domingo, março 13, 2011

Alice e o Enigma de Lewis Carrol



“Por que um corvo se parece com uma escrivaninha ?


Considerada uma das obras mais significativas da literatura mundial, o suposto livro para crianças, “Alice no País das Maravilhas” já virou desenho em 1951, foi revisitado e lançado para os cinemas em outra versão dos estúdios Disney, em uma corajosa releitura do diretor genial e maluco Tim Burton e continua ainda hoje sua saga de obra imortal atravessando gerações.

O livro publicado em 1865 traz aos leitores atentos diversos enigmas ligados diretamente a personalidade quase única de seu autor Charles Lutwidge Doogson - que assumiria posteriormente a alcunha Lewis Carroll.

A história oficial sobre a origem do livro versa que a personagem Alice era inspirada em uma amiga das irmãs mais jovens de Lewis e toda a narrativa teria surgido em uma tarde às margens do rio Tâmisa, aonde o autor contou para a jovem e suas irmãs a surpreendente história de uma garotinha que perseguiu um coelho branco de relógio e colete para dentro da toca que levava a um mundo de fantasias. Fato recorrente na vida do autor que, segundo afirmam seus historiadores, gostava de entreter crianças e adultos em longas tardes aonde narrava histórias "feitas na hora".

Muito já se foi falado sobre a obra que contém em suas linhas algumas citações quase incompreensíveis nos dias de hoje - referentes à cultura da era vitoriana, à supostos enigmas matemáticos e charadas insolúveis.

Minha impressão pessoal ao ler a obra é que se trata realmente da transcrição de um relato oral, e isso não deixa dúvidas. A história segue, apesar do absurdo, quase sem explicações para quem está do lado de cá, criando a impressão que realmente é necessário ter a idade de uma criança para exercitar a imaginação e não se perder na narrativa absurda que mistura animais falantes, cenas bizarras e situações sem nenhuma lógica aparente que saltam de um lugar para outro sem necessariamente oferecer um desfecho ou explicação para o assunto anterior.

Gostaria de deixar claro aqui que o filme de 1951, uma animação bastante competente, pouco diz a respeito das sensações e incômodos que surgem ao primeiro contato com a obra escrita. A versão original dos estúdios Disney parece uma tradução do livro para o universo infantil, deixando as coisas mais plausíveis e menos esparsas - apesar de cenas bastante fiéis ao original, como a da lagarta fumando narguilê sobre um cogumelo. Vale acrescentar que o filme também apresenta cenas baseadas no livro “Alice no País dos Espelhos”, seqüência da obra original.

Após encerrar a leitura da obra me perguntei: “Quem é esse cara ?”

Fiquei confuso. Lewis Carroll entregou ao público, ao meu ver, um livro tão nonsense como uma poesia de Bukowiski e que ainda hoje serve como referência a diversas citações pós-modernas, e todo mundo acreditou que era uma fábula como as de Esopo?

Sem essa! Carroll era um homem de intelecto diferenciado, matemático, professor em Oxford e freqüentador constante dos círculos de alta cultura de sua época. 

Muitas são as teorias que cercam sua obra máxima. Alguns afirmam que a obra é didática e pedagógica, exercita a memória e o raciocínio lógico com a presença de enigmas e citações de poesias da era vitoriana, com introduções ao francês e estímulos deliberados ao imaginário criativo das crianças, sendo assim destinada realmente a um público infantil.

Outros que é uma metáfora que pode ser lida de diversas formas, mas que enfoca principalmente no crescimento e na transição da criança à vida adulta. A confusão mental de Alice ao crescer e diminuir diversas vezes durante o livro e sua dúvida em não saber exatamente quem é representariam a adolescência, por exemplo.

