lettherebemorelight.blogspot.com/feeds/3919314708011167242/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34304786&amp;postID=3919314708011167242&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34304786/posts/default/3919314708011167242'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34304786/posts/default/3919314708011167242'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lettherebemorelight.blogspot.com/2009/06/robocop-o-policial-do-futuro.html' title='Robocop - O Policial do Futuro'/><author><name>Armando Teixeira Junior</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SeZbPNUuv2I/AAAAAAAAAAg/ZH4nluxUvbo/S220/Orkut.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/SkARWPemH4I/AAAAAAAAAMI/JY6vM-vUNUk/s72-c/robocop-poster.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34304786.post-778349213547681486</id><published>2009-06-17T21:13:00.005-03:00</published><updated>2009-06-17T21:37:24.650-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>Frank Sinatra</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_fAcjnS4lIfM/SjmJqXszsdI/AAAAAAAAAB4/jYpJzl8umkk/s1600-h/frank-sinatra1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5348457393488638418" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_fAcjnS4lIfM/SjmJqXszsdI/AAAAAAAAAB4/jYpJzl8umkk/s400/frank-sinatra1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;"Sou a favor de tudo que ajude a atravessar a noite - seja uma oração, &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;um tranquilizante, ou uma garrafa de Jack Daniels"&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Nos últimos dias andei muito pelas estradas, em viagens daqui para lá e de lá para acolá. Tenho por hábito, nessas viagens, ouvir muita música enquanto dirijo e, dessa vez, o álbum duplo de duetos do Frank Sinatra não saiu do meu CD player.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nisso ocorreu-me a idéia para este texto. Quem canta Sinatra canta o quê? Porque, afinal, ele imortalizou com sua voz centenas de canções, mas a grande questão é saber quem as escreveu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem apelidado de “A Voz”, “The Voice” no inglês, nasceu em New Jersey em 1915. Francis Albert Sinatra era filho de descendentes italianos e, ao longo da carreira, muitas vezes foi acusado de conluio com a Máfia. Foi cantor e ator de muito sucesso, tendo recebido, inclusive, um Oscar Humanitário em 1972, além de duas indicações: em 1955 como melhor ator, e 1953 pela sua atuação como coadjuvante no filme “A um Passo da Eternidade”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, Sinatra foi praticamente o artista que todo agente gostaria de agenciar. Tudo o que fazia se tornava lucrativo. São mais de quinze Grammys em sessenta anos de carreira e pelo menos 30 álbuns – os números são divergentes, pois há especialistas que contam coletâneas, duetos e alguns especiais de fim de ano, e há aqueles que não contam. Morreu lúcido em 1998 e deixou três filhos.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_fAcjnS4lIfM/SjmLEat7yYI/AAAAAAAAACA/huY2KwYq2Bs/s1600-h/41S64MGQHFL._SL500_AA240_.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_fAcjnS4lIfM/SjmLaiA5iOI/AAAAAAAAACI/Q4nk5OtVwDQ/s1600-h/frank-sinatra.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5348459320402610402" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 228px; CURSOR: hand; HEIGHT: 217px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_fAcjnS4lIfM/SjmLaiA5iOI/AAAAAAAAACI/Q4nk5OtVwDQ/s400/frank-sinatra.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Porém, repare que em nenhum momento disse que um dos seus talentos era compor. Pois bem. Não era. “The Voice” foi um dos maiores INTÉRPRETES do século XX, mas alguém precisava escrever as belas canções que seus recursos vocais eternizaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos então ao momento em que sacio a sua e a minha curiosidade, caro leitor. Hoje em dia, quem alega cantar Sinatra está na verdade cantando o quê? Como são centenas de músicas, me atenho a alguns clássicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I’ve Got You, Under My Skin... Do gênio dos musicais Cole Porter; um quê de jazz e da música popular dos anos 30 e 40.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Foggy Day... Outro espetacular compositor – que receberá um post no LTBML, com certeza –, George Gershwin, com letra de seu irmão, Ira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Nightingale Sang in Berkeley Square… Letra de Eric Maschwitz e música por Manning Sherwin e Jack Strachey.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;All the Way… Do quatro vezes ganhador do Oscar de Melhor Canção, Jimmy Van Heusen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Begin the Beguine... Também de Porter.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_fAcjnS4lIfM/SjmLEat7yYI/AAAAAAAAACA/huY2KwYq2Bs/s1600-h/41S64MGQHFL._SL500_AA240_.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Bewitched... De Richard Rodgers e Lorenz Hart.