Os caçadores de bruxa ligam a obra ao lado obscuro da vida pessoal de Carroll que tinha o hábito duvidoso de fotografar meninas, entre 8 e 12 anos, nuas, seminuas ou em poses "estranhas" para se dizer o mínimo. Isso mesmo pessoal, para aqueles que ficavam horrorizados com alguns costumes de Michael Jackson, saibam que, em 1865, Carroll declarava abertamente que preferia a companhia de crianças; mais exclusivamente garotas. Cartas entre o autor e algumas meninas com quem ele se relacionava foram publicadas no livro “Cartas às Suas Amigas” e revelam um grau de intimidade no mínimo estranho.

Poucas fotos restaram para registrar para a história a estranha obsessão do autor; a maioria dos retratos foi destruída por ele, revelando uma certa parcela de culpa posterior.

Relatos afirmam que Lewis se sentia constrangido por esse hábito e só fotografava as meninas com a permissão das mães ou dos responsáveis pelas crianças.

Acredito que tudo que se fala sobre o livro tem sua parcela de verdade, menos a leitura ingênua de que ele é apenas uma obra dedicada ao público infantil.

Carroll, assim como todos nós, era humano, e tinha o direito a ser vil e permissivo na sua intimidade - o que contrasta um pouco com a nossa visão de que todo gênio de qualquer coisa tem que ser também um exemplo irrepreensível de conduta.

Lendo e relendo trechos de “Alice no país das Maravilhas” chego a conclusão que é exatamente o mistério que incomoda a nós adultos e a simplicidade da “não explicação” que encanta as crianças. Uma obra completa que prende gerações por motivos diferentes.

Se tivesse uma pergunta para fazer para seu autor
 certamente não seria relacionada ao sentido real da obra ou à suas polêmicas e controversas predileções, esse é um charme que pertence ao mito do livro e não merece ser solucionado, mas sim: qual a resposta para o enigma do chapeleiro?


domingo, março 06, 2011

Um Brasil sem Brasileiros

Texto publicado originalmente em 12 de março de 2009
     
Brasil!
Meu Brasil Brasileiro
Mulato inzoneiro
Vou cantar-te nos meus versos
Brasil, samba que dá
Bamboleio, que faz gingar
O Brasil do meu amor
Terra de Nosso Senhor...

(Ary Barrosso)

Recentemente parei para analisar com mais calma as linhas deste espaço reservado a cultura, e sinceramente... Fiquei com raiva de quem escreve!
            Cadê a musica nacional ? Cinema Nacional ? Literatura nacional ? Sem intenção acabei engrossando a lista daqueles que desprezam a rica cultura tupiniquim e exaltam a produção estrangeira. Está por aqui mas em minoria em relação aos colegas além fronteira.
Não pretendo agora me tornar um patriota extremista, longe disso. Não vou ignorar que muita coisa de qualidade surge lá fora e tem que ser mostrada, mas o que me incomoda é que fica a sensação que enxergamos a grama do vizinho sempre mais verde.
            Vivemos uma época, onde principalmente a juventude cosmopolita, não conhece a cultura brasileira. Quando assistimos no noticiário neonazistas espancando um grupo de garotos emocore, devemos nos perguntar: aonde surgiu isso? Não criamos a suástica nem seus preconceitos e ainda por cima importamos um “movimento” que virou febre entre nossos adolescentes, que agora se vestem de preto e falam sobre rock sensível, sem saber as origens disso tudo. No Brasil colhemos os frutos do quintal alheio.
            E isso não é de agora. Com exceção talvez da Bossa Nova, da Tropicália e da Jovem Guarda, nenhum grande movimento nacional se tornou tão popular quanto os internacionais que aqui desembarcaram. O punk, o grunge, o metal, todos esses movimentos de DNA estrangeiro já tiveram seus grandes momentos em terras brasileiras, e muitos deles continuam a manter alguns fiéis seguidores espalhados aqui e ali.
            O mais preocupante é que as principais “vítimas” desse processo de internacionalização em terras nacionais são aqueles que teoricamente tem mais acesso a cultura. Os moradores das grandes capitais, ou das regiões Sul e Sudeste, as classes A e B, são os primeiros a adotar novos modismos e firulas em língua estrangeira, a colocar entre os mais vendidos o livro do escritor inglês fulano e a ouvir no último o som techno-eletro-dance dos franceses. Se um dia a guerra cultural apertar temos ainda alguns abrigos seguros como o Norte e o Nordeste que ainda resistem de certa forma aos estrangeirismos à base de muito Forró, Axé e Baião. Talvez a Lapa e alguns redutos do samba.
            Ás vezes, esquecemos de algumas referências indiscutíveis que possuímos. Porque supervalorizamos Bob Dylan, se temos Chico Buarque de Hollanda? Um trovador tão competente quanto; ainda em atividade, com uma produção musical indiscutível, ótimas peças de teatro e quatro livros lançados.
            E por falar em livro, por quê é chato ler Machado de Assis e é tão bom ler Shakespeare? Alguém por aí já ouviu falar de João Antônio? Enquanto Jack Kerouac viaja pelos subúrbios dos E.U.A em “On The Road”, João Antônio fala sobre nossa ralé, guardadores de carros, viradores, prostitutas, leões-de-chácara, e jogadores de sinuca em uma prosa rica e elaborada.
            Ah! E ainda tem aqueles que se recusam a enxergar o óbvio! Por que a bonitinha roqueira que hoje se destaca entre os jovens “indie”(mais uma forma estrangeira de falar “independente), fala tanto em inglês e canta lendas do folk rock e southern rock ?
Simples porque não sabe ou se recusa a entender que aqui tivemos, por exemplo, Sá, Rodrix e Guarabira, que faziam por essas bandas o mesmo que Crosby, Still and Nash faziam lá fora. Pink Floyd, Emerson Lake and Palmer, e tantas outras bandas de talento indiscutível faziam experimentações e criavam um rock tão psicodélico quanto os Mutantes e o Secos e Molhados. Se os ingleses tem o chamado Brit-Pop, temos o suburbano Mangue-Beat.
            Não vou falar de Bossa Nova, que é covardia. Todos sabem que até os gringos se ajoelharam ao violão de João Gilberto, ao Piano de Jobim, a bateria de Milton Banana e a poesia de Vinícius.
            E o cinema ? Claro muitos cinéfilos falam de boca cheia de Rosselini, Pasolini, Truffaut e esquecem Glauber Rocha. Assista “Deus e o Diabo na Terra do Sol” para ver uma aula de cinema sem recursos.

            Alguns brasileiros desenvolveram também o hábito de serem preconceituosos com a produção nacional. Muitos torcem o nariz para música sertaneja raiz, baião, axé, pagode e tantos outros gêneros que não são “cool” o bastante para a galera que houve emocore, rock e pop. Outros se entregam ao “cinema-pipoca-acéfalo-sem conteúdo”, mas cheio de efeitos especiais, em detrimento das produções nacionais que obviamente se apresentam mais modestas e sem as parafernalhas de Hollywood. Perderam nos últimos anos, por exemplo, os ótimos “Amarelo Manga”, “O Homem que Copiava”, “O Cheiro do Ralo”, “Cinema,Urubus e Aspirinas”  entre outros.
            Por isso precisamos que os brasileiros salvem o Brasil. Que tenham orgulho de Tião Carreiro, um monstro da viola que inventou a música sertaneja que conhecemos hoje. Que lembrem de Glauber Rocha, de Machado de Assis e os respeitem, que os indiquem aos seus melhores amigos. Precisamos de novos Gonzagas e Buarques na música, escritores como Lima Barreto, poetas como Manuel Bandeira, uma nova safra para encher de orgulho o brasileiro desmotivado que olha para fora quando pensa em cultura. Não podemos continuar vivendo no Brasil sem sermos brasileiros em primeiro lugar.
            Encerro com a licença poética de Vinicíus. A bênção Cartola, Pixinguinha, Noel. A bênção Jorge Amado, Graciliano Ramos e Mario Quintana. A benção Nelson Pereira dos Santos, Anselmo Duarte, Fernando Meirelles e Walter Salles. Saravá ! A benção que eu vou partir !