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Come Rain or Come Shine… Um Standard of Jazz composto em 1946 por Johnny Mercer e letrado por Harold Arlen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dancing in the Dark... Música de Arthur Schwartz e letra de Howard Dietz, composta em 1931 foi utilizada no musical The Band Wagon e no filme homônimo, em 1953 – complementando uma cena magnífica em que o personagem de Fred Astaire conquista a personagem de Cyd Charisse dançando ao luar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fly me to the Moon... De Bart Howard. Foi escrita em 1954 e inicialmente se chamava In Other Words. A música perdia por um novo nome, certo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I Get a Kick Out of You... Apenas mais uma para a lista de músicas interpretadas por Sinatra e compostas por Cole Porter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I’ve Got a Crush on You... Outra pérola de um compositor fabuloso da música popular americana: George Gershwin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Let’s Face the Music and Dance... Alguém que não podia faltar, Irving Berlin. Composição de 1936 para um musical estrelado por Fred Astaire e Ginger Rogers.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moon River... Escrita por Henry Mancini para a trilha sonora de Breakfast at Tiffany’s, filme de 1961.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;My Funny Valentine... Música de um sentimento impressionante, especialmente na voz de Sinatra. A composição é novamente de Richard Rodgers e Lorenz Hart.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;My Way... É considerada sinônimo de Sinatra. Usa a melodia de Comme D’habitude, de Claude François e Jacques Revaux, mas a letra é de Paul Anka. Conta a história de um homem próximo a morte que reflete sobre o caminho até ali. Belíssima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;New York, New York... Quase ninguém sabe, mas essa canção foi escrita por John Kander para a trilha de New York, New York, um filme de 1977 dirigido por Martin Scorcese e estrelado por Liza Minnelli. Provavelmente não há ser humano na face da Terra que não conheça a voz rouca de Sinatra a exaltar Nova Iorque nessa música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com certeza eu poderia elencar outras tantas canções. Mas fico por aqui, talvez tendo atiçado a curiosidade de alguns. Nature Boy, Someone to Watch Over Me, Strangers in the Night, Summer Wind, The Lady is a Tramp…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinatra, com sua voz possante, nos deu a oportunidade de conhecer não só seu dom, mas o dom de centenas de compositores. Apenas o casamento entre o talento da “Voz” e de tantos músicos poderia culminar em clássicos universais como esses.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5348459961845667394" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 392px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_fAcjnS4lIfM/SjmL_3k11kI/AAAAAAAAACQ/--zTx83kKYE/s400/frank-sinatra-blue-skies.jpg" border="0" /&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;*Post-Scriptum: Senhoras e senhores, pela quantidade de &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Frank_Sinatra_filmography"&gt;filmes&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Frank_Sinatra_discography"&gt;álbuns&lt;/a&gt; de Sinatra, preferi linkar aqui dois endereços externos ao LTBML. Agradeço a compreensão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34304786-778349213547681486?l=lettherebemorelight.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lettherebemorelight.blogspot.com/feeds/778349213547681486/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34304786&amp;postID=778349213547681486&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34304786/posts/default/778349213547681486'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34304786/posts/default/778349213547681486'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lettherebemorelight.blogspot.com/2009/06/frank-sinatra.html' title='Frank Sinatra'/><author><name>Romano locali</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05901028636246687798</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_fAcjnS4lIfM/SpZ4XsMCWPI/AAAAAAAAAIU/o-dG1fZaxtk/S220/Romano+Mod.+40.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_fAcjnS4lIfM/SjmJqXszsdI/AAAAAAAAAB4/jYpJzl8umkk/s72-c/frank-sinatra1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34304786.post-4688364160295017128</id><published>2009-06-09T17:52:00.011-03:00</published><updated>2009-06-22T20:41:46.878-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><title type='text'>O Coração das Trevas  - Joseph Conrad</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/Si7L-JiERHI/AAAAAAAAALY/_e-9FyKeE-E/s1600-h/CoraÃ§Ã£o+das+Trevas.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5345434076306490482" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 264px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/Si7L-JiERHI/AAAAAAAAALY/_e-9FyKeE-E/s400/Cora%25C3%25A7%25C3%25A3o%2Bdas%2BTrevas.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A narrativa tensa e cheia de nuances do polonês Jozef Teodór Konrad Korzeniowski, vêm a mais de um século causando discussões infindáveis sobre os embates antagônicos de luz e trevas, civilização e selvageria, razão e loucura; mas quando revisitada atualmente apresenta traços de isquemia literária. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;“O Coração das Trevas” publicado originalmente em 1902, é considerado uma das maiores alegorias sobre a imersão sem retorno a uma viagem de autoconhecimento. Utilizando como pano de fundo a África negra, sendo tomada de assalto pela colonização inglesa, o autor que adotou a simplificação do nome Joseph Conrad, se utiliza de recursos literários quase sórdidos para gerar no leitor uma agonia crescente. A tensão aumenta através da narrativa lenta e detalhada das costas africanas, dos barcos a vapor, das nuvens de mosquito, dos negros longelíneos, dos europeus deslocados e claramente incomodados pelo ambiente. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;A figura que assombra todo o livro é talvez uma das personagens mais complexas e herméticas que a literatura inglesa concebeu. O fascinante Kurtz. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Um homem da renascença por assim dizer, possível jornalista, músico, político, poeta e orador capaz de convencer multidões sobre um ponto de vista. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Negociante; branco e europeu, Kurtz, é aquele responsável pelo posto mais avançado dentro das “trevas” da selva, um milagre capaz de liderar os nativos e obter mais marfim que todos - mas que aos poucos se perde nas entranhas obscuras da selva e de si mesmo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;A história toda é narrada por Marlow, um aventureiro a serviço das companhias européias que recebe a missão de resgatar o homem Kurtz, de valor inestimável por causa de sua capacidade e intelecto, e que aos poucos está se tornando uma lenda. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Durante quase toda a narrativa conhecemos Kurtz através de relatos de terceiros, e quando percebemos estamos tão ansiosos e fascinados como o protagonista Marlow para encontrar aquele homem que teria atingido o limite da lucidez em meio a selva africana. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/Si7Mk01ej7I/AAAAAAAAALo/J54-Pn4kA8A/s1600-h/conrad1.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5345434740765659058" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 203px; CURSOR: hand; HEIGHT: 283px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/Si7Mk01ej7I/AAAAAAAAALo/J54-Pn4kA8A/s320/conrad1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Certamente o capricho literário e a soberba da história são atemporais, assim como os principais dilemas emocionais propostos por &lt;span style="color:#33cc00;"&gt;Conrad,&lt;/span&gt; mas não pude deixar de notar que a força esmagadora dos relatos descritivos da África Negra, parecem ter perdido um pouco de sua razão de ser. Acredito que na época em que foi lançado o livro se apresentou ao seu leitor como uma amálgama muito mais rica, onde a colonização não era apenas um pano de fundo, mas também uma realidade, o livro não era histórico, mas uma denúncia poderosa e atual. Além dos embates crescentes entre civilização e selvageria, entre sanidade e loucura a realidade que saltava aos olhos era urgente e poderia ser conferida pelo leitor que se aventurasse no continente africano.A urgência de atualização temática ficou clara no filme Apocalipse Now, do diretor Francis Ford Coppolla. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Lançado em 1978, o longa transporta a obra de Conrad para o Vietnã, o Congo tornou-se o Camboja, mas a essência está lá. O limiar entre sanidade e loucura encontra agora os horrores da guerra, um fator exponencialmente mais perturbador na década de 70 do que a exploração de marfim na costa africana. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Kurtz é agora um coronel recluso no meio da selva inimiga, vivido &lt;/span&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/Si7MMY_MUFI/AAAAAAAAALg/I7-ISeTU-KI/s1600-h/ApocalypseNowgal431.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5345434320973353042" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 271px; CURSOR: hand; HEIGHT: 204px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_jBnN8wVPZkc/Si7MMY_MUFI/AAAAAAAAALg/I7-ISeTU-KI/s320/ApocalypseNowgal431.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;brilhantemente por um &lt;span style="color:#009900;"&gt;Marlon Brando&lt;/span&gt; tão verossímil quanto possível. O sucesso do filme deu nova luz a obra e uma nova geração que não conhecia Conrad decidiu ler “O Coração das Trevas” já tendo “experimentado” o filme. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Li o livro duas vezes. A primeira impressão à cinco anos atrás foi totalmente avessa a releitura que fiz a alguns meses. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Só percebi o poder da literatura que tinha em mãos após reler mais calmamente a obra de Conrad. Na minha primeira leitura fiquei afoito a espera do surgimento de “Marlon Brando”, coisa que só aconteceria no clímax final, assim como no filme; e também fiquei um pouco deslocado pela presença de uma áfrica c