O Lutador


 Texto originalmente publicado em 3 de março de 2009

 
 

"O maior prazer na vida consiste em fazer aquilo que os outros dizem que não se consegue fazer." 

- Walter Bagehot








  Sem grandes pretensões acabei por assistir ao filme “O Lutador”, aclamado pela campanha publicitária duvidosa como “A ressureição de Mickey Rourke” e tive uma grata surpresa. Não que o filme não seja dependente da interpretação quase que autobiográfica do ex-galã de “9 ½ s Semanas de Amor” que encarna, no sentido literal da palavra, o lutador veterano Randy “The Ram” Robinson, mas a obra como um todo funciona por mostrar o declínio de uma carreira vitoriosa de forma sensível sem nunca apelar para o sentimentalismo exagerado.

            Lutadores que superam tudo pelo amor ao ringue sempre foram temas de filmes vitoriosos e redentores, o ápice do gênero foi atingido com o Oscar concedido a “Rock, Um Lutador”. Um bom filme, mas xtremamente superestimado, o longa levou seu protagonista Sylvester Stallone ao estrelato imediato e gerou continuações que não chegam aos pés do original. Bem diferente é a história de “O Lutador”, que não mostra a ascensão de seu protagonista, mas seu declínio.

            Ídolo na década de 80, o personagem de Rourke, sofre com a idade, está falido e sem dinheiro, mas ainda colhe os louros de sua fama sendo adorado pelos lutadores mais jovens e pelos fãs que ainda relembram seu sucesso em lutas quase anônimas nos finais de semana. 

Com a câmera na mão o diretor Daren Aranofsky, acompanha Randy de uma forma intimista, como se estivesse sempre próximo ao lutador, por trás de seus ombros ou alguns passos a sua frente, a câmera segue seu olhar e sem perceber estamos observamos o mundo da personagem central e toda atração que ele exerce.

O declínio tem inicio quando Randy sofre um ataque cardíaco após uma violenta luta e é obrigado a deixar os ringues. De forma desajeitada o ex-lutador tenta se adaptar a sua nova realidade, arruma emprego como atendente em uma loja local e passa a tentar uma reaproximação com sua filha.

Em um mundo claramente masculino, Randy só encontra palavras de conforto com Cassydy, uma stripper vivida por Marisa Tomei, que consegue entender as dificuldades de ressocialização do lutador.
Após algumas tentativas bem sucedidas de adaptação, o inevitável acontece, Randy não resiste a atração do ringue e cede a um retorno quase suicida que implode sua recém conquistada vida social. Sem nenhum julgamento de valores o filme fala sobre paixão e humanidade, sobre o tempo, sobre a passagem da vida  e sobre como o ser humano não está preparado para lidar com tudo isso.

Se engana quem pensa que o filme é somente uma mensagem de superação ou lição de moral. Longe disso. 

Ele fala sobre como todos estamos sujeitos a crueldade do tempo, não só Randy, mas Cassydy também sofre ao não conseguir clientes, que preferem outras strippers mais novas. Fala sobre a incomunicabilidade do ser humano, que sempre machuca as pessoas que mais ama e também sobre paixão, esse sentimento que toma de forma incontrolável nosso sistema nervoso central e nos faz correr riscos e superar limites.

“ O único lugar em que me machuco é lá fora”  fala Randy ao retornar aos ringues. E de certa forma todos concordamos com ele, mesmo o infarto sofrido no inicio do longa, acontece nos bastidores, fora do ringue. Acostumado a vencer Randy fracassa com a filha e com a mulher que ama por não conseguir se desvencilhar de sua paixão pela luta livre.

Conduzido com uma trilha sonora rock´n´roll nos momentos mais autodestrutivos de Randy, a última luta fecha o longa com “Sweet Child O Mine” do Gun´s n´ Roses e oferece a todos o sentimento de que, na vida, não podemos fugir do que realmente somos.

A Morte de Bob Dylan

 Texto publicado originalmente em 31 janeiro de 2009


The line it is drawn
The curse it is cast
The slow one now
Will later be fast
As the present now
Will later be past
The order is
Rapidly fadin'.
And the first one now
Will later be last
For the times they are a-changin'.

(The Times They are Changing, Bob Dylan)






Ao olhar descrente para a produção musical atual, sem forma ou conteúdo e sobrevivendo aos trancos com meia dúzia de talentos que produzem um disco a cada seis anos, imagino, com certo pieguismo admito, a vida que não vivi nas décadas passadas. Décadas onde grandes artistas surgiam em pencas e gravavam dois álbuns por ano, com medo que a próxima guerra ou revolução destruísse o mundo. Décadas onde nasceram ídolos mortais que duram até hoje como referência sem serem substituídos ou destronados por gerações e mais gerações de músicos que jogaram a toalha e gritaram: Desisto!

O mito é eterno meus amigos, mas a carne é mortal. A cada dia assistimos ,pouco a pouco, os “reis” de nosso tempo morrerem sem um herdeiro direto para seu trono. Esse súbito amargor me fez refletir esta semana sobre o dia em que o mundo da música amanhecerá diferente, usando o mais cafona dos clichês. Para mim, este dia seria assim.

Hoje sexta-feira dia 6 de fevereiro de 2015 morre a música norte-americana.

Nascido longe de onde deveria, se mudou para a rua muito jovem onde foi adotado por Muddy Waters que o ensinou como não cantar suas músicas. Atravessou os Estados Unidos e leu On the Road, antes de ser escrito por Jack Kerouac. Passou a tocar tamborim em 1963, o que lhe rendeu o apelido de Mr. Tambourine Man.

Uma fixação crescente pelo circo fez com que se tornasse mágico criando o truque de cantar com uma gaita na boca.

Cantou Blowing in The Wind.

Compôs mais de 800 bandas e 38 estilos.

Não criou nenhuma música sozinho. Wood Guthrie passou a morar com ele no início de sua carreira dividindo o lado esquerdo de seu cérebro com mais 40 músicos desconhecidos de Minesotta.

Liderou um motim ao explodir o Festival Folk de Newport em 25 de julho de 1965, usando apenas uma guitarra elétrica. Na Highway 61 foi chamado de Judas, por uma pitonisa que percebeu que a salvação dependia de sua traição aos puritanismos desplugados da época.

Imaginou tão forte uma voz feminina para cantar suas composições que deu vida a uma cantora imaginária chamada Joan Baez, que até hoje aparece em alucinações coletivas tocando um violão à capela. Em 1966 sofreu uma tentativa de assassinato, quando um acidente de moto em Desolation Road, impediu que sozinho vencesse os 4 de Liverpool na Guerra Fria entre E.U.A e U.K. , que dividia a hegêmonia da música mundial na época.

Reuniu um conjunto de músicos que ficou conhecido como "The Band", neologismo que passou a ser sinônimo de grupo musical.

Casou-se todas as vezes que podia e se divorciou o mínimo possível. Converteu-se ao cristianismo em 1977 confundindo os fiéis que o seguiam. Em 1981 abandona o gospel e é reconvertido a música. Volta a tocar em bandas junto ao Grateful Dead e ao Traveling Wilburys trazendo a tona antigos vícios.

Na década de 90 ao comemorar 30 anos de carreira volta a usar folk, country e outros analgésicos que diminuíam a dor de cabeça do mundo. A partir de 2000 sua carreira volta ao topo das paradas. Viaja no cinema de Scorcese e expõe 174 aquarelas pintadas em 1994. Foi internado semana passada e lutou contra o vício crônico da composição que manteve até suas horas finais. Robert Allen Zimermman morreu aos 74 anos , sem que as enfermeiras reconhecessem seu nome no prontuário.

No enterro, Mick Jagger cantou Like a Rolling Stone para uma multidão comovida.
 
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